O PCP, a Classe Operária no Paraíso

Blog destinado a revelar e sempre que possível a evidenciar as virtudes dos dirigentes e chefes da classe operária portuguesa e a promover a ascensão da mesma ao Paraíso, lugar por determinismo e vocação, onde moram todas as revoluções e em especial as desencadeadas em nome dos superiores interesses das classes mais oprimidas.

Segunda-feira, Novembro 20, 2006



Avante Classe Operária, assim irás longe ó labrega!

A classe operária continua e continuará por muitos anos nas mãos dos estalinistas. E assim continuando jamais chegará à prometida Revolução e muito menos ao paraíso idealizado.
E isto porque os partidos estalinistas são actualmente aprtidos da situação, ou seja, do sistema. É claro que nalguns casos fazem um pouco mais do que os outros pelos desfavorecidos mas partilham das mesmas cadeiras do Poder, recebem dinheiros do Estado, subsídios e despesas de representação, etc. Como é que se pode ser revolucionário e receber dinheiros do Estado, dos contribuintes, incluindo os burgueses e ricos?

Quanto às greves, o que são as greves dos trabalhadores, mesmo quando estão muito descontentes? Fazem uma dia de greve e estendem-nos para dar com o fim de semana, o que por alturas do Verão até dá para a família operária ir toda para a praia da Caparica, a banhos pois.
As greves são para fazer frente ao patronato ou ao Governo quando o patronato é este. Mas as greves, segundo os dados publicados, dão prejuízo é às populações. Toda a gente sabe que uma greve nos transportes quase não resulta em prejuízo para o Metro ou a Carris, o dinheiro já está amealhado no princípio do mês em passes sociais. Além disso as greves não são feitas com convicção, é para aborrecer os empresários e sobretudo para virem na comunicação social, mas não fazem a mínima mossa aos patrões ou ao Governo.
A greve é uma arma de facto mas no caso português, é uma arma emperrada ou sem munições. Nem sequer serve para o tiro ao alvo.
Noutros países quando se faz uma greve os trabalhadores sabem que é preciso fazer sacrifícios, poupar mais nas despesas, gastar menos e pagar mais para os fundos de greve para permitir aos sindicatos sustentar greves por semanas e não apenas greves de um dia e que prejudicam apenas as populações.
Uma greve prejudica sempre as populações, sobretudo quando se trata de uma greve nos transportes, nos correios, telecomunicações, etc. Mas as greves devem ser feitas sobretudo apra prejudicar os interesses do patronato, para o obrigar a recuar e não para que este tenha ainda mais força. As greves não devem ser feitas quando a empresa está em crise ou ameaça falir ou deslocar-se pois isso só prejudica os próprios grevistas. Ao contrário e preventivamente os trabalhadores devem saber o que se passa na empresa e contribuir com acordos pontuais para que a empresa não se desloque ou não venha a falir pois disso depende a sobrevivência dos seus próprios postos de trabalho.

Se as greves então não conduzem a mudanças no comportamento do patronato ou do Governo não vale a pena fazê-las ou melhor do que isso vale a pena fazê-las mas por tempo indeterminado até que a outra parte ceda, e nesse caso cederia sempre. Imagine-se o que seria se os sindicatos e as centrais sindicais em "vigor" (como o famoso leite, suavíssimo e gostoso portanto), decidissem decretar greves por tempo indeterminado. Era o próprio país, a economia do país, que paralisiria. Claro que as populações também sofreriam com isso mas isso sim seriam greves operárias e greves de trabalhadores para conquistar direitos, fazer avançar a melhoria de vida dos trabalhadores e não apenas para conquistar o poder de compra perdido.

É claro que todos nós sabemos que com este partido "comunista" a dominar a CGTP e o Partido Socialista mais o PSD, a dominarem a UGT, os trabalhadores vão andar sempre atrás do poder de compra perdido em vez de alcançarem o tal paraíso que ambos lhes prometeram - a sua emancipação da exploração capitalista.
Quanto à Revolução destes cavalheiros, não sabemos o que é e a única que se viu e bem real (na Rússia, em 1917), já terminou há muito tempo, quando Estaline subiu ao Poder e pôs lá o Beria a matar os seus adversários.
A classe operária não vai para Paraíso nenhum a não ser o inferno em que a metem todos os dias os partidos que a dizem defender. Em vez de se libertar ela própria e constituir-se em movimento autónomo e independente dos partidos, atrela-se aos partidos estalinistas e mesmo a alguns partidos burgueses e dali não sai, leva bandeirinhas e auto-colantes para os filhos, vai votar no dia das eleições e depois, ao fim de uns anos, vai para casa desempregado. Toma lá Zé!



A CLASSE OPERÁRIA VAI P´RA PARAÍSO E PELA MÃO DO PARTIDO ESTALINISTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL!!!
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Domingo, Maio 07, 2006

Não somos um blog de massas...

As únicas massas que consumimos são as italianas pois as nacionais eram boas mas antigamente. Além de pouco alimentícias, as actuais, ao contrário do que afirmam os publicitários, devem ter substâncias alérgenas que deixam o organismo muito debilitado e para dizer a verdade pouco "massificado".

O nosso blog não partilha desse mito de que tudo quanto é maioria ou massivo é porque tem razão. Hitler e Mussolini também tinham a maioria, Sadham idem. É preciso desconfiar sempre daqueles que falam muito em números e menos em ideias, soluções concretas. Dos que fogem da Dialéctica.

O nosso blog é pois um blog de minorias. Poderão orgulhar-se alguns de ter milhares de visitantes (e nisso os porno-blogs são os campeões de bilheteira, muito à frente do Abrupto, como se pode ver no "Blogómetro") enquanto o nosso blog não conta senão com meia dúzia de visitantes diários.
Pouco nos importa. Se houver uma pessoa que seja que nos visite e depois decida não adirir ao Partido Estalinista de Libertação Nacional (PCP), durante os próximos 2 anos, é porque valeu a pena! E é isso que irrita alguns "revolucionários" chegados recentemente à Sierra Maestra da Revolução Proletária e Internacionalista!

A CLASSE OPERÁRIA VAI P´RA PARAÍSO E PELA MÃO DO PARTIDO ESTALINISTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL!!!
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Se vais pela esquerda e acreditas na dialéctica...

Se acreditas na dialéctica, se és um marxista convicto, sabes que a realidade é mutável. As revoluções não são imutáveis. Tal como os homens que as fazem, também as sociedades podem mudar e transformar-se no seu inverso.

Se acreditas que a realidade não é imutável e que também a velha Cuba Revolucionária se pode transformar, ao fim de 47 anos, num estado policial e reaccionário, visita este web site.

Os pobres também se revoltam?

Recebemos um email de um tal Comité para a Revolta dos Pobres em Portugal (CPRPP), sediado em Lisboa, na Rua dos Inglesinhos, o qual transcrevemos na íntegra, adiantando alguns comentários em "posting" posterior:


O Comité Para a Revolta dos Pobres em Portugal, assinala que, contráriamente ao que os partidos políticos dominantes têm vindo a prometer sistemáticamente ao longo das várias campanhas eleitorais, os diversos governos do país nos últimos 20 anos têm governado não apenas a favor dos mais favorecidos (criando inclusive uma enormíssima classe de novos-ricos cujo contributo para o desenvolvimento do país é igual a zero), mas e sobretudo contra os mais pobres e necessitados.

O CPRPP considera contudo que a solução dos problemas dos mais pobres e necessitados não passa fundamentalmente pelos partidos políticos clássicamente "à esquerda" ou pelos sindicatos, os quais se transformaram eles próprios em partidos e organizações inseridas no sistema, recebendo chorudas "contribuições" do próprio Estado que assim os torna cada vez mais subservientes e acomodados.
Não sendo contra os sindicatos e os partidos políticos existentes e em particular os mencionados, o CPRPP acredita que a solução dos problemas dos mais pobres e necessitados passa essencialmente pela geração expontânea de um amplo movimento popular de indignação e revolta contra o actual estado das coisas e em especial contra as organizações políticas responsáveis pela actual situação económica e social do país.

O movimento popular de indignação e revolta não deve ser um movimento de direita ou de esquerda e sobre isso não deve ter quaisquer preconceitos. Quer à direita, quer à esquerda existem pessoas que se orientam por princípios e valores que estão em concordância com os direitos fundamentais dos cidadãos e a Carta das Nações Unidas. Tal como à direita e à esquerda há o oposto.

Este movimento popular deve ser independente e não recorrer à violência como instrumento de acção política, salvo em caso de legítima defesa se atacado violentamente pelos órgãos repressivos do Estado visando reprimir acções pacíficas e ordeiras. A acção do movimento popular deve ser pacífico mas firme nas suas exigências recorrendo, se necessário, a apelos à desobediência civil e a outro tipo de manifestações que expressem a indignação do povo face à política governamental.

O movimento popular de indignação e revolta deve privilegear o diálogo e a negociação com todos os partidos parlamentares e outros que estejam interessados nesse diálogo e com outros órgãos da sociedade, públicos ou privados, incluindo o Governo, a Presidência da República e outros órgãos de soberania.

Os objectivos do movimento popular de indignação e revolta não são a tomada do poder ou a governação. Entendemos que os pobres e necessitados têm o direito e o dever de manifestar com firmeza a sua indignação e revolta mas não têm quaisquer intenções de gerir ou governar o país, gestão para a qual não estão e não se sentem qualificados. Os pobres são pobres porque em grande parte foram preparados para ser pobres desde crianças. Não se pode pois pegar num pobre e transformá-lo num governante ou num gestôr. No dia seguinte o país ficaria ainda mais carenciado.
Os pobres e necessitados o que podem fazer e melhor do que os outros, é levarem a sua indignação e revolta ao rubro e exigir que o Governo, a Presidência da República, os partidos políticos, cumpram com as suas promessas eleitorais, as quais falam sempre em seu nome. Trata-se pois para o movimento de indignação e revolta popular, de exigir o cumprimento das promesas e garantias eleitorais.
Se assim fôr os pobres e necessitados passarão a viver melhor e de uma forma mais digna. Estes pois os objectivos centrais do movimento.
A governação e a gestão dos organismos estatais têm pessoas mais qualificadas do que o movimento dos pobres e mais necessitados. O que importa pois não é tirá-las de lá mas pô-las a trabalhar de acordo com as promessas eleitorais feitas pelos partidos nas campanhas eleitorais. Isto é, dar-lhes a oportunidade e o alento para gerirem o governo e as instituições do Estado em consonância com a própria Constituição.
Se para tal fôr necessário mudar a Constituição ou mudar as leis para favorecer os mais pobres, seja com impostos sobre os maiores rendimentos, seja com uma maior flexibilidade das leis laborais (portanto contra a estratificação laboral imposta pelos sindicatos), seja com uma redução das taxas de juro ao nível zero visando as empresas com maiores encargos na área do investimento, o movimento de indignação e revolta popular deve apoiar essas iniciativas reformistas, vigiando a sua aplicação de uma forma regular e contínua.

Atingidos estes objectivos o CPRPP não terá quaisquer razões para existir e será extinto imediatamente.

Domingo, Abril 30, 2006

O paraíso da classe operária em Cuba




Para os "petit bourgeois" dos países ocidentais, Portugal incluído, Cuba é conhecida por ser um paraíso para os turistas, vai-se para Cuba porque é de bom tom, as praias são óptimas, as pessoas hospitaleiras, "afinal não é nada daquilo que se dizia!".

Vejamos um outro exemplo do mundo paradisíaco que ali se vive. Passou-se no passado dia 25 de Abriol quando aqui se comemorava o dia em que um bom punhado de bravos capitães e soldados, derrubava o regime ditatorial de Caetano e da Pide, sem ter pedido licença aos grupos da resistência organizada, nomeadamente ao PCP:

Da Asamblea por la Sociedad civil de Cuba, recebemos o seguinte email:

"Por favor, ver al final teléfono y e-mail para enviar mensaje de solidaridad a Martha Beatriz, así como link para ver fotos de ella después de la golpiza que recibió en La Habana.

Amigos: Poquísimos diarios, contados con los dedos de la mano, publicaron esta noticia que acabamos de recibir sobre la agresión sufrida por la opositora cubana Martha Beatriz Roque, que lucha pacíficamente por la libertad de Cuba. Ayuden a difundir la noticia, contribuyendo a proteger su vida. A continuación, el SOS que recibimos de MAR por Cuba. Traten de enviar a Martha algunas palabras de ánimo, por teléfono o por e-mail. Saludos, Roberto Fernández, estudiante de Derecho, U. Andrés Bello.

¡GOLPEADA MARTHA BEATRIZ ROQUE!

En la tarde del 25 de abril, la dirigente de la Asamblea para Promover la Sociedad Civil en Cuba, Martha Beatriz Roque Cabello, fue golpeada y arrastrada dentro de su vivienda por una turba de la policía política del régimen castrista que impedía que ésta saliera de su casa para asistir a una importante reunión.

A continuación, en sus propias palabras, la transcripción de las declaraciones de Martha Beatriz a través de las ondas radiales de la emisora WAQI, del estado de la Florida, inmediatamente después de haber ocurrido la brutal agresión:

"…me han dado tantos golpes, me han dado un golpe por el ojo, un hombre gordo fortísimo, un piñazo por el ojo que casi me saca el ojo… me dieron por la cara, me arrastraron por el piso, me dieron patadas… han acabado conmigo… estoy diciéndoles esto a mis hermanos de Miami para que sepan la situación tan difícil que estamos viviendo… sólo porque yo iba a casa de Parmly a una recepción, una conferencia por televisión, y desde el primer momento no dejaron entrar a mi sobrina a mi casa, desde el primer momento, esto es una situación muy difícil, muy difícil; la comunidad internacional tiene que hacer algo por nosotros porque nosotros no podemos seguir aguantando estas humillaciones, no podemos seguir aguantando esta falta de libertades; de verdad que esto es una situación ya insostenible, yo quisiera que ustedes vieran cómo tengo la cara, cómo tengo el cuerpo, estoy vestida de ropa blanca y toda la ropa la tengo sucia y rajada porque me arrastraron por el piso. Yo les ruego por favor que tomen nota de esto y hagan algo por los que estamos aquí sufriendo dentro de la isla… no puedo seguir hablando, de verdad, no puedo seguir hablando… (llora)…"

En declaraciones posteriores, la activista describió que la turba no estaba integrada por vecinos, sino por personas desconocidas para ella, con excepción de una mujer que la policía política ha situado en un apartamento contiguo al suyo, la cual también la golpeó. Mientras era arrastrada y golpeada, Martha Beatriz valientemente gritaba ¡Abajo Fidel!

¿Escucharás tú el llamado urgente de esta mujer cubana, y actuarás en solidaridad para evitar que violaciones a los derechos humanos como ésta sigan perpetrándose contra los demócratas cubanos?

Tú tienes la palabra. Tú puedes hacer algo. Tú puedes alzar tu voz. Transmite esta denuncia a los gobiernos democráticos, organismos internacionales de derechos humanos y a los medios de prensa en tu país. ¡El oprimido pueblo cubano espera por ti!

¡BASTA YA, PARA CUBA YA ES HORA!

Teléfono de Martha:

Martha Beatriz Roque Cabello – (537-406-821 en La Habana)

Link para ver las fotos de Martha después de la agresión:

http://www.asambleasociedadcivilcuba.info/noticias/galeria_Represion2006.htm

http://www.asambleasociedadcivilcuba.info

Para mayor información:

Sylvia G. Iriondo, Madres y Mujeres Anti Represión (M.A.R.) - (1-305)-361-6800 (en la Florida)

Ángel De Fana, Plantados Hasta la Libertad y la Democracia - (1-305)-269-1812 (en la Florida)

Mario Martínez (1-954)-547-8472 (en la Florida)

Links para enviar e-mails a Martha:

MarthaBeatriz:MuchoAnimoMiSolidaridad (Cliquee en este link para enviar su mensaje de solidaridad, que se hará llegar a Martha Beatriz; es recomendable que añada su nombre, ciudad y país desde donde escribe).

MarthaBeatriz:AnimoMiSolidaridad (Atención: este es el único link para Martha Beatriz, con copia simultánea para el Ministerio de Relaciones Exteriores de Cuba comunista; es altamente recomendable que lo use, y que añada su nombre, ciudad y país desde donde escribe; no obstante, por favor, use un lenguaje invariablemente educado).

MarthaBeatriz:MiPromesaDeDifusion (Al cliquear en este link, podrá enviar un mensaje a Martha Beatriz, indicando las tratativas que podrá efectuar ante sus amigos, medios de comunicación, autoridades y organismos humanitarios, para difundir esta noticia).

MarthaBeatriz:EnviarmeNoticias (Para recibir noticias sobre la evolución de la situación de Martha Beatriz).

Disclaimer: Para cualquier efecto legal, este e-mail es de exclusiva responsabilidad de Roberto Fernández Herrera, Estudiante de Derecho, Universidad Andrés Bello, Caracas

Quarta-feira, Novembro 23, 2005

O erro principal do Partido Comunista

Aqueles que ao cair do Muro de Berlim vaticinaram a derrota das ideis aocmunistas estavam tão enganados quanto aqueles marxistas apressados que à minima crise económica no capitalismo julgam que chegou a vez do socialismo revolucionário ou da sociedade socialista.

Uns não têm razão porque a ideia do comunismo não morre só pela vontade de uns quantos capitalistas e reacionários. Podem até cair todos os regimes onde o Partido Comunista está no Poder que nem por isso os ideiais do comunismo deixarão de existir.
Os outros, comunistas ou revolucionários de vários estilos, também perdem completamente o norte ao pensar que uma crise geral do sistema capitalista (ou num só país), lhes dá o acesso directo ao céu das convulsões sociais e daí um passo até à revolução e cosntrução da sociedade socialista, primeiro estágio, segundo os cânanos marxistas e leninistas, para o advento do comunismo.

Os erros dos partidos comunistas e de outros partidos revolcuionários de esquerda é pensarem que o socialismo ou mais ainda, o comunismo se faz com operários iliteratos e ignorantes, com trabalhadores sem qualqeur ideia de como se gere uma empresa quanto mais um país. Essa ideia perpassa pela cabeça de todos os dirigentes desses partidos e em particular do partido comunista (no qual fui membro destacado tendo mesmo feito parte como monitor, dos cursos de formação do partido, tendo obviametne sido afastado precismanete devido às teses que defendo neste mesmo texto).
Os "operários em construção" devem preparar-se para uma tarefa aind mais séria do que simplesmente tomar o poder, quer pela via eleitoral, quer por via da insurreição em caso de um conflito geral da sociadade ou numa situação de perigo eminente para os direitos mais elementares dos trrabalahdores assalariados. E essa tarefa é necessáriamente a da instrução, não apenas a da primária mas a do Conhecimento, a da Cultura. Sem os mesmos dados de percepção que possa ter um Saramago ou mesmo um Jer+ónimo de Sousa ou um Octávio Teixeira (e não estou a falar de percepção literária, política ou económica, já que citei três exemplos de áreas distintas do conhecimento), os trabalhadores assalariados não poderão compreender sequer os objectivos de uma sociedade socialista e muito menos os seus fundmaentos. E não os compreendendo estarão apenas dependentes do que lhes possam dizer os seus dirigentes, os dirigentso do partido comunista, isto é, estarão sempre dependentes da voz do dono, mesmo que nele acreditem com toda a sinceridade.
O problema fundamental dos dirigentes comunistas é que teimam em não entender que só só se pode edificar uma socieade socialista na base do conhecimento, da instrução, da lucidez e capacidade de reflexão dos assalariados e não na base da ignorância e da alienação.

Ora o que sucede é que a maioria esmagadora dos trabalhadores assalariados (mesmo os que são militantes , simpatizantes ou meros votantes do PCP), são pessoas comuns, com o mesmo grau de alienação e iliteracia dos demais cidadãos. Não é a Festa do Avante ou as eventuais ferias do livro ou exposições organizadas aqui e ali por uma ou outra das sedes partidárias que vão ilustrar os trabalhadores assalariados e os próprios militantes comunistas. Seria necessário uma aposta do próprio Partido nessa instrução, nessa tomada de Conhecimento e simultaneamente no combate a todos as formas de alienação e manipulação, o que passaria necessáriametne por ser o próprio partido a não alienar, a não manipular.

Ao contrário do que pensávamos aqui inicialmente (e dissemo-lo logo que sentimos que stávamos enganados), Jerónimo de Sousa está em melhores condições do que Álvaro cunhal ou Carlos cArvalhas, apra poder operar essa mudança na atitude do Partido face ao futuro e concretamente face a uma socieade em que pode ser necessário o contributo de milhares de trabalhadores assalariados apra a construção de uma socieade baseada nos ideiais socialistas revolucionários.
E dizemo-lo sem preconceitos - está em melhors condições porque não é um intelectual, isto é, pensa como um ex-operário, pensa como um simples. Não é um pseudo de qualquer coisa, é assim mas é-o sinceramente. Louçã é um dirigiente que jamais admitiria governar com operários, salvo se estes lhe fossem subordinados. Um comité Central pejado de funcionários políticos e intelectuais não assegura que a qualquer tomada do poder pelos comunistas, os assalariados e particularmente os operários tenham nele qualquer lugar, ou seja, que sejam chamdos efectivamente a controilar o que quer que seja e pelo contrário o único contributo que lhes será exigido será o de mais trabalho e se possível "voluntário". E isto porque chagada a hora de governar são os funcionários e os intelectuais mais habituados a discutir a "situação política" e os "interesses do país" que estarão em melhor condição apra o fazer, porque se sentem mais capazes do que os operários apra o fazer. Mesmo que seja apenas por esta razão e que não haja qualquer intencionalidade malévola (etalinista), os operários e os trabalahdores assalariados, mesmo os que apoiam o partido comunista, ficarão sempre sem um controlo efectivo desse poder e servirão apenas como "escudo", "justificação" e slogan do novo poder insittuído.

Aqueles que, como eu inicialmente, acreditavam que isso pudesse ser realizado por uma Nova Esquerda ou uma Esquerda Alternativa desenganaram-se totalmente ao verem como actuavam e actuam os dirigentes do Blco da Esquerda, isto é, arrogantemente, displicentemente, ex-catedra como se de repente a verdade passasse para o seu lado, como se subitamnete as suasa cabeças (so porque eram diferntes das dos dirigentes cláscios do partido comunista, pela sua propria natureza, mais idosos) passassem a verter a Verdade e esta fosse a solução para todos seguirem atrás dela, como automatos. Os dirigentes do Blco de Esquerda (com excepção mas pouco de Miguel Portas que sempre soube ter uma atitude exemplar em relação ao irmão, para apenas dar um exemplo), são intrincsecamnet autoritários e antecipadamente totalitários, óu seja, aind anão têm o poder e é como se já o tivessem, falam como se ir apra lá fosse coisa de meses e depois vamos ver todos como elas nos mordem!
Ao contrário ficou claro que o percurso de Jerónimo de Sousa (muito devido à sua natureza e condição de classe) seria o de maior conteção nas palavras, de uma atitude mais aberta e cordial, de um comportamente sobretudo mais humilde de alguém que sabe o que é o analfabetismo, a pobraza e a falta de recuros e por isso também sabe que não será com estes que poderá construir-se uma socieade de bem estar e de Conhecimento para todos os cidadãos.

É necessário ainda desmontar um outro mito - nenhuma socieade comunista ou socialista se constroi contra as pessoas que enriqueceram à custa do seu trbaalho e esforço, por vezes sacrificando o seu lazer e os prazeres (pequenos ou grandes) da vida. Nehum dirigiente comunista ou revolucionário poderá esquecer este dado fundamental - as sociadades socialistas precisam de crescer economicamente, precisam de técnicos e engenheiros, precisam de gestors e precisam de economistas mesmo até dos que criticam a sua política. Não é possível construir nenhuma socieade de bem estar (sela ela capitalista ou socialista) sem contar com o talento, a competencia, o conhecimento e o engenho de milhares ou milhões de pessoas dos mais variados sectores. Mais ainda, uma sociedade socialista (porque não contará certamente com o apoio incondicional de milahres de gestores, economistas, especialistas e técnicos), terá de ser sensível às críticias que virão anturalment destas pessoas, não pode deixar de as ouvir e colher ensinamentos, tenanto aplicá-los sempre que tal fôr possível e não ponha em causa o rumo de bem estar e maior igualdade que se pretende edificar.
Dir-se-á que tudo isto é utópico. Pode ser, mas não vale a pena perdermo-nos a conjecturar sobre isso. É possível que outras realiades e outros rumos se imponham mas varleria a pena considerar todas as hipóteses e não apenas a clásscia de todo o poder à classe operári" ou da "ditadura do proletariado" que foram provadamente anti-operárias e se ditadura construi´ram foi essenciamlente contra os próprios que ajudaram a impô-la como lei.

Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Finalmente mais coerente

O partido comunista não vai a lado nenhum e é um partido do sistema tal como o é já o Bloco de Esquerda (este ainda é mais e a viagem até lá foi vertiginosa).
Mas lá coerente é-o muito mais com Jerónimo de Sousa. Já pedi desculpas quando aqui opinei o contrário. Estava convencido que iria ser mais cunhalista mas afinal é mais operário, lá isso é. Não vai a lado nenhum mas pelo menos não se deixa embalar tão fácilmente.

Terça-feira, Agosto 23, 2005

Jerónimo não vai para o Paraíso mas pelo menos candidata-se a ele...

E diga-se é mais coerente do que o Carvalhas. O proletariado é assim: fica satisfeito por ter alguém que desta vez é mesmo seu, junto dos que estão no Poder.

Mas não adianta. Os Soares, os Vitorinos, os Sampaios (na Europa, os Chiracs, os Shroeders, os Friskers, e todos cujo nome nem sequer nos lembramos), sabem e muito bem, até podem ir nas concessões ao partido da classe operária e dos povos oprimidos de todo o mundo.

Um milhão de pessoas esteve na romaria ao Papa - Viva a Revolução. Vivam os anos 60!
"É uma coisa que não tem explicação", "Eu estou a transbordar...", "Eu acho que é possível mudar o Mundo". Estas e outras frases ouviram-se aos jovens mancebos após o festival Rock dado pelo Papa actual. "Aleluia, Jesus Christ, you are alive, Aleluia!!

E o que tens a dizer sobre tudo o que se passou no Festival do Papa?

Quinta-feira, Março 10, 2005

Mudança de nome do blog

Na sequência do nosso pedido de desculpas anterior (sobre o qual recebemos alguns comentários favoráveis), tomármos a decisão de alterar o título do blog. Já não fazia qualquer sentido manter o nome de Jerónimo de Sousa em lugar do próprio partido estalinista de que é actualmente o dirigente máximo mas cuja conduta se tem revelado bastante mais aberta e flexível do que os seus sucessores. A sua humildade e espírito vivo contrariou totalmente as nossas previsões e juízos negativos e por isso apresetámos as nossas desculpas, as quais se estendem naturalmente ao próprio e a todos os que nele sempre confiaram e confiam.

Como mantemos contudo que o PCP tem o seu papel nas sociedades modernas mas também ele modernizado e actual (em permanente adequação dialéctica aos novos desafios que se colocam aos assalariados), não deixaremos de sublinhar aqui o nosso desagrado pela ortodoxia ainda existente (malgré Jerónimo de Sousa) e os nossos votos para que o estalinismo seja definitivamente afastado das orientações e prática do Partido Comunista Português.
Até porque não acreditamos que a solução passe pela adesão ou voto no Bloco de Esquerda, muito mais estalinista e apresentando já sinais de alguma arrogância, não tendo ainda porém qualquer peso para influenciar o que quer que seja das orientações políticas do país. E se tivesse?