O erro principal do Partido Comunista
Aqueles que ao cair do Muro de Berlim vaticinaram a derrota das ideis aocmunistas estavam tão enganados quanto aqueles marxistas apressados que à minima crise económica no capitalismo julgam que chegou a vez do socialismo revolucionário ou da sociedade socialista.
Uns não têm razão porque a ideia do comunismo não morre só pela vontade de uns quantos capitalistas e reacionários. Podem até cair todos os regimes onde o Partido Comunista está no Poder que nem por isso os ideiais do comunismo deixarão de existir.
Os outros, comunistas ou revolucionários de vários estilos, também perdem completamente o norte ao pensar que uma crise geral do sistema capitalista (ou num só país), lhes dá o acesso directo ao céu das convulsões sociais e daí um passo até à revolução e cosntrução da sociedade socialista, primeiro estágio, segundo os cânanos marxistas e leninistas, para o advento do comunismo.
Os erros dos partidos comunistas e de outros partidos revolcuionários de esquerda é pensarem que o socialismo ou mais ainda, o comunismo se faz com operários iliteratos e ignorantes, com trabalhadores sem qualqeur ideia de como se gere uma empresa quanto mais um país. Essa ideia perpassa pela cabeça de todos os dirigentes desses partidos e em particular do partido comunista (no qual fui membro destacado tendo mesmo feito parte como monitor, dos cursos de formação do partido, tendo obviametne sido afastado precismanete devido às teses que defendo neste mesmo texto).
Os "operários em construção" devem preparar-se para uma tarefa aind mais séria do que simplesmente tomar o poder, quer pela via eleitoral, quer por via da insurreição em caso de um conflito geral da sociadade ou numa situação de perigo eminente para os direitos mais elementares dos trrabalahdores assalariados. E essa tarefa é necessáriamente a da instrução, não apenas a da primária mas a do Conhecimento, a da Cultura. Sem os mesmos dados de percepção que possa ter um Saramago ou mesmo um Jer+ónimo de Sousa ou um Octávio Teixeira (e não estou a falar de percepção literária, política ou económica, já que citei três exemplos de áreas distintas do conhecimento), os trabalhadores assalariados não poderão compreender sequer os objectivos de uma sociedade socialista e muito menos os seus fundmaentos. E não os compreendendo estarão apenas dependentes do que lhes possam dizer os seus dirigentes, os dirigentso do partido comunista, isto é, estarão sempre dependentes da voz do dono, mesmo que nele acreditem com toda a sinceridade.
O problema fundamental dos dirigentes comunistas é que teimam em não entender que só só se pode edificar uma socieade socialista na base do conhecimento, da instrução, da lucidez e capacidade de reflexão dos assalariados e não na base da ignorância e da alienação.
Ora o que sucede é que a maioria esmagadora dos trabalhadores assalariados (mesmo os que são militantes , simpatizantes ou meros votantes do PCP), são pessoas comuns, com o mesmo grau de alienação e iliteracia dos demais cidadãos. Não é a Festa do Avante ou as eventuais ferias do livro ou exposições organizadas aqui e ali por uma ou outra das sedes partidárias que vão ilustrar os trabalhadores assalariados e os próprios militantes comunistas. Seria necessário uma aposta do próprio Partido nessa instrução, nessa tomada de Conhecimento e simultaneamente no combate a todos as formas de alienação e manipulação, o que passaria necessáriametne por ser o próprio partido a não alienar, a não manipular.
Ao contrário do que pensávamos aqui inicialmente (e dissemo-lo logo que sentimos que stávamos enganados), Jerónimo de Sousa está em melhores condições do que Álvaro cunhal ou Carlos cArvalhas, apra poder operar essa mudança na atitude do Partido face ao futuro e concretamente face a uma socieade em que pode ser necessário o contributo de milhares de trabalhadores assalariados apra a construção de uma socieade baseada nos ideiais socialistas revolucionários.
E dizemo-lo sem preconceitos - está em melhors condições porque não é um intelectual, isto é, pensa como um ex-operário, pensa como um simples. Não é um pseudo de qualquer coisa, é assim mas é-o sinceramente. Louçã é um dirigiente que jamais admitiria governar com operários, salvo se estes lhe fossem subordinados. Um comité Central pejado de funcionários políticos e intelectuais não assegura que a qualquer tomada do poder pelos comunistas, os assalariados e particularmente os operários tenham nele qualquer lugar, ou seja, que sejam chamdos efectivamente a controilar o que quer que seja e pelo contrário o único contributo que lhes será exigido será o de mais trabalho e se possível "voluntário". E isto porque chagada a hora de governar são os funcionários e os intelectuais mais habituados a discutir a "situação política" e os "interesses do país" que estarão em melhor condição apra o fazer, porque se sentem mais capazes do que os operários apra o fazer. Mesmo que seja apenas por esta razão e que não haja qualquer intencionalidade malévola (etalinista), os operários e os trabalahdores assalariados, mesmo os que apoiam o partido comunista, ficarão sempre sem um controlo efectivo desse poder e servirão apenas como "escudo", "justificação" e slogan do novo poder insittuído.
Aqueles que, como eu inicialmente, acreditavam que isso pudesse ser realizado por uma Nova Esquerda ou uma Esquerda Alternativa desenganaram-se totalmente ao verem como actuavam e actuam os dirigentes do Blco da Esquerda, isto é, arrogantemente, displicentemente, ex-catedra como se de repente a verdade passasse para o seu lado, como se subitamnete as suasa cabeças (so porque eram diferntes das dos dirigentes cláscios do partido comunista, pela sua propria natureza, mais idosos) passassem a verter a Verdade e esta fosse a solução para todos seguirem atrás dela, como automatos. Os dirigentes do Blco de Esquerda (com excepção mas pouco de Miguel Portas que sempre soube ter uma atitude exemplar em relação ao irmão, para apenas dar um exemplo), são intrincsecamnet autoritários e antecipadamente totalitários, óu seja, aind anão têm o poder e é como se já o tivessem, falam como se ir apra lá fosse coisa de meses e depois vamos ver todos como elas nos mordem!
Ao contrário ficou claro que o percurso de Jerónimo de Sousa (muito devido à sua natureza e condição de classe) seria o de maior conteção nas palavras, de uma atitude mais aberta e cordial, de um comportamente sobretudo mais humilde de alguém que sabe o que é o analfabetismo, a pobraza e a falta de recuros e por isso também sabe que não será com estes que poderá construir-se uma socieade de bem estar e de Conhecimento para todos os cidadãos.
É necessário ainda desmontar um outro mito - nenhuma socieade comunista ou socialista se constroi contra as pessoas que enriqueceram à custa do seu trbaalho e esforço, por vezes sacrificando o seu lazer e os prazeres (pequenos ou grandes) da vida. Nehum dirigiente comunista ou revolucionário poderá esquecer este dado fundamental - as sociadades socialistas precisam de crescer economicamente, precisam de técnicos e engenheiros, precisam de gestors e precisam de economistas mesmo até dos que criticam a sua política. Não é possível construir nenhuma socieade de bem estar (sela ela capitalista ou socialista) sem contar com o talento, a competencia, o conhecimento e o engenho de milhares ou milhões de pessoas dos mais variados sectores. Mais ainda, uma sociedade socialista (porque não contará certamente com o apoio incondicional de milahres de gestores, economistas, especialistas e técnicos), terá de ser sensível às críticias que virão anturalment destas pessoas, não pode deixar de as ouvir e colher ensinamentos, tenanto aplicá-los sempre que tal fôr possível e não ponha em causa o rumo de bem estar e maior igualdade que se pretende edificar.
Dir-se-á que tudo isto é utópico. Pode ser, mas não vale a pena perdermo-nos a conjecturar sobre isso. É possível que outras realiades e outros rumos se imponham mas varleria a pena considerar todas as hipóteses e não apenas a clásscia de todo o poder à classe operári" ou da "ditadura do proletariado" que foram provadamente anti-operárias e se ditadura construi´ram foi essenciamlente contra os próprios que ajudaram a impô-la como lei.


