<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-9235477</atom:id><lastBuildDate>Mon, 20 Nov 2006 12:34:55 +0000</lastBuildDate><title>O PCP, a Classe Operária no Paraíso</title><description></description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/classeoperaria.html</link><managingEditor>C.</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-3950185975451025838</guid><pubDate>Mon, 20 Nov 2006 11:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-20T12:51:48.380Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>greves</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cuba</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>estaline</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>partidos estalinistas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>socialismo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>classe operaria</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>revolucoes</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>operarios</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pcp</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>partido comunista portugues</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comunismo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>fundos de greve</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>revolucao</category><title>Avante Classe Operária, assim irás longe ó labrega...</title><description>A classe operária continua e continuará por muitos anos nas mãos dos estalinistas. E assim continuando jamais chegará à prometida Revolução e muito menos ao paraíso idealizado. &lt;br /&gt;E isto porque os partidos estalinistas são actualmente aprtidos da situação, ou seja, do sistema. É claro que nalguns casos fazem um pouco mais do que os outros pelos desfavorecidos mas partilham das mesmas cadeiras do Poder, recebem dinheiros do Estado, subsídios e despesas de representação, etc. Como é que se pode ser revolucionário e receber dinheiros do Estado, dos contribuintes, incluindo os burgueses e ricos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às greves, o que são as greves dos trabalhadores, mesmo quando estão muito descontentes? Fazem uma dia de greve e estendem-nos para dar com o fim de semana, o que por alturas do Verão até dá para a família operária ir toda para a praia da Caparica, a banhos pois. &lt;br /&gt;As greves são para fazer frente ao patronato ou ao Governo quando o patronato é este. Mas as greves, segundo os dados publicados, dão prejuízo é às populações. Toda a gente sabe que uma greve nos transportes quase não resulta em prejuízo para o Metro ou a Carris, o dinheiro já está amealhado no princípio do mês em passes sociais. Além disso as greves não são feitas com convicção, é para aborrecer os empresários e sobretudo para virem na comunicação social, mas não fazem a mínima mossa aos patrões ou ao Governo.&lt;br /&gt;A greve é uma arma de facto mas no caso português, é uma arma emperrada ou sem munições. Nem sequer serve para o tiro ao alvo. &lt;br /&gt;Noutros países quando se faz uma greve os trabalhadores sabem que é preciso fazer sacrifícios, poupar mais nas despesas, gastar menos e pagar mais para os fundos de greve para permitir aos sindicatos sustentar greves por semanas e não apenas greves de um dia e que prejudicam apenas as populações.&lt;br /&gt;Uma greve prejudica sempre as populações, sobretudo quando se trata de uma greve nos transportes, nos correios, telecomunicações, etc. Mas as greves devem ser feitas sobretudo apra prejudicar os interesses do patronato, para o obrigar a recuar e não para que este tenha ainda mais força. As greves não devem ser feitas quando a empresa está em crise ou ameaça falir ou deslocar-se pois isso só prejudica os próprios grevistas. Ao contrário e preventivamente os trabalhadores devem saber o que se passa na empresa e contribuir com acordos pontuais para que a empresa não se desloque ou não venha a falir pois disso depende a sobrevivência dos seus próprios postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as greves então não conduzem a mudanças no comportamento do patronato ou do Governo não vale a pena fazê-las ou melhor do que isso vale a pena fazê-las mas por tempo indeterminado até que a outra parte ceda, e nesse caso cederia sempre. Imagine-se o que seria se os sindicatos e as centrais sindicais em "vigor" (como o famoso leite, suavíssimo e gostoso portanto), decidissem decretar greves por tempo indeterminado. Era o próprio país, a economia do país, que paralisiria. Claro que as populações também sofreriam com isso mas isso sim seriam greves operárias e greves de trabalhadores para conquistar direitos, fazer avançar a melhoria de vida dos trabalhadores e não apenas para conquistar o poder de compra perdido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que todos nós sabemos que com este partido "comunista" a dominar a CGTP e o Partido Socialista mais o PSD, a dominarem a UGT, os trabalhadores vão andar sempre atrás do poder de compra perdido em vez de alcançarem o tal paraíso que ambos lhes prometeram - a sua emancipação da exploração capitalista.&lt;br /&gt;Quanto à Revolução destes cavalheiros, não sabemos o que é e a única que se viu e bem real (na Rússia, em 1917), já terminou há muito tempo, quando Estaline subiu ao Poder e pôs lá o Beria a matar os seus adversários. &lt;br /&gt;A classe operária não vai para Paraíso nenhum a não ser o inferno em que a metem todos os dias os partidos que a dizem defender. Em vez de se libertar ela própria e constituir-se em movimento autónomo e independente dos partidos, atrela-se aos partidos estalinistas e mesmo a alguns partidos burgueses e dali não sai, leva bandeirinhas e auto-colantes para os filhos, vai votar no dia das eleições e depois, ao fim de uns anos, vai para casa desempregado. Toma lá Zé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A CLASSE OPERÁRIA VAI P´RA PARAÍSO E PELA MÃO DO PARTIDO ESTALINISTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL!!! &lt;br /&gt;---------------------------------------------------&lt;/b&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2006/11/avante-classe-operria-assim-irs-longe</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-114702102861541693</guid><pubDate>Sun, 07 May 2006 16:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:43.545Z</atom:updated><title>Não somos um blog de massas...</title><description>As únicas massas que consumimos são as italianas pois as nacionais eram boas mas antigamente. Além de pouco alimentícias, as actuais, ao contrário do que afirmam os publicitários, devem ter substâncias alérgenas que deixam o organismo muito debilitado e para dizer a verdade pouco "massificado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso blog não partilha desse mito de que tudo quanto é maioria ou massivo é porque tem razão. Hitler e Mussolini também tinham a maioria, Sadham idem. É preciso desconfiar sempre daqueles que falam muito em números e menos em ideias, soluções concretas. Dos que fogem da Dialéctica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso blog é pois um blog de minorias. Poderão orgulhar-se alguns de ter milhares de visitantes (e nisso os porno-blogs são os campeões de bilheteira, muito à frente do Abrupto, como se pode ver no &lt;a href="http://weblog.com.pt/portal/blogometro/"&gt;"Blogómetro"&lt;/a&gt;) enquanto o nosso blog não conta senão com meia dúzia de visitantes diários. &lt;br /&gt;Pouco nos importa. Se houver uma pessoa que seja que nos visite e depois decida não adirir ao Partido Estalinista de Libertação Nacional (PCP), durante os próximos 2 anos, é porque valeu a pena! E é isso que irrita alguns "revolucionários" chegados recentemente à Sierra Maestra da Revolução Proletária e Internacionalista! &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;A CLASSE OPERÁRIA VAI P´RA PARAÍSO E PELA MÃO DO PARTIDO ESTALINISTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL!!! &lt;br /&gt;---------------------------------------------------&lt;/b&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2006/05/no-somos-um-blog-de-massas.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-114701660921913852</guid><pubDate>Sun, 07 May 2006 15:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:43.180Z</atom:updated><title>Se vais pela esquerda e acreditas na dialéctica......</title><description>Se acreditas na dialéctica, se és um marxista convicto, sabes que a realidade é mutável. As revoluções não são imutáveis. Tal como os homens que as fazem, também as sociedades podem mudar e transformar-se no seu inverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acreditas que a realidade não é imutável e que também a velha Cuba Revolucionária se pode transformar, ao fim de 47 anos, num estado policial e reaccionário, visita este &lt;a href="http://www.alternativa2000.org/cuba/livre.html"&gt;web site&lt;/a&gt;.</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2006/05/se-vais-pela-esquerda-e-acreditas-na.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-114700506120457639</guid><pubDate>Sun, 07 May 2006 12:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:43.030Z</atom:updated><title>Os pobres também se revoltam?</title><description>Recebemos um email de um tal Comité para a Revolta dos Pobres em Portugal (CPRPP), sediado em Lisboa, na Rua dos Inglesinhos, o qual transcrevemos na íntegra, adiantando alguns comentários em "posting" posterior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;O Comité Para a Revolta dos Pobres em Portugal, assinala que, contráriamente ao que os partidos políticos dominantes têm vindo a prometer sistemáticamente ao longo das várias campanhas eleitorais, os diversos governos do país nos últimos 20 anos têm governado não apenas a favor dos mais favorecidos (criando inclusive uma enormíssima classe de novos-ricos cujo contributo para o desenvolvimento do país é igual a zero), mas e sobretudo contra os mais pobres e necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CPRPP considera contudo que a solução dos problemas dos mais pobres e necessitados não passa fundamentalmente pelos partidos políticos clássicamente "à esquerda" ou pelos sindicatos, os quais se transformaram eles próprios em partidos e organizações inseridas no sistema, recebendo chorudas "contribuições" do próprio Estado que assim os torna cada vez mais subservientes e acomodados.&lt;br /&gt;Não sendo contra os sindicatos e os partidos políticos existentes e em particular os mencionados, o CPRPP acredita que a solução dos problemas dos mais pobres e necessitados passa essencialmente pela geração expontânea de um amplo movimento popular de indignação e revolta contra o actual estado das coisas e em especial contra  as organizações políticas responsáveis pela actual situação económica e social do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento popular de indignação e revolta não deve ser um movimento de direita ou de esquerda e sobre isso não deve ter quaisquer preconceitos. Quer à direita, quer à esquerda existem pessoas que se orientam por princípios e valores que estão em concordância com os direitos fundamentais dos cidadãos e a Carta das Nações Unidas. Tal como à direita e à esquerda há o oposto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este movimento popular deve ser independente e não recorrer à violência como instrumento de acção política, salvo em caso de legítima defesa se atacado violentamente pelos órgãos repressivos do Estado visando reprimir acções pacíficas e ordeiras. A acção do movimento popular deve ser pacífico mas firme nas suas exigências recorrendo, se necessário, a apelos à  desobediência civil e a outro tipo de manifestações que expressem a indignação do povo face à política governamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento popular de indignação e revolta deve privilegear o diálogo e a negociação com todos os partidos parlamentares e outros que estejam interessados nesse diálogo e com outros órgãos da sociedade, públicos ou privados, incluindo o Governo, a Presidência da República e outros órgãos de soberania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os objectivos do movimento popular de indignação e revolta não são a tomada do poder ou a governação. Entendemos que os pobres e necessitados têm o direito e o dever de manifestar com firmeza a sua indignação e revolta mas não têm quaisquer intenções de gerir ou governar o país, gestão para a qual não estão e não se sentem qualificados. Os pobres são pobres porque em grande parte foram preparados para ser pobres desde crianças. Não se pode pois pegar num pobre e transformá-lo num governante ou num gestôr. No dia seguinte o país ficaria ainda mais carenciado.&lt;br /&gt;Os pobres e necessitados o que podem fazer e melhor do que os outros, é levarem a sua indignação e revolta ao rubro e exigir que o Governo, a Presidência da República, os partidos políticos, cumpram com as suas promessas eleitorais, as quais falam sempre em seu nome. Trata-se pois para o movimento de indignação e revolta popular, de exigir o cumprimento das promesas e garantias eleitorais.&lt;br /&gt;Se assim fôr os pobres e necessitados passarão a viver melhor e de uma forma mais digna. Estes pois os objectivos centrais do movimento.&lt;br /&gt;A governação e a gestão dos organismos estatais têm pessoas mais qualificadas do que o movimento dos pobres e mais necessitados. O que importa pois não é tirá-las de lá mas pô-las a trabalhar de acordo com as promessas eleitorais feitas pelos partidos nas campanhas eleitorais. Isto é, dar-lhes a oportunidade e o alento para gerirem o governo e as instituições do Estado em consonância com a própria Constituição.&lt;br /&gt;Se para tal fôr necessário mudar a Constituição ou mudar as leis para favorecer os mais pobres, seja com impostos sobre os maiores rendimentos, seja com uma maior flexibilidade das leis laborais (portanto contra a estratificação laboral imposta pelos sindicatos), seja com uma redução das taxas de juro ao nível zero visando as empresas com maiores encargos na área do investimento, o movimento de indignação e revolta popular deve apoiar essas iniciativas reformistas, vigiando a sua aplicação de uma forma regular e contínua.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Atingidos estes objectivos o CPRPP não terá quaisquer razões para existir e será extinto imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2006/05/os-pobres-tambm-se-revoltam.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-114640145571091076</guid><pubDate>Sun, 30 Apr 2006 12:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.955Z</atom:updated><title>O paraíso da classe operária em Cuba</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/uploaded_images/marthabeatriz-751592.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/uploaded_images/marthabeatriz-750592.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os "petit bourgeois" dos países ocidentais, Portugal incluído, Cuba é conhecida por ser um paraíso para os turistas, vai-se para Cuba porque é de bom tom, as praias são óptimas, as pessoas hospitaleiras, "afinal não é nada daquilo que se dizia!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos um outro exemplo do mundo paradisíaco que ali se vive. Passou-se no passado dia 25 de Abriol quando aqui se comemorava o dia em que um bom punhado de bravos capitães e soldados, derrubava o regime ditatorial de Caetano e da Pide, sem ter pedido licença aos grupos da resistência organizada, nomeadamente ao PCP:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Asamblea por la Sociedad civil de Cuba, recebemos o seguinte email:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por favor, ver al final teléfono y e-mail para enviar mensaje de solidaridad a Martha Beatriz, así como link para ver fotos de ella después de la golpiza que recibió en La Habana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos: Poquísimos diarios, contados con los dedos de la mano, publicaron esta noticia que acabamos de recibir sobre la agresión sufrida por la opositora cubana Martha Beatriz Roque, que lucha pacíficamente por la libertad de Cuba. Ayuden a difundir la noticia, contribuyendo a proteger su vida. A continuación, el SOS que recibimos de MAR por Cuba. Traten de enviar a Martha algunas palabras de ánimo, por teléfono o por e-mail. Saludos, Roberto Fernández, estudiante de Derecho, U. Andrés Bello. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡GOLPEADA MARTHA BEATRIZ ROQUE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la tarde del 25 de abril, la dirigente de la Asamblea para Promover la Sociedad Civil en Cuba, Martha Beatriz Roque Cabello, fue golpeada y arrastrada dentro de su vivienda por una turba de la policía política del régimen castrista que impedía que ésta saliera de su casa para asistir a una importante reunión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuación, en sus propias palabras, la transcripción de las declaraciones de Martha Beatriz a través de las ondas radiales de la emisora WAQI, del estado de la Florida, inmediatamente después de haber ocurrido la brutal agresión:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"…me han dado tantos golpes, me han dado un golpe por el ojo, un hombre gordo fortísimo, un piñazo por el ojo que casi me saca el ojo… me dieron por la cara, me arrastraron por el piso, me dieron patadas… han acabado conmigo… estoy diciéndoles esto a mis hermanos de Miami para que sepan la situación tan difícil que estamos viviendo… sólo porque yo iba a casa de Parmly a una recepción, una conferencia por televisión, y desde el primer momento no dejaron entrar a mi sobrina a mi casa, desde el primer momento, esto es una situación muy difícil, muy difícil; la comunidad internacional tiene que hacer algo por nosotros porque nosotros no podemos seguir aguantando estas humillaciones, no podemos seguir aguantando esta falta de libertades; de verdad que esto es una situación ya insostenible, yo quisiera que ustedes vieran cómo tengo la cara, cómo tengo el cuerpo, estoy vestida de ropa blanca y toda la ropa la tengo sucia y rajada porque me arrastraron por el piso. Yo les ruego por favor que tomen nota de esto y hagan algo por los que estamos aquí sufriendo dentro de la isla… no puedo seguir hablando, de verdad, no puedo seguir hablando… (llora)…"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En declaraciones posteriores, la activista describió que la turba no estaba integrada por vecinos, sino por personas desconocidas para ella, con excepción de una mujer que la policía política ha situado en un apartamento contiguo al suyo, la cual también la golpeó. Mientras era arrastrada y golpeada, Martha Beatriz valientemente gritaba ¡Abajo Fidel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Escucharás tú el llamado urgente de esta mujer cubana, y actuarás en solidaridad para evitar que violaciones a los derechos humanos como ésta sigan perpetrándose contra los demócratas cubanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tú tienes la palabra. Tú puedes hacer algo. Tú puedes alzar tu voz. Transmite esta denuncia a los gobiernos democráticos, organismos internacionales de derechos humanos y a los medios de prensa en tu país. ¡El oprimido pueblo cubano espera por ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡BASTA YA, PARA CUBA YA ES HORA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teléfono de Martha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martha Beatriz Roque Cabello – (537-406-821 en La Habana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para ver las fotos de Martha después de la agresión:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.asambleasociedadcivilcuba.info/noticias/galeria_Represion2006.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.asambleasociedadcivilcuba.info&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mayor información:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sylvia G. Iriondo, Madres y Mujeres Anti Represión (M.A.R.) - (1-305)-361-6800 (en la Florida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ángel De Fana, Plantados Hasta la Libertad y la Democracia - (1-305)-269-1812 (en la Florida) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Martínez (1-954)-547-8472 (en la Florida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links para enviar e-mails a Martha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MarthaBeatriz:MuchoAnimoMiSolidaridad (&lt;a href="mailto:mensajemarthabeatriz@yahoo.es;memorialcuba@yahoo.es;cubaminrex@minrex.gov.cu"&gt;Cliquee en este link para enviar su mensaje de solidaridad&lt;/a&gt;, que se hará llegar a Martha Beatriz; es recomendable que añada su nombre, ciudad y país desde donde escribe). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MarthaBeatriz:AnimoMiSolidaridad (Atención: este es el único &lt;a href"mailto:mensajemarthabeatriz@yahoo.es;memorialcuba@yahoo.es;cubaminrex@minrex.gov.cu"&gt;link&lt;/a&gt; para Martha Beatriz, con copia simultánea para el Ministerio de Relaciones Exteriores de Cuba comunista; es altamente recomendable que lo use, y que añada su nombre, ciudad y país desde donde escribe; no obstante, por favor, use un lenguaje invariablemente educado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MarthaBeatriz:MiPromesaDeDifusion (Al cliquear en este &lt;a href"mailto:mensajemarthabeatriz@yahoo.es;memorialcuba@yahoo.es;cubaminrex@minrex.gov.cu"&gt;link&lt;/a&gt;, podrá enviar un mensaje a Martha Beatriz, indicando las tratativas que podrá efectuar ante sus amigos, medios de comunicación, autoridades y organismos humanitarios, para difundir esta noticia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MarthaBeatriz:EnviarmeNoticias (&lt;a href="mailto:mensajemarthabeatriz@yahoo.es;memorialcuba@yahoo.es"&gt;Para recibir noticias sobre la evolución de la situación de Martha Beatriz&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disclaimer: Para cualquier efecto legal, este e-mail es de exclusiva responsabilidad de Roberto Fernández Herrera, Estudiante de Derecho, Universidad Andrés Bello, Caracas</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2006/04/o-paraso-da-classe-operria-em-cuba.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-113275633241606741</guid><pubDate>Wed, 23 Nov 2005 13:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.873Z</atom:updated><title>O erro principal do Partido Comunista</title><description>Aqueles que ao cair do Muro de Berlim vaticinaram a derrota das ideis aocmunistas estavam tão enganados quanto aqueles marxistas apressados que à minima crise económica no capitalismo julgam que chegou a vez do socialismo revolucionário ou da sociedade socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns não têm razão porque a ideia do comunismo não morre só pela vontade de uns quantos capitalistas e reacionários. Podem até cair todos os regimes onde o Partido Comunista está no Poder que nem por isso os ideiais do comunismo deixarão de existir.&lt;br /&gt;Os outros, comunistas ou revolucionários de vários estilos, também perdem completamente o norte ao pensar que uma crise geral do sistema capitalista (ou num só país), lhes dá o acesso directo ao céu das convulsões sociais e daí um passo até à revolução e cosntrução da sociedade socialista, primeiro estágio, segundo os cânanos marxistas e leninistas, para o advento do comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros dos partidos comunistas e de outros partidos revolcuionários de esquerda é pensarem que o socialismo ou mais ainda, o comunismo se faz com operários iliteratos e ignorantes, com trabalhadores sem qualqeur ideia de como se gere uma empresa quanto mais um país. Essa ideia perpassa pela cabeça de todos os dirigentes desses partidos e em particular do partido comunista (no qual fui membro destacado tendo mesmo feito parte como monitor, dos cursos de formação do partido, tendo obviametne sido afastado precismanete devido às teses que defendo neste mesmo texto). &lt;br /&gt;Os "operários em construção" devem preparar-se para uma tarefa aind mais séria do que simplesmente tomar o poder, quer pela via eleitoral, quer por via da insurreição em caso de um conflito geral da sociadade ou numa situação de perigo eminente para os direitos mais elementares dos trrabalahdores assalariados. E essa tarefa é necessáriamente a da instrução, não apenas a da primária mas a do Conhecimento, a da Cultura. Sem os mesmos dados de percepção que possa ter um Saramago ou mesmo um Jer+ónimo de Sousa ou um Octávio Teixeira (e não estou a falar de percepção literária, política ou económica, já que citei três exemplos de áreas distintas do conhecimento), os trabalhadores assalariados não poderão compreender sequer os objectivos de uma sociedade socialista e muito menos os seus fundmaentos. E não os compreendendo estarão apenas dependentes do que lhes possam dizer os seus dirigentes, os dirigentso do partido comunista, isto é, estarão sempre dependentes da voz do dono, mesmo que nele acreditem com toda a sinceridade. &lt;br /&gt;O problema fundamental dos dirigentes comunistas é que teimam em não entender que só só se pode edificar uma socieade socialista na base do conhecimento, da instrução, da lucidez e capacidade de reflexão dos assalariados e não na base da ignorância e da alienação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora o que sucede é que a maioria esmagadora dos trabalhadores assalariados (mesmo os que são militantes , simpatizantes ou meros votantes do PCP), são pessoas comuns, com o mesmo grau de alienação e iliteracia dos demais cidadãos. Não é a Festa do Avante ou as eventuais ferias do livro ou exposições organizadas aqui e ali por uma ou outra das sedes partidárias que vão ilustrar os trabalhadores assalariados e os próprios militantes comunistas. Seria necessário uma aposta do próprio Partido nessa instrução, nessa tomada de Conhecimento e simultaneamente no combate a todos as formas de alienação e manipulação, o que passaria necessáriametne por ser o próprio partido a não alienar, a não manipular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que pensávamos aqui inicialmente (e dissemo-lo logo que sentimos que stávamos enganados), Jerónimo de Sousa está em melhores condições do que Álvaro cunhal ou Carlos cArvalhas, apra poder operar essa mudança na atitude do Partido face ao futuro e concretamente face a uma socieade em que pode ser necessário o contributo de milhares de trabalhadores assalariados apra a construção de uma socieade baseada nos ideiais socialistas revolucionários. &lt;br /&gt;E dizemo-lo sem preconceitos - está em melhors condições porque não é um intelectual, isto é, pensa como um ex-operário, pensa como um simples. Não é um pseudo de qualquer coisa, é assim mas é-o sinceramente. Louçã é um dirigiente que jamais admitiria governar com operários, salvo se estes lhe fossem subordinados. Um comité Central pejado de funcionários políticos e intelectuais não assegura que a qualquer tomada do poder pelos comunistas, os assalariados e particularmente os operários tenham nele qualquer lugar, ou seja, que sejam chamdos efectivamente a controilar o que quer que seja e pelo contrário o único contributo que lhes será exigido será o de mais trabalho e se possível "voluntário". E isto porque chagada a hora de governar são os funcionários e os intelectuais mais habituados a discutir a "situação política" e os "interesses do país" que estarão em melhor condição apra o fazer, porque se sentem mais capazes do que os operários apra o fazer. Mesmo que seja apenas por esta razão e que não haja qualquer intencionalidade malévola (etalinista), os operários e os trabalahdores assalariados, mesmo os que apoiam o partido comunista, ficarão sempre sem um controlo efectivo desse poder e servirão apenas como "escudo", "justificação" e slogan do novo poder insittuído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que, como eu inicialmente, acreditavam que isso pudesse ser realizado por uma Nova Esquerda ou uma Esquerda Alternativa desenganaram-se totalmente ao verem como actuavam e actuam os dirigentes do Blco da Esquerda, isto é, arrogantemente, displicentemente, ex-catedra como se de repente a verdade passasse para o seu lado, como se subitamnete as suasa cabeças (so porque eram diferntes das dos dirigentes cláscios do partido comunista, pela sua propria natureza, mais idosos) passassem a verter a Verdade e esta fosse a solução para todos seguirem atrás dela, como automatos. Os dirigentes do Blco de Esquerda (com excepção mas pouco de Miguel Portas que sempre soube ter uma atitude exemplar em relação ao irmão, para apenas dar um exemplo), são intrincsecamnet autoritários e antecipadamente totalitários, óu seja, aind anão têm o poder e é como se já o tivessem, falam como se ir apra lá fosse coisa de meses e depois vamos ver todos como elas nos mordem!&lt;br /&gt;Ao contrário ficou claro que o percurso de Jerónimo de Sousa (muito devido à sua natureza e condição de classe) seria o de maior conteção nas palavras, de uma atitude mais aberta e cordial, de um comportamente sobretudo mais humilde de alguém que sabe o que é o analfabetismo, a pobraza e a falta de recuros e por isso também sabe que não será com estes que poderá construir-se uma socieade de bem estar e de Conhecimento para todos os cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário ainda desmontar um outro mito - nenhuma socieade comunista ou socialista se constroi contra as pessoas que enriqueceram à custa do seu trbaalho e esforço, por vezes sacrificando o seu lazer e os prazeres (pequenos ou grandes) da vida. Nehum dirigiente comunista ou revolucionário poderá esquecer este dado fundamental - as sociadades socialistas precisam de crescer economicamente, precisam de técnicos e engenheiros, precisam de gestors e precisam de economistas mesmo até dos que criticam a sua política. Não é possível construir nenhuma socieade de bem estar (sela ela capitalista ou socialista) sem contar com o talento, a competencia, o conhecimento e o engenho de milhares ou milhões de pessoas dos mais variados sectores. Mais ainda, uma sociedade socialista (porque não contará certamente com o apoio incondicional de milahres de gestores, economistas, especialistas e técnicos), terá de ser sensível às críticias que virão anturalment destas pessoas, não pode deixar de as ouvir e colher ensinamentos, tenanto aplicá-los sempre que tal fôr possível e não ponha em causa o rumo de bem estar e maior igualdade que se pretende edificar. &lt;br /&gt;Dir-se-á que tudo isto é utópico. Pode ser, mas não vale a pena perdermo-nos a conjecturar sobre isso. É possível que outras realiades e outros rumos se imponham mas varleria a pena  considerar todas as hipóteses e não apenas a clásscia de todo o poder à classe operári" ou da "ditadura do proletariado" que foram provadamente anti-operárias e se ditadura construi´ram foi essenciamlente contra os próprios que ajudaram a impô-la como lei.</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2005/11/o-erro-principal-do-partido-comunista.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-112506453834798216</guid><pubDate>Fri, 26 Aug 2005 13:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.796Z</atom:updated><title>Finalmente mais coerente</title><description>O partido comunista não vai a lado nenhum e é um partido do sistema tal como o é já o Bloco de Esquerda (este ainda é mais e a viagem até lá foi vertiginosa). &lt;br /&gt;Mas lá coerente é-o muito mais com Jerónimo de Sousa. Já pedi desculpas quando aqui opinei o contrário. Estava convencido que iria ser mais cunhalista mas afinal é mais operário, lá isso é. Não vai a lado nenhum mas pelo menos não se deixa embalar tão fácilmente.</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2005/08/finalmente-mais-coerente.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-112483180963695916</guid><pubDate>Tue, 23 Aug 2005 21:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.708Z</atom:updated><title>Jerónimo não vai para o Paraíso mas pelo menos can...</title><description>E diga-se é mais coerente do que o Carvalhas. O proletariado é assim: fica satisfeito por ter alguém que desta vez é mesmo seu, junto dos que estão no Poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adianta. Os Soares, os Vitorinos, os Sampaios (na Europa, os Chiracs, os Shroeders, os Friskers, e todos cujo nome nem sequer nos lembramos), sabem e muito bem, até podem ir nas concessões ao partido da classe operária e dos povos oprimidos de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um milhão de pessoas esteve na romaria ao Papa - Viva a Revolução. Vivam os anos 60!&lt;br /&gt;"É uma coisa que não tem explicação", "Eu estou a transbordar...", "Eu acho que é possível mudar o Mundo". Estas e outras frases ouviram-se aos jovens mancebos após o festival Rock dado pelo Papa actual. "Aleluia, Jesus Christ, you are alive, Aleluia!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que tens a dizer sobre tudo o que se passou no Festival do Papa?</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2005/08/jernimo-no-vai-para-o-paraso-mas-pelo.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-111045979822016341</guid><pubDate>Thu, 10 Mar 2005 12:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.598Z</atom:updated><title>Mudança de nome do blog</title><description>Na sequência do nosso pedido de desculpas anterior (sobre o qual recebemos alguns comentários favoráveis), tomármos a decisão de alterar o título do blog. Já não fazia qualquer sentido manter o nome de Jerónimo de Sousa em lugar do próprio partido estalinista de que é actualmente o dirigente máximo mas cuja conduta se tem revelado bastante mais aberta e flexível do que os seus sucessores. A sua humildade e espírito vivo contrariou totalmente as nossas previsões e juízos negativos e por isso apresetámos as nossas desculpas, as quais se estendem naturalmente ao próprio e a todos os que nele sempre confiaram e confiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mantemos contudo que o PCP tem o seu papel nas sociedades modernas mas também ele modernizado e actual (em permanente adequação dialéctica aos novos desafios que se colocam aos assalariados), não deixaremos de sublinhar aqui o nosso desagrado pela ortodoxia ainda existente (malgré Jerónimo de Sousa) e os nossos votos para que o estalinismo seja definitivamente afastado das orientações e prática do Partido Comunista Português.&lt;br /&gt;Até porque não acreditamos que a solução passe pela adesão ou voto no Bloco de Esquerda, muito mais estalinista e apresentando já sinais de alguma arrogância, não tendo ainda porém qualquer peso para influenciar o que quer que seja das orientações políticas do país. E se tivesse?</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2005/03/mudana-de-nome-do-blog.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110925229300399048</guid><pubDate>Thu, 24 Feb 2005 12:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.512Z</atom:updated><title>As nossas desculpas</title><description>&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/jeronimo1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os olhos não se recusam a ver, as coisas parecem mais autênticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erradamente convictos de que a ascensão de Jerónimo de Sousa representaria um endurecimento do Partido Comunista e uma viragem para uma estratégia mais ortodoxa, temos agora de convir que nos enganámos profundamente. Apesar de discordarmos da linha deste Partido e da sua ortodoxia relativamente à interpretação do Marxismo e da própria experiência dos partidos revolucionários ou comunistas ao longo de mais de 80 anos, devemos confessar o nosso erro de reflexão e análise (um certo parti-pris que veio a revelar-se no mínimo precipitado), face à postura revelada por Jerónimo de Sousa ao longo dos últimos meses e nomeadamente na campanha eleitoral. É a primeira vez que vemos um dirigente comunista na noite das eleições e apesar de ter subido alguns pontos eleitorais, vir admitir que o PCP tinha ficado aquém de alguns dos seus objectivos. Pela primeira vez assistimos a um dirigente comunista inscrever com humildade e algum sentimento, o gesto franco de dizer "não ganhámos assim tanto" apesar do facto de efectivamente de o terem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho na família um velho comunista operário da mesma cepa (quase um pai), e apesar de não o ver há vários anos, tenho a certeza de que estará a rever-se no próprio Jerónimo de Sousa, ele também humilde e franco apesar da importância do seu nome e do seu combate na resistência ao Fascismo (o seu nome está aliás na lista dos "famosos" detidos pela PIDE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a pensar que há certamente uma alternativa ao actual PCP (e até dentro do mesmo), mas não tenho quaisquer ilusões que essa alternativa seja a arrrogância totalitária do BE (maoísta e estalinista, completamente anti-trotzkista até), e de alguns dos seus dirigentes, nomeadamente Fernando Rosas e Francisco Louça (Miguel Portas tem um outro rosto na verdade mais genuíno). Já tive oprotunidade de os ver em "acção" quando confrontados frontalmente com um argumentário crítico às suas visões escatológicas de uma "esquerda moderna ao serviço dos trabalhadores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer alternativa porém tem de passar pelo gesto humilde e franco (afinal verdadeiramente operário), que Jerónimo de Sousa tem manifestamente revelado (e sem truques), mesmo que essa alternativa venha a ser disputada contra o próprio. Ou quem sabe, talvez não.</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2005/02/as-nossas-desculpas.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110500971815196658</guid><pubDate>Thu, 06 Jan 2005 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.427Z</atom:updated><title>Uma visão oportuna</title><description>&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/boxing.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;Um forte knokout na ortodoxia&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendamos viva e urgentemente a leitura das teses &lt;a href="http://www.dotecome.com/Saltos/repensar.htm"&gt;"Repensar radicalmente uma alternativa de esquerda"&lt;/a&gt;, apresentadas por Fernando Penim Redondo e Maria Rosa Redondo, ao "Encontro da Renovação Comunista" que terá lugar a 9 de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vimos necessidade de aduzir qualquer comentário tal a pertinência das análises e perspectivas apresentadas. &lt;br /&gt;Apenas e na medida das nossas capacidades iremos referindo em pormenor algumas das teses e dando o nosso próprio contributo para o enriquecimento da reflexão sobre os problemas e soluções ali colocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iremos também apresentar, se para tal obtivermos a permissão dos seus autores, o documento na íntegra ou parcialmente, por forma a fornecer aos nossos visitantes este notável e oportuníssimo instrumento alternativo de reflexão sobre algumas das problemáticas actuais (papel da esquerda na sociedade moderna, capitalismo e globalização, populismo, mitificação do papel do estado, papel do mercado, e outras). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juvenal Trinca-Fortes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2005/01/uma-viso-oportuna.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110476387459415225</guid><pubDate>Mon, 03 Jan 2005 14:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.340Z</atom:updated><title>Um pequeno convite, cheio de simbolismo, convenham...</title><description>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/footbal.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CDU de Viseu (onde, sem sequer o saber, devo pertencer pois já recebi vários convites para fazer parte do evento nele referido), anda a enviar para as pessoas, indiscriminadamente, um convite para figurarem num jantar onde estará presente o Secretário-Geral do Partido Estalinista, o operário Jerónimo de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais curioso não é em si o jantar pois todos estão a fazer jantares (ao fim e ao cabo todos temos de jantar, não é?), mas sim o que o acompanha. Além da figura deste velho militante operário, o que vai animar os poresentes não é o "Outubro" de Enseistein (querias? Nem penses!), mas sim e EXTRAORDINÁRIAMENTE, só para ti querido camarada e amigo, o jogo do Benfica-Sporting.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que muitos velhos "comunistas" já deverão ter visto o "Outubro" ou o "Couraçado Potemkine" e deve ser só por esse motivo que preferem passar o Benfica-Sporting, um jogo revolucionário e um bom exemplo da causa de luta pela liberdade e contra a opressão dos povos. &lt;br /&gt;Ao fim e ao cabo um jogo operário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Liga de Clubes de Futebol é que deve estar satisfeita (e os jogadores idem). Se todos fizerem como o operário Jerónimo e os seus seguidores, teremos muito mais propaganda a favor do futebol e daí a mais dinheiro para todos os que vivem dele, é um pequeno passo. Ao fim e ao cabo eles são todos proletários, caramba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O António Aleixo devia adorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2005/01/um-pequeno-convite-cheio-de-simbolismo.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110382305923293633</guid><pubDate>Thu, 23 Dec 2004 17:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:42.235Z</atom:updated><title>O Natal pode ser burguês mas é porreiro!</title><description>&lt;br&gt;Um bom Natal para todos, burgueses e operários e os que estão no meio que são a maioria esmagadora. A todos, humanamente vos saúdo!&lt;br /&gt;Aos reaccionários, de esquerda ou de direita, estalinistas ou neo-liberais, aproveitem para ler a Natália, o Fielding ou o Cesariny. Se puderem, claro!. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/12/o-natal-pode-ser-burgus-mas-porreiro.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110345760022632346</guid><pubDate>Sun, 19 Dec 2004 11:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.949Z</atom:updated><title>Jerónimo quer dançar o pimba com Sócrates</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/salao.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Após o "peso da evidência" largament demonstrado pelos dotes teatrais da celebérrima actriz Odete Santos (qual Margo em "All About Eve"), é agora a vez de Jerónimo apresentar o seu número de dança com Pimba e Orquestra Filarmónica de Colectividade Popular e Recreativa, Cooperativa Ca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E começa bem. O primeiro convite foi directamente a Sócrates para que contasse com o Partido Estalinista (mas sem cedências à direita, avisou logo), na formação de um próximo Governo. &lt;br /&gt;O Bloco ou BE (cujo Secretário-Geral do Comité Central do Operariado em Armas, tem mais votos nas sondagens do que os votos do próprio partido, o que significa que devia ir sózinho às eleições), também quer ajudar a formar Governo ou pelo menos viabilizar um governo de Sócrates se este estiver aflito com a aprovação do Orçamento e em outras situações semelhantes. Nós achamos bem. Assim deverá ser... tudo para bem do país e sobretudo da sua (nossa) economia. Ficamos muito mais pobres mas ao menos teremos mais alegria nas ruas, mais animação e trabalhamos um pouco menos. Valha-nos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Sócrates é que está a fazer todos os possíveis para não precisar de dançar o pimba com o Jerónimo ou a salsa cubana com o Fernando Rosas. Sabe muito melhor do que nós que se vier um dia a dançar com eles, o país dançará alegremente mas apenas em calções e se um dia perder de novo as eleições então é que só volta ao Governo quando os homens estiverem em ossadas no "Museum of Man" em Londres.&lt;br /&gt;Por isso Sócrates prefere para já não aceitar o convite para dançar. Logo se verá, queridos companheiros da esquerdas...assim deve estar a pensar. "Não prometo nada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerónimo é que não perdeu tempo e prontificou-se logo a fazer a diferença com o anterior Secretário-Geral do Proletariado Pobre e Oprimido - enquanto este último não falava sequer de ir para o Governo, Jerónimo despachou logo uma das principais aspirações do Partido Estalinista - ir para o poder a todo o custo. Sabendo contudo que o operariado está cada vez mais nas mãos das multinacionais e prefere a coca-cola e as cervejolas com caracóis na esplanada da esquina, aos objectivos gloriosos do Partido Proletário e da Revolução Internacional, tratou logo de ver uma oportunidade de ir para lá como muleta do PS. Aliás é a única forma possível, pensou Jerónimo. "Se não fôr assim nunca mais para lá vamos!". E assim pensando, olhando para o lado e não vendo nenhum operário disposto a erguer os punhos contra o sistema capitalista, Jerónimo faz a diferença ao inisistir na formação de um governo com os socialistas. Um ou dois ministros, pelo menos! Mas sem cedências à direita! acrescenta. O que convenhamos é muito difícil, dizemos nós.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   </description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/12/jernimo-quer-danar-o-pimba-com-scrates.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110302083989027168</guid><pubDate>Tue, 14 Dec 2004 10:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.879Z</atom:updated><title>Situação política da classe operária (algumas nota...</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/odetesantos.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há pelo menos dois séculos que a classe operária confia cegamente nos seus "representantes" sindicais e partidários (aliás são quase sempre os mesmos num lado e noutro), sem ela própria conseguir conceber que o mais importante para a sua própria autonomia e libertação seria, em primeiro lugar, libertar-se deles e criar os seus próprios movimentos e associações, tendo sempre o cuidado de não deixar no cargo e por muito tempo mesmo aqueles que considerasse, entre todos, os seus melhores.&lt;br /&gt;A principal falência dos movimentos operários, nacionais ou internacionais, foi o ter confiado os seus destinos a uns quantos representantes e dirigentes, intelectual e mesmo políticamente empedernidos, os quais tão pouco criaram as condições para a sua própria substituição (bem pelo contrário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida que existe uma clara diferença entre a situação da classe operária no início da Revolução Industrial e a presente, e que tal se deveu à luta verdadeiramente emancipadora dos movimentos sindicais e de classe então criados. Ou seja, deveu-se aos marxistas e aos primeiros movimentos libertários e anarco-sindicalistas, não aos estalinistas que vieram muito depois e conseguiram este feito histórico - enclausurar o movimento operário numa ideologia ela própria redutora e negadora da dialéctica em que diz basear-se, ela própria insensível às adaptações e correcções face às diferentes épocas e às exigências impostas pelas mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hábilmente os "dirigentes" operários estalinistas conseguiram amarrar o movimento sindical operário e proletário em geral, aos objectivos fundamentais da classe burguesa e da pequena burguesia e nomeadamente dos seus partidos principais - a alienação e pacificação do próprio movimento revolucionário (1). O parlamento burguês passou a ser não uma tribuna para levantar a voz dos trabalhadores e erguê-la &lt;em&gt;contra&lt;/em&gt; os interesses de quem fica sistemáticamente com a mais-valia do seu trabalho, mas apenas para ter uma voz no próprio sistema político democrático-burguês, nas instituições burguesas. Aqueles que, nos inícios do golpe democrático e verdadeiramente revolucionário do 25 de Abril, ainda ergueram a voz da classe operária dentro do Parlamento, (embora o fizessem de uma forma ainda desgarrada e algo histérica - caso de Acácio Barreiros ele próprio convertido mais tarde em deputado de um dos partidos da burguesia, o PS), eram imediatamente acusados pelo partido estalinista, o PCP, de serem perigosos esquerdistas ou anarquistas, inimigos portanto da classe operária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É obvio para quem nos acompanhe sériamente que nós não defendemos nem o tom agressivo e desgarrado de certas intervenções anti-burguesas, no estilo que caracterizava Acácio Barreiros nem a arruaça populista pseudo-revolucionária que geralmente rima o pão com o patrão. Por outro lado, é absolutamente dispensável ser mal educado ou grosseiro, gritar desgarradamente ou ofender os deputados burgueses para levar ao Parlamento aquilo que são as aspirações e as preocupações do movimento operário. O "segredo" não está aí mas sim na inteligência e no conhecimento dos representantes operários (e da classe operária em geral), na sua capacidade de estar atento àquilo que são as novas exigências de uma sociedade em constante mutação (mesmo que essa mutação seja em grande parte devida ao poder burguês dominante e não às "conquistas" progressistas). Na sua capacidade de ser inovador e criativo, propondo aos trabalhadores objectivos claros de emancipação real pela via da emancipação económica mas também política, cultural e até moral (não nos esqueçamos que a moral operária é apenas uma reprodução fidelíssima da moral burguesa e reaccionária, a moral decretada pelas suas várias "confrarias" e clubes religiosos, sociais e culturais). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os actuais representantes do movimento operário são tudo menos pessoas votadas ao conhecimento e à sua própria formação humana e cultural. Aquilo que reproduzem para os trabalhadores são noções primárias e sub-culturais ("a luta continua, o governo para a rua!" é um dos slogans preferidos e este dá bem conta da situação cultural do movimento operário actual e dos seus "representantes") - não noções e ideias de vanguarda. &lt;br /&gt;A situação geral da classe operária, com todos os seus gostos, tendências pequeno-burguesas, pequenas mitologias e sub-culturas de toda a ordem, assemelha-se a uma sociedade sub-desevolvida, e se nesta não há filas de racionamento e uma recessão total, tal se deve ainda ao facto de ser a burguesia e os mecanismos de "exploração" burguesa a dominarem e não a classe operária (esta que temos).&lt;br /&gt;À sociedade de abundância proposta pelos "velhos" marxistas ("de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades", recordam-se?), optou-se pela satisfação primária das "necessidades" criadas pela sociedade de consumo e do espectáculo, sociedade esta criada pela burguesia e sustentada pelos seus principais partidos e instituições. E é neste quadro que os "representantes" operários jogam, sem nunca irem ao fundo das questões e sem nunca propôrem uma verdadeira alternativa quer ao modelo económico burguês, quer à suas instituições políticas, sociais e culturais.&lt;br /&gt;Até porque a que tinham antes jogaram-na fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Note-se que, quando falamos em revolução não queremos necessáriamente dizer nacionalização ou estatização dos meios de produção, poder de partido único, a pasta de dentes única, etc., queremos dizer movimento em permanente mutação, isto é, verdadeiramente transformador e libertário, combinando aquilo que os surrealistas definiram numa aspiração central - &lt;em&gt;Mudar a Vida, tranformar o Mundo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Não creio que sirvam de exemplo a "linha cultural" e as propostas culturais apresentadas pelas autarquias dominadas pelo partido estalinista. Estas são exactamente a reprodução do que é o poder burguês nas autarquias e nas instituições  políticas que domina. Não há qualquer diferença de fundo. Uns colocam o António Aleixo ou o Saramago nas bancas, os outros colocam o André Gide ou a Agustina Bessa Luís. &lt;br /&gt;Dostoievsky, Kafka, Rimbaud ou Cesariny é que estão sempre ausentes.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/12/situao-poltica-da-classe-operria.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110250817609074421</guid><pubDate>Wed, 08 Dec 2004 11:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.814Z</atom:updated><title>O que é a vanguarda da classe operária?</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/brejnev2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar e dizemo-lo sem hesitações, não existe vanguarda da classe operária coisa alguma. Para haver vanguarda é preciso que haja uma dianteira, alguém que se distinga por estar adiante nos princípios, nas formulações políticas mas também culturais, nas ideias e nas práticas. Não basta dizer que se é. Se assim fosse qualquer que fosse a sua proveniência e até origem de classe, podia colocar-se à frente de um grupo de operários e chamar-se vanguarda. &lt;br /&gt;A vanguarda é uma coisa mais complicada (complicação que começa logo porque é necessário estudar, aprender aprender sempre!), e sobretudo exige esse espírito adiante dos outros, alguns palmos pelo menos à frente do "respirar" dos operários comuns, a maioria dos que trabalham na fábrica e mal têem tempo (nem concedem que haja outro), para jogar aos matraquilhos quanto mais estudar as teses de Marx, Engels ou Lenine, pegar nelas e noutros autores de cultura, e partir para o combate contra a burguesia exploradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso notar que a burguesia exploradora é também a mais capaz e a única com ideias de vanguarda (aliás todos os movimentos de vanguarda não nasceram na classe operária pois esta, como disse atrás esteve sempre distraída a jogar à malha ou aos matrquilhos e hoje é a que enche os estádios de futebol das divisões secundárias e a que vê principalmente as telenovelas). &lt;br /&gt;Para que o operariado estivesse bem representado ou tivesse uma vanguarda era preciso que esta fosse tão formada e consciente política, social e culturalmente quanto o é a burguesia. O pensamento da burguesa é o dominante não apenas porque domina mas porque é o único práticamente existente. O operariado tem uma ideologia - o marxismo mas só herdou dela a parte que tem a ver com a luta continua, isto é a luta pela subsistência. Depois da luta parar um pouco e haver necessidade de formar um governo, a "luta continua" já não dá para fazer mais nada a não ser ocupar os campos e as fábricas e arruinar tudo à passagem.&lt;br /&gt;Para que a classe operária tivesse realmente uma ideologia de vanguarda e fizesse uso dela consequentemente seria preciso que a estudasse bem e não a confiasse apenas a uma parte de "eruditos" pequeno-burgueses e operários tacanhos, os quais se conduzem ao Poder mas o mesmo que tem a burguesia, isto é, ficam dentro do sistema a dizer o oposto e nada mais. Entretanto a classe operária vai ficando na mesma, isto é, nem alcança poder algum nem se liberta da exploração de que é vítima ou diz ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "partidos da classe operária" (pois são vários), apenas tiveram a manha de se apropriar da ideologia marxista fazendo da mesma um instrumento para não mudar senão a sua posição nas estruturas do Poder. As centrais sindicais formaram-se incialmente com outro objectivo ams depois seguiram também o caminho dos partidos "marxistas", isto é, alcançar uma fatia importante do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por acaso que os partidos burgueses e pequeno-burgueses, viram com agrado a escolha de Jerónimo de Sousa e não houve sequer qualquer discussão séria por parte destes partidos sobre as opções do lado da "classe operária". Tudo seria diferente se a escolha fosse por um intelectual como José Saramago, Barata Moura ou outro. Os partidos burgueses teriam tudo a recear se a "classe operária" tivesse na sua vanguarda, não um operário duro e limitado, estreito em relação ao seu conhecimento do Marxismo, mas alguém que pudesse encetar uma discussão profunda sobre os novos rumos a seguir no cambate contra o capitalismo e a tal burguesia exploradora. Com uma personalidade desse tipo à frente dos destinos do partido da classe operária a burguesia teria finalmente um opositor sério e esclarecido e teria todas as razões para recear.&lt;br /&gt;Não tendo sido assim, a classe operária bem pode esperar mais dois ou três séculos e contentar-se em ter alguns dos seus "representantes" (mas não a vanguarda), nos parlamentos burgueses, a dizer não sistemáticamente às leis burguesas mas sim à sua continuidade nos lugares que a aquela lhe atribue cínica mas também inteligentemente. &lt;br /&gt;Para ficarem quietos e repetirem sempre o memso refrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/12/o-que-vanguarda-da-classe-operria.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110199834681406161</guid><pubDate>Thu, 02 Dec 2004 13:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.747Z</atom:updated><title>Os estalinistas e os leitores de cassettes</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/cassette2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dada a evolução dos meios de gravação e reprodução de dados, a maioria dos partidos modernos optou pelos leitores de CD, CD-ROM e mais recentemente de DVD. Ainda há pouco vimos nas televisões, alguns responsáveis do Governo e da Assembleia da República segurando vários CD-ROMs (ou seriam já DVDs?), que supostamente continham a proposta de Orçamento de Estado para 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que fez entretanto o Partido Estalinista? &lt;br /&gt;Na era digital e de avanço dos referidos meios, o PCP continua a optar pelo velhíssimo leitor de cassettes, preferencialmente aquele que reproduz em mono, já que o formato stereo (na opinião dos seus gurus), também encerraria alguns riscos dado que este formato tem a tendência para se reproduzir através de duas saídas de audio, ou seja, algo ainda demasiado arriscado para quem entende que o partido deve exclusivamente falar a uma só voz.&lt;br /&gt;Para que o formato stereo funcionasse em pleno seria necessário que o próprio  Secretário-Geral, o Chefe do Partido, (o que não é o caso), tivesse uma voz que ao ser reproduzida separasse os agudos e os graves em duas saídas de audio diferentes. Deste modo os riscos de saírem não uma mas pelo menos duas vozes diferentes, seriam bastante diminuídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A monocordia do PCP resulta também desse aspecto importante, isto é, o som reproduzido, quer em reuniões "magnas", quer em Congressos, é um som único e dito a uma voz. Mesmo que existam várias vozes, as mesmas passam por um "chip" que as transforma numa voz única e uniforme que é aquela que os delegados ou os militantes ouvem nas reuniões, nos comícios ou nos congressos. &lt;br /&gt;O camarada Filipe ou o camarada Namora podem falar até ao mesmo tempo ou em discursos diferentes e separados no tempo mas a voz que os militantes estalinistas escutam nos seus ouvidos, é a voz única e exclusiva do Chefe.&lt;br /&gt;Por exemplo o Pedro Namora teria chamado "palhaço" a Lopes Guerreiro no exterior do Congresso, mas a voz que lhe saiu da boca era a de Jerónimo, isto é, era a mesma que se ouvia lá dentro a ler o discurso final.&lt;br /&gt;Outro exemplo: Octávio Teixeira pode falar de economia e tecer considerações sobre o Orçamento de Estado. Tudo bem. Mas a voz dele é a mesma de Jerónimo. Não se distinguem. A voz de Octávio Teixeira distingue-se menos porque se silencia ainda mais. Durante o Congresso lá estava quedo e silencioso, o queixo na mão poisado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCP (a quem o &lt;a href="http://jumento.blogdrive.com/"&gt;Jumento&lt;/a&gt; chama sábiamente "o partido bunker"), não precisa pois de grandes tecnologias ou evoluções para garantir que essa voz exclusiva e única passe para os militantes. Um pequeno leitor mono, dos cinzentos e rectangulares que se vendem nas feiras, dá perfeitamente bem e cumpre a tarefa. O importante é que o aparelhozinho esteja em boas condições de reprodução e haja gente na expectativa de o ligar. E há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a duzentos anos, as coisas não mudarão. Alguém encontrará o leitor de cassettes enterrado algures por entre camadas de poeira e calcário (a chamada Poeira do Tempo), pegará no dito e carregará na tecla&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/avante.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/play3.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/12/os-estalinistas-e-os-leitores-de.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110199470796162120</guid><pubDate>Thu, 02 Dec 2004 10:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.685Z</atom:updated><title>Aprofundar a democracia interna?</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/fukyou.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Recentemente, no último Congresso do Partido Estalinista, o companheiro autarca Lopes Guerreiro elevou a sua voz naquele areópago para falar na necessidade de aprofundamento da democracia interna do partido. &lt;br /&gt;O autarca do Alvito é certamente um daqueles generosos comunistas que ainda restam (restarão ainda muitos?), cuja ingenuidade &lt;em&gt;natural&lt;/em&gt; (eu não diria cinismo como Vital Moreira insinua), vai ao ponto de imaginar um partido como o PCP a aprofundar coisa alguma e sobretudo a democracia interna.&lt;br /&gt;Ora se o PCP ou qualquer partido estalinista já não aprofunda nas suas análises nem nem seus gostos (sabe-se quanto aprecia a música pimba e só se serve da outra para decorar os cenários e atrair os jovens - &lt;i&gt;Ah. como os jovens se sentem atraídos pelo Partido Estalinista se este lhes der e gratuitamente um pouco de folclore rockeiro ou um pouco de pop "intervencionista"&lt;/i&gt;), porque razão iria aprofundar na democracia interna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer a profundidade própriamente dita (a que causa vertigens), quer a de campo (a qual exige vistas mais largas), são coisas práticamente inacessíveis à maioria esmagadora quer dos membros "superiores" do Partido, quer da grande maioria dos delegados ao Congresso (e eu estive lá durante muitos anos e sei como essas coisas se faziam e fazem).&lt;br /&gt;Diria mesmo que a profundidade é algo que o Partido Estalinista não concebe, nem mesmo no salto em comprimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Lopes Guerreiro e outros no partido querem ver aprodundada a democracia interna do Partido Estalinista, têm em primeiro lugar de ter democratas. Comunistas mas em primeiro lugar têm de ser democratas. Ora são precisamente estes que estão e estarão sempre em minoria. A única hipótese para aprofundar a democracia interna seria com estes o que equivale a dizer que só com um processo conspirativo isso é possível. Conspirar contra uma ditadura interna não é crime, a própria Constituição devia salvaguardar o próprio direito de conspiração em caso de partidos que não respeitassem as regras de democracia interna (não sei se lá está ou não, mas duvido que esteja).&lt;br /&gt;Portanto a solução teria de passar por chamar os democratas que ainda existem no partido e os restantes (a maioria esmagadora) ficava de fora. Aliás estes ficariam bem do lado de fora, pois não precisam de ser consultados, o Chefe sabe sempre tudo por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há uma hipótese (embora remota) dos democratas serem chamados a aprofundar algo no partido e não aparecer ninguém. Ficarem (como ficaram no Congresso), os comunistas democratas totalmente sózinhos e a porta ficar fechada, não surgir ninguém a querer aprofundar coisa alguma. É também uma hipótese a considerar.&lt;br /&gt;Mas neste caso não restaria aos comunistas (aos que não estão presos à trela do Chefe), senão fazer a refundação do partido ou criar um verdadeiramente comunista (ou seja com tanto de democrata como de revolucionário), e deixar os outros (os totalitários) do outro lado da porta.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/12/aprofundar-democracia-interna.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110192162931096905</guid><pubDate>Wed, 01 Dec 2004 16:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.609Z</atom:updated><title>Ouviste alguma coisa camarada?</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/lopesguerreiro.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E a resposta surgiu mais à frente. "Eu não ouvi absolutamente nada, camarada Secretário-Geral!!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim quando Lopes Guerreiro falou. Como em todas as situações em que um comunista fala para um grupo de estalinistas reunidos em assembleia, Lopes Guerreiro parecia um foragido, um vindo de algures a falar uma linguagem estranha e que ninguém entendia. &lt;br /&gt;E a falar aos camaradas de modernização, de correcções, aprofundamentos, actualizações!. O hereje!&lt;br /&gt;Vá lá ouçam-no, ouçam-no dizer bem alto, gritando aos ouvidos daqueles alucinados (quase todos alinhados já depois da lobotomia, ao menos valha-nos isso!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;blockquote&gt;As teorias de Marx, Engels e Lénine estão sujeitas às correcções, aos aprofundamentos e às actualizações que ao longo do tempo a evolução e as mudanças políticas, económicas e sociais, o progresso científico e a experiência revolucionária necessariamente impõem".&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que acto de sacrilégio e heterodoxia para aquela assembleia de coxos do espírito!. Se o Espírito sopra onde quer (como reescreveu um dia Ernesto Sampaio), então é porque naqueles dias esteve muito distante de Almada e se algum ar passou por aquele areópago funesto foi certamente o de algum traque vindo dos velhos ocupantes da Transilvânia. Estão lá há séculos.&lt;br /&gt;E vão continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda se pretende mudar o imutável?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/12/ouviste-alguma-coisa-camarada.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110164281747771761</guid><pubDate>Sun, 28 Nov 2004 11:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.540Z</atom:updated><title>Um "comunismo" de sobrolho carregado</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/brejnev4.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dirigentes do PCP (tal como os dirigentes do antigo leste estalinista), podem também definir-se de acordo com o seu semblante e especialmente do seu sobrolho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é raro um dirigente "comunista" deixar escapar um sorriso, certo é que este deverá ser o mais contido e menos humorado possíuvel, não vá os adversários ou inimigos poderem ver nisso um sinal de fraqueza ou menos firmeza de convicções. É importante pois que o sobrolho esteja carregado, dê assim um aspecto de severidade ao personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora do que na verdade precisam os partidos comunistas (e porque herdeiros de uma ideologia que não previa a miséria mas sim a abundância, não previa a infelicidade mas sim o contrário, não previa a tristeza mnas sim a alegria), é de tudo menos de dirigentes de sobrolho carregado, os quais carregam em si não só as frutrações mas também o miserabilismo que destinaram às suas vidas e às dos outros que neles confiam cegamente. &lt;br /&gt;As convicções não se medem pelo martelar silábico e compassado ("a luta continua" é um grito que ecoa como se fosse um canto desbragado mas carregado de liturgia), para que as inverdades e a ineficácia das estratégias passem por aquilo que não são, nomeadamente no cérebro dos militantes e simpatizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os homens de sobrolho carregado, mesmo quse sem oposição (e a maior parte desta ficou silenciosa mesmo quando um ou outro camarada era apupado ofensivamente), são a escolha possível no quadro actual do Partido. Não tenham pois ilusões aqueles que gostariam de o mudar para algo em conformidade com as origens (Marx, Engels e o Lenine do "Que Faire?"). Nós também já lá passámos, nós também (e muito antes dos chamados "dissidentes"), acreditámos que um dia seria possível mudar. Mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se esqueçam de um dado fundamental a ter em conta: as vossas vidas não são eternas e esperar por uma "refundação" do partido a partir de dentro é o mesmo que esperar que o Partido Socialista seja um partido marxista e não encerre o pouco de socialismo que tem nas suas artérias, numa qualquer gaveta de necrotério. Dura milénios e vocês, tal como eu, estarão mortos e absolutamente esquecidos se nada fizerem.&lt;br /&gt;As refundações fazem-se com o devido tempo (isto é, rápidamente), oportunamente e não à espera que aqueles militantes que vão aos Congresos do PCP possam sequer estar em condições (diríamos até mentais no caso da maioria), de proceder a qualquer mudança a não ser aquela que faz mover um pé atrás do outro. Nada mais há a esperar.&lt;br /&gt;Sejam eles operários ou pequeno-burgueses´, é igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As refundações fazem-se (de preferência com operários lúcidos e não com idiotas que passam todo o tempo a ver telenovelas e concursos), com os militantes ou simpatizantes que sentem que têm o testemunho narxista nas mãos e precisam de correr e ganhar tempo. Não se pode pedir a um atleta de velocidade que fique a moderar a corrida à espera que os outros passem por ele mesmo quando são estes que estão numa corrida de fundo. &lt;br /&gt;Os homens do sobrolho carregado são maratonistas convictos. Não se importam que os séculos passem e os povos vivam na miséria e no obscurantismo, porque têm sempre aquela fé cega na eficácia do determinismo histórico - os "amanhãs que cantam" afinal só cantam para eles (e parece que dançam também e até o pimba!). Mas quem tem a juventude (e o Marxismo tal como todas as vanguardas que o são e foram, tal como o Surrealismo e o Situacionismo, são a juventude das ideias e de todas as utopias), têm de fazer jus a essa condição. E ser jovem não é estar parado à espera que um partido velho e à beira da sua decadência e desagregação total venha um dia a permitir a sua própria refundação. É da essência deste tipo de partidos ser profundamente anti-dialéctico e não permitir a sua mudança a partir do interior. Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/11/um-comunismo-de-sobrolho-carregado.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110154765240519260</guid><pubDate>Sat, 27 Nov 2004 09:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.464Z</atom:updated><title>A escolha suicidária</title><description>&lt;br&gt;&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/wc.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de Jerónimo é uma opção suicidária. Não está mal para este partido fechado sobre si próprio e "orgulhosamente só" (como os velhos estalinistas também eles antigos operários e que levaram o comunismo e os seus ideais a uma total bancarrota), mas poderá estar mal e estará certamente para a classe que o dito diz representar e se arroga em pretender representar. E esse é o grande problema. E drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido pode regressar a uma certa memória do interior da fábrica (se é que ainda se recorda de como é), mas não vai responder pelos anseios dos que lá sempre trabalharam enquanto Jerónimo se transformou num funcionário e deputado do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória dos tempos de operário não é contudo a realidade de um país. E muito menos responde aos problemas complexos da mesma nos tempos que correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/11/escolha-suicidria.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110122565191644493</guid><pubDate>Tue, 23 Nov 2004 15:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.385Z</atom:updated><title>Mudar ou não mudar</title><description>&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/despesismo2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O receio maior dos partidos do Poder e do próprio Partido Socialista e Bloco de Esquerda seria a escolha de um Carvalho da Silva, considerado por muitos como menos ortodoxo e também com maior conhecimento dos "dossiers". Carvalho da Silva provávelmente adoptaria uma táctica mais abrangente, tentando ir buscar apoios em todos os sectores da sociedade e em especial junto das classes trabalhadoras, operárias e não. Todos os partidos ficaram pois satisfeitos com a opção do CC por Jerónimo pois este a ir buscar apoios será junto dos sectores mais sectários fazendo o partido atingir a barreira dos 3% para baixo e ficando assim ao nível de outros partidos "comunistas" europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que essa escolha cabe aos militantes mas isso não nos tira o direito de ter uma opinião já que não existe um monopólio do saber e muito menos no que respeita ao discutirmos o que verdadeiramente interessa à classe operária e aos proletários portugueses, nos quais enquanto assalariados nos integramos. Em nosso entender já teria chegado o tempo do Partido Comunista escolher (ou melhor dizendo, votar secretamente), o nome de alguém da esfera das artes ou das letras (e o partido tem alguns membros influentes nessa área), e não alguém que vai repetir exactamente os mesmos erros de análise e de táctica que tiveram os secretários-gerais anteriores. &lt;br /&gt;Alguém que seja capaz de fazer uma autocrítica quando esta tem sentido, em vez de a calar. Alguém capaz, por exemplo, de abordar os vários temas sociais e políticos sem quaquer tabu ou hesitação, incluindo a arbtrariedade das prisões políticas em Cuba, a democracia directa na eleição dos delegados ao Congresso e outras. Alguém capaz de chmar os bois pelos nomes e ir ao fundo dos problemas em vez de ficar nos slogans habituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um alguém como esse certamente levaria o partido para uma nova fase do seu combate contra as forças de direita e neo-liberais e contra o sistema capitalista, recolocando ao mesmo tempo questões práticamente abandonadas - nomeadamente a de se saber se o Comunismo é ainda um ideal e se vale a pena lutar por ele ou se pelo contrário é parte da essência do mesmo, produzir os erros e os desvios que foram produzidos ao longo de décadas de poder. &lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/11/mudar-ou-no-mudar.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110112129898732169</guid><pubDate>Mon, 22 Nov 2004 10:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.304Z</atom:updated><title>Obrigado</title><description>Ao &lt;a href="http://www.dotecome.com/Saltos/forum.htm"&gt;Fernando Penim Redondo&lt;/a&gt; do Blog "DOTeCOMe", agradeço a recomendação para visitar o forum incluído no seu blog e também a recomendação que ali fez através de um link para o nosso aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já retribuí a visita e além da inclusão do link para o "DOTeCOMe", espero aqui tecer algumas considerações sobre alguns dos textos ali expostos, nomeadamente quanto à escolha de Jerónimo para o cargo de Secretário-Geral do Partido Estalinista.&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/11/obrigado.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110104098868417256</guid><pubDate>Sun, 21 Nov 2004 11:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.218Z</atom:updated><title>A "gozação" de Jerónimo</title><description>&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/guillotine2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/"&gt;Pacheco Pereira&lt;/a&gt; fez bem em fazer um reparo crítico e um alerta contra a "gozação" a Jerónimo de Sousa (segundo os seus próprios termos), por ser (ou ter sido) operário. E mais acrescenta o lúcido comentador: "...como se essa condição fosse um impeditivo ou uma menor valia para o exercício do cargo de dirigente de um dos principais partidos portugueses."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é verdade. O ter origem operária (ou sê-lo), não é só por si impeditivo ou uma "menor valia" para o exercício do cargo de dirigente de um dos principais partidos portugueses. No caso comunista, diríamos nós, que à partida seria até uma condição essencial. Ao fim e ao cabo trata-se do "partido da classe operária".&lt;br /&gt;Mas não creio que seja isso que indigne os partidários da "gozação" (como lhe chama talvez exageradamente Pacheco Pereira). Se é verdade que há os que gozam (e nestes poderão de facto estar incluídos quer os bloquistas quer os aduladores do demagogo "para o avô e para o bébé"), também não é menos verdade que há os que não gozando mesmo nada, estarão contra a escolha de Jerónimo não pela circunstância de ser operário (ou ter sido, melhor dizendo), mas sim por ser um "operário" estalinista, perigoso para todos aqueles que se opôem a essa linha dura. Estaline, não o esqueçamos, também era operário. Muitos dos dirigentes estalinistas dos vários PC´s de Leste eram operários. Mas no caso da Polónia e da Roménia, por exemplo, eram operários que enjaulavam operários e que os acusavam de ser fascistas (eu recordo-me quando estava no Partido de ouvir essa acusação da boca de dirigentes locais do partido, os tais que vinham para as "sessões de esclarecimento" dos camaradas). Logo, não é a condição em si que fomenta a "gozação" - e não creio que os partidários de uma linha comunista menos ortodoxa mas fiel aos princípios básicos do marxismo (o que não tem rigorosamente nada a ver com o reformismo e o revisionismo, diga-se de passagem), esteja em fase de "gozação, antes pelo contrário. Está em fase de preocupação, isso sim!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que Pacheco Pereira, tal como muitos que observam de fora, não tem no corpo a marca dos dentes dessa hidra de várias cabeças e por isso tanto lhe dá que seja duro ou não, o operário ou o funcionário público que o Partido Comunista escolhe para seu Secretário-Geral. Há certamente operários no partido que se negariam a condenar camaradas por pensarem de maneira diferente. Porque não escolhem então um desses?&lt;br /&gt;Aliás toda a burguesia, a mais lúcida e culta mas sobretudo a nova-rica, neo-liberal e reaccionária, não consegue esconder ou sequer disfarçar o entusiasmo e um imenso regozijo interior ao ver o Partido Comunista (melhor dizendo Estalinista), optar pela escolha de um operário como Jerónimo de Sousa. Qualquer pessoa com um mínimo de atenção à situação política nacional e internacional, sabe que essa escolha só trará vantagens políticas e eleitorais a todos os outros partidos e até provávelmente ao MRPP, quase extinto. No caso dos bloquistas, Fernando Rosas até achou por bem nem se pronunciar já que se tratava de um assunto interno do PCP. Óptimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, e em conclusão, quem de facto deve estar preocupado com a escolha (e não por Jerónimo ser operário, repetimos), são todos aqueles que gostariam de ver um Partido Comunista "ascender" de novo à sua infância e juventude revolucionárias, isto é, dialécticamente críticas e imaginativas, fase em que os ideais de justiça e igualdade tinham de facto algum importância nomeadamente para os comunistas e em que o debate das ideias não era acompanhado por perseguições e calúnias ou o encerramento em prisões ou campos de trabalho. &lt;br /&gt;O "fim do comunismo" (como se o fim de qualquer ideal fosse o fim das organizações que o sustentam), é uma falácia que convém aos vários poderes instituídos, a começar pelos grandes partidos burgueses e pequeno-burgueses, os partidos dos endinheirados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou daqueles que acreditem que o comunismo conduza efectivamente a uma sociedade justa (já me desencatei nesse ponto), mas não creio que seja legítimo pensar que a única sorte que resta aos comunistas e em especial ao seu partido, seja o do seu desaparecimento progressivo às mãos precisamente daqueles que se declaram os seus principais guardiões. E se todos nos apercebermos do que é hoje o Bloco de Esquerda, não será fácil anteciparmos o que será este quando algum dia puder deter uma fatia importante do Poder (se hoje já fala arrogantemente e ainda não o tem!). &lt;br /&gt;Interessa pois também ao Bloco de Esquerda que Jerónimo esteja lá e não um qualquer Cochise menos "ágil" mas mais sábio. O eventual triunfo de uma ala mais dialéctiva e mais atenta ao respirar da sociedade (porque é disso que se trata na defesa de um partido comunista menos ortodoxo), não interessa sobretudo aos partidos das classes mais favorecidas, incluindo o Bloco de Esquerda (se quiserem explicaremos porquê num próximo "posting").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerónimo de Sousa não é um afinador de máquinas mas sim um desafinador de sonhos. &lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/11/gozao-de-jernimo.html</link><author>C.</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9235477.post-110086582182455431</guid><pubDate>Fri, 19 Nov 2004 11:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-10T13:29:41.128Z</atom:updated><title>Jerónimo, representante máximo da classe operária</title><description>&lt;img src="http://www.alternativa2000.org/jeronimo/jeronimo1.jpg" /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser já o era. Jerónimo de Sousa (ao contrário de Sócrates que só o soube depois de uma cerrada votação feita directamente pelas bases do Partido Socialista), já sabe que vai ser o chefe do Partido Estalinista mesmo antes de haver Congresso ou pior ainda antes de qualquer militante do próprio partido o saber.&lt;br /&gt;Aliás os militantes deste partido só sabem depois do Chefe indigitado lhes comunicar. Tal como no serviço militar, em que se enviam os recrutas para regiões diferentes da sua "para se habituarem a estar longe da família", também o PCP faz isso com os seus militantes, habituando-os desde logo a aceitar as duras condições da própria militância, as coisas não são assim tão fáceis, "para lá chegar caros camaradas...". Os militantes habituam-se a esperar e a ficar calados quando se lhes pede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurámos iniciar este blog com as côres do próprio paraíso, algo ao estilo "barbie" (mas cuidado que não estamos a "tocar" na fantasia das crianças). Porque, quer queiramos quer não, são as cõres que se aproximam do paraíso que nos promete o partido estalinista, principalmente o partido gerido pelo Chefe Jerónimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerónimo, antes de ser já o era, ou seja, o Partido Estalinista nunca deixou de ser governado por Jerónimo de Sousa, logo após a saída do Chefe Superior, o tal que ameaçava arrogantemente Mário Soares, na famosa entrevista com este (Olhe que não, recordam-se?), pouco antes do 25 de Novembro. A linha dura sempre foi a utilizada desde a saída do Chefe Superior e Carlos Carvalhas representava-a o melhor que podia, com o Jerónimo a puxar os fios por detrás dos bastidores. Ninguém o via tal como em geral os bonecreiros não se vêem a manipular os robertos. Os espectadores só vêem os robertos, nunca chegam a ver os manipuladores. Mas ele esteve sempre por detrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás no Partido Estalinista não há linhas frágeis, são todas duras. Para quem lá esteve, isso sabe-se quase desde o príncipio, quando somos ainda ingénuos e pensamos que existe realmente uma vontade de levar os operários ao Poder, uma vontade concreta de combater as injustiçãs sociais. Depois, quando chegamos à conclusão de nos enganámos definitivamente nas opções tomadas, que somos apenas o soldado dentro  do tanque a invadir a Hungria ou a Checoslováquia, somos tratados com suspeição e até indiferença, deixamos de ter qualquer importância até como pessoas ("o camarada precisa de descansar e de se tratar", dizem-nos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Brito, Zita Seabra, José Magalhães, todos eram da linha dura, a única aliás possível, a única permitida pelos manipuladores. E não se enganem os incautos - durante muitos anos, trazemos essa linha conosco, ficamos intransigentes e a linha nunca mais nos larga (veja-se como fala José de Magalhães agora no PS - alguém o viu alguma vez a criticar o próprio partido, como o faz por exemplo Pacheco Pereira em relação ao PSD?). Ficamos sempre assim. Bom, quase sempre...&lt;br /&gt;</description><link>http://www.alternativa2000.org/jeronimo/2004/11/jernimo-representante-mximo-da-classe.html</link><author>C.</author></item></channel></rss>