O Islamismo na Europa - Eurabia
O avanço do islamismo na Europa e no Mundo é uma ameaça aos direitos fundamentais dos cidadãos.
De todos, seja qual fôr a sua filosofia, religião ou crença. Não se trata de qualquer preocupação islamófoba. O único "medo" que temos (medo-pânico, talvez), é que a decadência dos povos árabes se mantenha e perpetue.
E há sempre quem tire o maior proveito do obscurantismo...O deles (árabes) e o nosso...
Sexta-feira, Janeiro 05, 2007
A farsa do julgamento de Sadham

(Um acto de barbárie e humilhação que devia envergonhar todos os democratas.)
Depois de escutarmos as análises e alguns comentários dos mais notórios da nossa medíocre comunicação social, concluímos que são raríssimos os casos em que se tenta ao menos ir ao fundo da questão sobre o acto bárbaro e humilhante que constituiu a execução de Sadham.
Na maior parte dos casos condena-se a execução mas não por razões políticas ou mesmo por razões jurídicas. Invoca-se a inoportunidade devido ao feriado religioso dos sunitas, invocam-se as condições em que decorreu a execução (a pressa em matar o ditador, as gravações feitas, a humilhação de Sadham no próprio local da execução), mas não se refere o mais importante - tudo isso ocorreu porque o chamado mundo ocidental e dito mais civilizado fez como Pilatos fez com Jesus, isto é, lavou dali as mãos, permitindo que a "justiça" iraquiana fizesse o que lhe apetecesse. Da direita à esquerda, poucos foram os que tiveram a coragem de denunciar este acto de barbárie feito apenas para agradar ao fascista islâmico Moktada Al Sadr. Todos ficámos agora a saber (embora já o suspeitássemos), que quer o tribunal que julgou Sadham, quero o próprio governo, são apenas marionetas daquele fascista que domina uma cidade inteira no Iraque, ele e as suas 7.000 milícias armadas (onde, segundo declarações dos próprios habitantes "nenhum americano que entre em Sadr City saira de lá com vida". Interessante, não?
E são estes fascistas que dominam afinal o governo iraquiano e que mandam matar apressadamente Sadham por razões de vendetta, não por razões políticas ou porque Moktada Al Sadr seja menos fascista do que era Sadham e o seu bando de facínoras.
Satisfeitos com a ligeireza das suas análises os comentadores ocidentais preferem silenciar o que está à vista de qualquer observador mais atento - chegado o julgamento a uma fase em que ficariam evidenciados os apoios ocidentais a Sadham, havia que permitir a sua execução, fechando os olhos às circunstâncias da mesma e ao facto de ser um inimigo dos americanos e da democracia ocidental, a conduzir os cordelinhos (Al Sadr).
Nós que aqui sempre manifestámos o nosso apoio a uma intervenção militar contra o Iraque (tal como a defendemos em relação ao Irão e a outros países que ameaçam a paz regional ou mundial), somos também os primeiros a reconhecer que este acto bárbaro representa um profundo revés na política ocidental e em particular americana em relação ao Iraque. O combate contra o fascismo ilsâmico, temo-lo dito várias vezes, não é em primeiro lugar dos estados (do americano ou doutro qualquer), mas sim dos cidadãos e em primeiro lugar dos cidadãos de cada país. Os estados devem acompanhar os movimentos dos povos e não o contrário como tem vindo a suceder.
A denúncia desse acto bárbaro e humilhante para os povos sunitas que foi a execução de Sadham sem que o seu julgamento decorresse até ao final de todas as acusações contra ele dirigidas, nada tem a ver com compaixão ou branqueamento do que foram os seus crimes. Esse argumetno é falacioso. Sadham podia vir a ser condenado à morte ou a prisão perpétua, isso não está em causa. O que está em causa é que andamos a defender o direito dos povos oprimidos à liberdade e à democracia e depois permitimos que tais actos bárbaros aconteçam (como aliás o que sucedeu na prisão de Abu Graib e que aqui também denunciámos).
É curioso que os mesmos analistas sempre tão prontos a justificar esta complacência ocidental perante a barbárie dos fascistas shiitas, não o façam com outros tiranos que escaraparam à justiça, nomeadamente os de direita. Ainda há pouco faleceu de "morte natural" um ditador sanguinário, o chileno Augusto Pinochet e bem se viu o esforço feito por alguns analistas ilustres da nossa praça, para não tocar nesta questão fundamental - os ditadores da direita fascista não são condenados à morte. Ora nestas questões e noutras, não se pode ter dois pesos e duas medidas. Ou a democracia é mesmo só para alguns e o que importa é disfarçar que esta existe para todos?
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