Portugalia Conspiracio Theoria
Terça-feira, Novembro 04, 2008
A bulimia e a necessidade de mudança
Ao contrário do que afirmam alguns apoiantes de McCain, não é grave para os americanos e não será grave para o "resto" do Mundo, a eleição de Obama. Não é grave de um ponto de vista libertário - as pessoas devem escolher o que melhor entendem, em cada momento histórico. Foi assim com Hitler e com Salazar. É assim com Chavez, Fidel Castro, e tantos outros, eleitos ou nomeados. O mais grave não é a escolha, é a opção política. Nuns casos ingénua, noutros como o das grandes corporações que já há muito escolheram Obama ou pelo menos não o contestaram (repare-se no apoio dos media, CNNs, New York Times, Financial Times, eles próprios tentáculos do capitalismo que nos habituámos durante anos a criticar ou mesmo combater), de uma forma mais comprometida e descoberta. A propaganda foi enorme, os meios utilizados de envergadura até hoje nunca vista (Obama foi o que gastou mais dinheiro, diz-se vindo dos próprios apoiantes, das comunidades "gauchiste", negras e de emigrantes - porque afinal sempre vale a pena o "sonho americano"!).
Mas o grave de tudo isto não é eleição de Obama e muito menos por ser negro (nós sempre preferíamos indiscutívelmente o Sidney Poitier ou o Denzel Washington e ambos são negros), mas sim o facto de que a sua eleição representa o voto mais "branco" que até hoje foi dado a um candidato. E com branco queremos dizer "vazio", "incerto", "duvidoso". Como vai lidar Obama com os perigos que ameaçam as nossas sociedades (Coreia do Norte, Irão e outros)? Como vai Obama resolver os problemas da economia capitalista sem sacrificar as classes menos favorecidas? Como vai tratar Obama os gananciosos neo-liberais de Wall Street?
A questão não é pois a de mudar ou não. Mesmo as classes médias e altas da sociedade americana (para já não falar das ditas na Europa), querem ver Obama no Poder. Não porque ele as represente mas sim porque em geral são os mais "socialistas" que conseguem (como cá com Sócrates e na Alemanha do III Reich com Hitler), galvanizar as multidões, dar-lhes o discurso que elas entendem e sobretudo discipliná-las, alienando-as.
Mas ao contrário do que alguns previnem, nós estamos nos antípodas do discurso fatalista - para nós são as pessoas (mal ou bem e quase sempre mal, entenda-se), que determinam o rumo das sociedades. O 11 de Setembro, em nosso entender, deveu-se sobretudo não aos erros da política externa americana (embora péssima mas já existia nos anos 50 e era pior), mas sim às ambições imperialistas de um grupo da elite fascista islâmica (Bin Laden e não só). E será esta gente que vai sobretudo dançar eufórica com a vitória eleitoral de Ibama. A vitória de Obama é, como foi a de Hitler e outros socialistas, a derrota dos povos que cegam perante o discurso de circunstância, o discurso de propaganda, o discurso que nos faz ouvir apenas o que queremos ouvir.
O problema contudo, como a História do Passado nos ensina, virá depois.
P.S. Este um posting em que recorremos como título ao tema da bulimia e contudo não falámos da mesma, Mas foi deliberadamente que não o fizemos. É que o vómito do que comemos agora só virá também depois, minutos ou anos, tanto dá. Tal como na moda em que se escolhem os modelos mais "perfeitos" também na política americana e mundial, são os mais "estilizados" que tendem a vencer, negros ou brancos, pouco importa porque a questão rácica é uma boa merda em qualquer discussão política. A imagem vale mais do que mil palavras. Negra, azul ou vermelha, o que importa é que passe além da retina e se fixe algures no cérebro de quem vê.
Como na ficção que antes era científica.
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Quarta-feira, Março 26, 2008
Uma região e um país - Os estados gerais
à sombra de uma azinheira
à sombra de uma azinheira
à sombra de uma azinheira
refrão
à sombra de uma azinheira
à sombra de uma azinheira
à sombra de uma azinheira
à sombra de uma azinheira
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Quinta-feira, Março 13, 2008
O charmar vai para a Wikipedia
Acrescentamos aqui apenas alguns sinónimos e outros tantos possíveis antónimos:
Charmar:
- enganar o próximo com sorrisos falsos e falinhas mansas;
- depender do marketing e da construção da imagem (pelos fazedores de imagem);
- Ler e seguir obedientemente a cartilha de Hitler, Goebells, Mussolini, Salazar e Estaline;
- adquirir um espelho que reproduza apenas o charme do sujeito nele reflectido.
Antónimos de charmar:
- falar francamente aos cidadãos, não mentir, não usar máscaras para enganar as populações nomeadamente no acto de eleger os seus representantes;
- não recear ver no espelho as "deformidades" do sujeito nele reflectido.
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O Príncipe Charmante

O descontentamente popular quando gera revolta ou revolução, não quer saber se está ou não a cumprir as leis e a Constituição.
Anónimo, Março de 2008.
Há alguns dias a jornalista que entrevista (?) Marcelo Rebelo de Sousa, com o ar mais académico que se pode ter quando se está com os pés bem assentes no milieu mediático, anunciava-nos: "o Professor acaba de criar uma nova palavra". O catedrático Marcelo, independente dos partidos e criticando preferencialmente o seu, acabava com efeito, de descobrir o verbo charmar. Já havia o encantamento, o enamoramento, mas não constava nos dicionários o verbo chamar, ou seja, transmitir ou passar o charme que não se tinha, para atingir os outros, sobretudo aqueles que se pretende enganar.
E o PM da Portugalia, percebendo que sem uma rotação radical no seu rosto cro-magnon 2008 e onde se notam aliás bem visíveis traços de ódios e raivas contidas, muito contidas diga-se, tomou de empréstimo o receituário estético-político do Prof. Marcelo e operou uma "reforma" total do seu visage. E agora sai todos os dias de manhã da sua casa, charma-se com um ar diferente, jovial e simpático, charmante pois.
Zapatero em Espanha, que não obteve há dias a maioria absoluta, também ele fez uma rotação ao rosto. Não tanta como fez agora Sócrates que virou o rosto a 180 (todos aqueles que trabalham com processamento de imagem sabem o que isto é).
Diáriamente é vê-lo sempre jovial e sorridente (sobretudo quando vê jornalistas e repórteres por perto) e no gabinete prepara já uma nova fórmula de tornar os pobres ainda mais pobres, dizendo absolutamente o contrário.
Esta mudança cha(r)mânica é uma espécie de novo trunfo, de uma jogada de bluff de todos os que ou perdem maiorias absolutas ou têm receio de vir a perdê-las. É o que sucede com Sócrates. O PM da Portugalia sabe que vai perder as eleições. Até porque haverá pessoas como nós que antes se abstinham e agora vão votar contra ele e contra o PS, o nacional socialismo de esquerda, mesmo que isso signifique votar no PC ou no BE, ou até no PSD se este apresentar um programa que diga preto no branco que vai inverter algumas das "reformas" feitas pelo governo de José Sócrates.
Esta rotação no rosto de José Sócrates pode de facto enganar alguns milhares de portugueses mas não cremos que desta vez se safe de uma derrota histórica. A não ser que...
A propósito, quando é que o poeta idiota entrega os votos que recebeu nas últimas eleições presidenciais e definitivamente deixa de fingir que está insatisfeito com o seu próprio governo?
E o tal movimento independente, que é feito dele? Foi parar ao bolso do Manuel Alegre ou da Roseta?
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Quarta-feira, Março 12, 2008
Que fará o nosso governo com a violação dos direitos humanos do povo tibetano?
Favorecendo a autonomia do Kosovo contra a Sérvia (a pedido da Casa Branca e dos tecnocratas e reaccionários da Comissão Europeia), porque não reclamar a entrega do Tibete ao seu próprio povo, boicotando os Jogos Olímpicos?
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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008
A música é uma das preferências do actual governo da Republica da Portugalia
Como não temos a menor hesitação em partilhar o sentimento de revolta que atinge vários sectores da sociedade portuguesa, desde largas faixas do proletariado mais pobre à classe média que pelo andar venezuelano das coisas, vai ficar menos que média, estamos e estaremos sempre contra qualquer medida totalitária deste Governo e de quaisquer outros que lhe venham a suceder (já se preparam os dois principais partidos para disputarem os lugares à frente dos grandes grupos económicos, depois de passarem por "reconhecidas" pastas governamentais). Mas os outros não se preparam mas têm pena. A revolta insinua-se no espírito de milhares de cidadãos portugueses e vozes como as da população da Anadia, do Gen. Garcia Leandro, Marinho Pinho, Pacheco Pereira, Sousa Tavares e outros, apenas vêm dar eco ao que realmente se passa à sua (e nossa) volta.
Mas falaremos disso num próximo "posting". O texto da petição vai já em mais de 6.000 assinaturas. Artistas como Inês Medeiros, o maestro e compositor António Victorino de Almeida, a actriz Ana Santos, o pintor surrealista Carlos Martins e tantos outros, já lá se encontram. Agora é a sua vez de dizer não ao fecho do Conservatório. Reformas ou mesmo une petit revolution no Conservatório, claro que sim, mas extinção é que não!
Veja a petição e assine-a aqui.
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Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
Fascismo, nunca mais?
(A um bebé que morreu na ambulância a caminho de Coimbra, 18/1/2008, Portugal)
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