O PCP, a Classe Operária no Paraíso

Blog destinado a revelar e sempre que possível a evidenciar as virtudes dos dirigentes e chefes da classe operária portuguesa e a promover a ascensão da mesma ao Paraíso, lugar por determinismo e vocação, onde moram todas as revoluções e em especial as desencadeadas em nome dos superiores interesses das classes mais oprimidas.

Domingo, Maio 07, 2006

Não somos um blog de massas...

As únicas massas que consumimos são as italianas pois as nacionais eram boas mas antigamente. Além de pouco alimentícias, as actuais, ao contrário do que afirmam os publicitários, devem ter substâncias alérgenas que deixam o organismo muito debilitado e para dizer a verdade pouco "massificado".

O nosso blog não partilha desse mito de que tudo quanto é maioria ou massivo é porque tem razão. Hitler e Mussolini também tinham a maioria, Sadham idem. É preciso desconfiar sempre daqueles que falam muito em números e menos em ideias, soluções concretas. Dos que fogem da Dialéctica.

O nosso blog é pois um blog de minorias. Poderão orgulhar-se alguns de ter milhares de visitantes (e nisso os porno-blogs são os campeões de bilheteira, muito à frente do Abrupto, como se pode ver no "Blogómetro") enquanto o nosso blog não conta senão com meia dúzia de visitantes diários.
Pouco nos importa. Se houver uma pessoa que seja que nos visite e depois decida não adirir ao Partido Estalinista de Libertação Nacional (PCP), durante os próximos 2 anos, é porque valeu a pena! E é isso que irrita alguns "revolucionários" chegados recentemente à Sierra Maestra da Revolução Proletária e Internacionalista!

A CLASSE OPERÁRIA VAI P´RA PARAÍSO E PELA MÃO DO PARTIDO ESTALINISTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL!!!
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Se vais pela esquerda e acreditas na dialéctica...

Se acreditas na dialéctica, se és um marxista convicto, sabes que a realidade é mutável. As revoluções não são imutáveis. Tal como os homens que as fazem, também as sociedades podem mudar e transformar-se no seu inverso.

Se acreditas que a realidade não é imutável e que também a velha Cuba Revolucionária se pode transformar, ao fim de 47 anos, num estado policial e reaccionário, visita este web site.

Os pobres também se revoltam?

Recebemos um email de um tal Comité para a Revolta dos Pobres em Portugal (CPRPP), sediado em Lisboa, na Rua dos Inglesinhos, o qual transcrevemos na íntegra, adiantando alguns comentários em "posting" posterior:


O Comité Para a Revolta dos Pobres em Portugal, assinala que, contráriamente ao que os partidos políticos dominantes têm vindo a prometer sistemáticamente ao longo das várias campanhas eleitorais, os diversos governos do país nos últimos 20 anos têm governado não apenas a favor dos mais favorecidos (criando inclusive uma enormíssima classe de novos-ricos cujo contributo para o desenvolvimento do país é igual a zero), mas e sobretudo contra os mais pobres e necessitados.

O CPRPP considera contudo que a solução dos problemas dos mais pobres e necessitados não passa fundamentalmente pelos partidos políticos clássicamente "à esquerda" ou pelos sindicatos, os quais se transformaram eles próprios em partidos e organizações inseridas no sistema, recebendo chorudas "contribuições" do próprio Estado que assim os torna cada vez mais subservientes e acomodados.
Não sendo contra os sindicatos e os partidos políticos existentes e em particular os mencionados, o CPRPP acredita que a solução dos problemas dos mais pobres e necessitados passa essencialmente pela geração expontânea de um amplo movimento popular de indignação e revolta contra o actual estado das coisas e em especial contra as organizações políticas responsáveis pela actual situação económica e social do país.

O movimento popular de indignação e revolta não deve ser um movimento de direita ou de esquerda e sobre isso não deve ter quaisquer preconceitos. Quer à direita, quer à esquerda existem pessoas que se orientam por princípios e valores que estão em concordância com os direitos fundamentais dos cidadãos e a Carta das Nações Unidas. Tal como à direita e à esquerda há o oposto.

Este movimento popular deve ser independente e não recorrer à violência como instrumento de acção política, salvo em caso de legítima defesa se atacado violentamente pelos órgãos repressivos do Estado visando reprimir acções pacíficas e ordeiras. A acção do movimento popular deve ser pacífico mas firme nas suas exigências recorrendo, se necessário, a apelos à desobediência civil e a outro tipo de manifestações que expressem a indignação do povo face à política governamental.

O movimento popular de indignação e revolta deve privilegear o diálogo e a negociação com todos os partidos parlamentares e outros que estejam interessados nesse diálogo e com outros órgãos da sociedade, públicos ou privados, incluindo o Governo, a Presidência da República e outros órgãos de soberania.

Os objectivos do movimento popular de indignação e revolta não são a tomada do poder ou a governação. Entendemos que os pobres e necessitados têm o direito e o dever de manifestar com firmeza a sua indignação e revolta mas não têm quaisquer intenções de gerir ou governar o país, gestão para a qual não estão e não se sentem qualificados. Os pobres são pobres porque em grande parte foram preparados para ser pobres desde crianças. Não se pode pois pegar num pobre e transformá-lo num governante ou num gestôr. No dia seguinte o país ficaria ainda mais carenciado.
Os pobres e necessitados o que podem fazer e melhor do que os outros, é levarem a sua indignação e revolta ao rubro e exigir que o Governo, a Presidência da República, os partidos políticos, cumpram com as suas promessas eleitorais, as quais falam sempre em seu nome. Trata-se pois para o movimento de indignação e revolta popular, de exigir o cumprimento das promesas e garantias eleitorais.
Se assim fôr os pobres e necessitados passarão a viver melhor e de uma forma mais digna. Estes pois os objectivos centrais do movimento.
A governação e a gestão dos organismos estatais têm pessoas mais qualificadas do que o movimento dos pobres e mais necessitados. O que importa pois não é tirá-las de lá mas pô-las a trabalhar de acordo com as promessas eleitorais feitas pelos partidos nas campanhas eleitorais. Isto é, dar-lhes a oportunidade e o alento para gerirem o governo e as instituições do Estado em consonância com a própria Constituição.
Se para tal fôr necessário mudar a Constituição ou mudar as leis para favorecer os mais pobres, seja com impostos sobre os maiores rendimentos, seja com uma maior flexibilidade das leis laborais (portanto contra a estratificação laboral imposta pelos sindicatos), seja com uma redução das taxas de juro ao nível zero visando as empresas com maiores encargos na área do investimento, o movimento de indignação e revolta popular deve apoiar essas iniciativas reformistas, vigiando a sua aplicação de uma forma regular e contínua.

Atingidos estes objectivos o CPRPP não terá quaisquer razões para existir e será extinto imediatamente.