O PCP, a Classe Operária no Paraíso

Blog destinado a revelar e sempre que possível a evidenciar as virtudes dos dirigentes e chefes da classe operária portuguesa e a promover a ascensão da mesma ao Paraíso, lugar por determinismo e vocação, onde moram todas as revoluções e em especial as desencadeadas em nome dos superiores interesses das classes mais oprimidas.

Segunda-feira, Novembro 20, 2006



Avante Classe Operária, assim irás longe ó labrega!

A classe operária continua e continuará por muitos anos nas mãos dos estalinistas. E assim continuando jamais chegará à prometida Revolução e muito menos ao paraíso idealizado.
E isto porque os partidos estalinistas são actualmente aprtidos da situação, ou seja, do sistema. É claro que nalguns casos fazem um pouco mais do que os outros pelos desfavorecidos mas partilham das mesmas cadeiras do Poder, recebem dinheiros do Estado, subsídios e despesas de representação, etc. Como é que se pode ser revolucionário e receber dinheiros do Estado, dos contribuintes, incluindo os burgueses e ricos?

Quanto às greves, o que são as greves dos trabalhadores, mesmo quando estão muito descontentes? Fazem uma dia de greve e estendem-nos para dar com o fim de semana, o que por alturas do Verão até dá para a família operária ir toda para a praia da Caparica, a banhos pois.
As greves são para fazer frente ao patronato ou ao Governo quando o patronato é este. Mas as greves, segundo os dados publicados, dão prejuízo é às populações. Toda a gente sabe que uma greve nos transportes quase não resulta em prejuízo para o Metro ou a Carris, o dinheiro já está amealhado no princípio do mês em passes sociais. Além disso as greves não são feitas com convicção, é para aborrecer os empresários e sobretudo para virem na comunicação social, mas não fazem a mínima mossa aos patrões ou ao Governo.
A greve é uma arma de facto mas no caso português, é uma arma emperrada ou sem munições. Nem sequer serve para o tiro ao alvo.
Noutros países quando se faz uma greve os trabalhadores sabem que é preciso fazer sacrifícios, poupar mais nas despesas, gastar menos e pagar mais para os fundos de greve para permitir aos sindicatos sustentar greves por semanas e não apenas greves de um dia e que prejudicam apenas as populações.
Uma greve prejudica sempre as populações, sobretudo quando se trata de uma greve nos transportes, nos correios, telecomunicações, etc. Mas as greves devem ser feitas sobretudo apra prejudicar os interesses do patronato, para o obrigar a recuar e não para que este tenha ainda mais força. As greves não devem ser feitas quando a empresa está em crise ou ameaça falir ou deslocar-se pois isso só prejudica os próprios grevistas. Ao contrário e preventivamente os trabalhadores devem saber o que se passa na empresa e contribuir com acordos pontuais para que a empresa não se desloque ou não venha a falir pois disso depende a sobrevivência dos seus próprios postos de trabalho.

Se as greves então não conduzem a mudanças no comportamento do patronato ou do Governo não vale a pena fazê-las ou melhor do que isso vale a pena fazê-las mas por tempo indeterminado até que a outra parte ceda, e nesse caso cederia sempre. Imagine-se o que seria se os sindicatos e as centrais sindicais em "vigor" (como o famoso leite, suavíssimo e gostoso portanto), decidissem decretar greves por tempo indeterminado. Era o próprio país, a economia do país, que paralisiria. Claro que as populações também sofreriam com isso mas isso sim seriam greves operárias e greves de trabalhadores para conquistar direitos, fazer avançar a melhoria de vida dos trabalhadores e não apenas para conquistar o poder de compra perdido.

É claro que todos nós sabemos que com este partido "comunista" a dominar a CGTP e o Partido Socialista mais o PSD, a dominarem a UGT, os trabalhadores vão andar sempre atrás do poder de compra perdido em vez de alcançarem o tal paraíso que ambos lhes prometeram - a sua emancipação da exploração capitalista.
Quanto à Revolução destes cavalheiros, não sabemos o que é e a única que se viu e bem real (na Rússia, em 1917), já terminou há muito tempo, quando Estaline subiu ao Poder e pôs lá o Beria a matar os seus adversários.
A classe operária não vai para Paraíso nenhum a não ser o inferno em que a metem todos os dias os partidos que a dizem defender. Em vez de se libertar ela própria e constituir-se em movimento autónomo e independente dos partidos, atrela-se aos partidos estalinistas e mesmo a alguns partidos burgueses e dali não sai, leva bandeirinhas e auto-colantes para os filhos, vai votar no dia das eleições e depois, ao fim de uns anos, vai para casa desempregado. Toma lá Zé!



A CLASSE OPERÁRIA VAI P´RA PARAÍSO E PELA MÃO DO PARTIDO ESTALINISTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL!!!
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