O Islamismo na Europa - Eurabia
Quinta-feira, Novembro 16, 2006
A amálgama está na cabeça de Stefan Durand


Num artigo do "Le Monde Diplomatique" Stefan Durand tece uma construção meramente retórica para pôr em causa o neologismo (a que chamaríamos apenas de termo), de "islamo-fascismo", o qual, segundo ele, teria sido adoptado por George Bush(1) e outros neo-conservadores. para implicar um vasto leque de organizações como sucessoras do Nazismo e do Comunismo(2).
Segundo o mesmo autor, esta associação do fascismo com o islamismo não só é desajustada como tenta deliberadamente promover a ideia das "guerras preventivas" (3).
Diz o autor a certo passo do seu artigo:
A substituição da guerra contra o terrorismo pela guerra contra o fascismo islâmico e a tipificação dos movimentos fundamentalistas muçulmanos na linha do que se chamou no século XX, sem qualquer distinção, os totalitarismos, não é inocente. Ela visa legitimar as políticas belicistas, fundamenta-se em amálgamas e liga-se aos os cordelinhos da política do medo.
O sr. Stefan Durand não lê certamente blogs e muito menos os que não provém da sua lavra, se é que os tem. O termo "islamo-fascista" (ou islamofascista), não foi inventado pelo Sr. Bush, nem pelo Sr. Stephen Schwartz(4), nem pelo historiador Malise Ruthven. Isso são invencionices provenientes do cérebro amalgamado do Sr. Stefan, já que o termo é frequentemente utilizado pelos web sites e blogs anti-islamofascistas, nalguns casos muito antes dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, a partir dos primeiros textos conhecidos da Al Qaeda e de outras organizações congéneres. O Sr. Durand é um pensador desatento e como é típico no "Le Monde Diplomatique", habitualmente de produção terra a terra, a que vê as superficialidades e não consegue vislumbrar as verdadeiras causas dos fenómenos, nem as primeiras nem as últimas. É um pouco como aqueles simplórios que não concebem que haja um islamismo de natureza e intenções fascistas porque não existe um fundador de uma teoria fascista no Islão, como se o dirigente máximo da Al Qaeda e outros dirigentes islamistas reaccionários não tivessem já produzido material, quer por transmissão oral, quer bibliográfico, mais do que suficiente para se avaliar do seu pan-islamismo e dos interesses belicistas e totalitários que os movem. Quanto às teses racistas típicas do nazi-fascismo (o "apuramento" de uma raça superior, a raça ariana, cujo modelo principal era o próprio Furher), os islamistas fascistas também não perdem a oportunidade para "aperfeiçoar" a sua raça (com o Corão a servir de suporte ideológico, tal como o Mein Kampf o era para os fascistas alemães), ao matarem os seus próprios adversários árabes e islâmicos e ameaçando destruir os infiéis que somos todos nós, por termos nascido mais a ocidente.
Não serve de nada falar na dispersão das organizações islâmicas de natureza fascista e pan-islamista, como se se ignorasse que também o fascismo italiano ou o militarismo e nacionalismo japonês tivessem algo a ver directamente com o nazismo de Hitler e Goebbels inspirado em Karl Haushofer e outros. O que nos interessa aqui não é saber se existe um centro fascista islamista universal (que aliás o há embora viva em grutas e caves e se disfarce por entre pacíficos aldeões paquistaneses ou afegãos), mas sim se o projecto islamista ultra-reaccionário tem uma natureza e propósitos de implantação de um poder totalitário sobre todos os seus inimigos e adversários, os tais infiéis.
Stefan Durand sabe bem que os fascismos poupavam os "apaziguadores", isto é, deixavam-nos para a segunda fila no pelotão de fuzilamento. Tal como no passado com os nazis, aos islamofascistas não interessa atacar por ora os apaziguadores, os que fazem o seu jogo de invasão progressiva da Europa e dos vários continentes (facilitando nas leis de emigração, etc.). Pelo contrário consideram-nos como os "fracos", servindo-se dos mesmos, tal como Hitler se serviu dos apaziguadores franceses e ingleses (Daladier, Chamberlain, etc.), antes de decidir invadir a Europa.
O facto dos islamofascistas se escudarem atrás do elemento religioso não significa que o seu projecto de implantação da lei islâmica em todos os continentes não seja um projecto ideológico de expansão do islamismo totalitário. Stefan Durand afirma que
"unindo-os sob a bandeira de fascistas islâmicos, dezenas de movimentos dispersos, muitas vezes em conflito uns com os outros e com objectivos muito diversos, permite a implantação de uma mítica conspiração islamista a nível mundial.
Ao dizer isto, Stefan Durand parece desconhecer ou finge ignorar que também os movimentos fascistas mundiais no tempo do III Reich eram movimentos dispersos e por vezes contraditórios entre si (o fascismo de Salazar tinha uma inspiração diferente e com raízes nacionais e os seus objectivos não coincidiam na totalidade com os objectivos dos nazis alemães, tal como sucedia com os militaristas e nacionalistas japoneses ou os movimentos fascistas italianos seduzidos pelas teses de alguns dos seus mentores principais e sem qualquer ligação com o que se passasva na Alemanha nazi. Não consta que a raça ariana procurada por Hitler tivesse qualquer correspondência com o que se passava na Itália, em Portugal ou na Espanha. Esses movimentos não podem ser confundidos com movimentos de inspiração nazi-fascita directamente ligados ao partido nazi ou inspirados por ele, como aliás sucedia com os grupos e partidos estalinistas e comunistas, nuns casos conflituando entre si, por vezes até de uma forma violenta. Como é do conhecimento geral os movimentos islamistas (tal como os partidos e organizações estalinistas), não têm o mesmo padrão de comportamento político e nem sempre os mesmos objectivos. O Partido Comunista Espanhol de Santiago Carrillo ou o PCI de Enrico Berlinguer nada têm (ou, mais exactamente, nada tinham) a ver com os partidos estalinistas da URSS, com o Partido Comunista Cubano ou com os partidos comunistas do leste europeu controlados pelo partido-pai da URSS.
Cai pois pela base o argumento de que para justificar o neologismo de islamo-fascismo (ou islamofascimo), seja necessário que haja movimentos unificados e exactamente com os memos métodos e propósitos. O que importa sim são os objectivos finais e o objectivo final dos islamofascistas é exactamente o mesmo, a conquista da Europa e de outros coninentes e a destruição dos EUA e a implantação da Sharia(5) em todos esses países e lugares.
O texto de Stefan Durand é pois uma caricatura de crítica, não uma crítica fundamentada e objectiva, servindo-se por vezes de elementos de grande ligeireza de reflexão (como aquele que pretende associar o termo de islamofascista com Bush para o desvalorizar e retirar-lhe consistência), para justificar aquilo que de facto caracteriza muitos dos pensadores e analistas do género - o seu anti-americanismo primário e o propósito de retirar crédito a um crescente movimento de combate ideológico e político contra as correntes fascistas do islamismo.
Notas:
1 - O "diabo texano" (ao contrário do pequeno ditador fascista iraniano Ahmadinejad, a quem nunca vimos sorrir), é apesar de todos os seus defeitos um homem de coragem e um dos raros governantes que tem tido a coragem de ironizar consigo próprio, qualidade que falta a todos ou quase todos os governantes europeus, já para nao falar nos dirigentes muçulmanos cujo reconhecimento do papel da auto-crítica é algo que não existe.
2 - Porque é que o Sr. Durand associa o Nazismo com o Comunismo? Serão os dois a mesma coisa ou é o articulista do "Le Monde" a delirar? Após as experiências falhadas de implantação do comunismo na Rússia, sabíamos que o Comunismo só é possível a partir de uma sociedade económicamente desenvolvida, pós-socialista. E foi isso que falhou. O que não sabíamos é que para analistas reaccionários e burgueses como Stefan Durand, o que existia na Rússia de Brejnev era comunismo e não estalinismo, isto é, o tal the totalitarism red. Tem saudades dele Monsieur Durand?
3 - Ver parte do seu artigo aqui. Quanto ao conceito de guerras "preventivas" o que parece extraordinário para Stefan Durand, é absolutamente "normal" para quem, como nós, é forçado a residir num bairro paredes-meias com criminosos e marginais de toda a espécie, isto é, se tens um vizinho que te ameaça diáriamente de morte, a melhor solução é comprares uma arma e aniquilá-lo logo que um tal acto se venha a justificar, isto é, antes que ele te mate ou mate a tua esposa e filhos. Se deixas que isso fique ao cuidado do 112, o mais certo é estares tramado e um juiz local, quase sempre incompetente ou "distraído", secundado pelo SOS Racismo, ainda te venha encerrar numa prisão qualquer, deixando os verdadeiros criminosos cá fora, dançando na boite com a pulseirinha colocada no pulso.
4 - Jornalista do "The Weekly Standard" inglês.
5- A "Sharia" é a lei islâmica, uma espécie de "constituição" islâmica que não respeita os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. Em linguagem mais "expresssiva" é uma Merda, um verdadeiro Inferno, como retrata o nosso companheiro brasileiro da Dystopia. Seria o mesmo que a nossa constituição republicana e laica, aprovada por partidos que, mal ou bem, foram eleitos democráticamente e não impostos por uma qualquer seita ou religião, católica, protestante, islâmica ou judaica, deixasse de existir para dar lugar a uma coisa absurda que deteminasse que as nossas esposas e filhas pudessem ser partilhadas por um filho da puta qualquer armado em mullah ou califa.
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Segunda-feira, Novembro 13, 2006
O medo e a mentira são a principal arma dos islamofascistas (fear and lies are the main weapons of islamic fascists)



O fascismo domina essencialmente pela mentira, pelo medo e o terror. Já abordámos esta questão várias vezes aqui neste blog e insistimos sempre neste ponto, o qual consideramos crucial para se compreender não apenas como foi possível a ascenção do partido nazi e a implantação do III Reich (de quem eram então aliados os fascistas islâmicos), como também como é possível hoje, perante todos nós, a ascenção em todos os continentes, do movimento islamista reaccionário e terrorista.
Também como já o dissemos respeitamos aqueles que preferem reflectir sobre a História e a Sociologia das Religiões, apontando aqui e além as falhas do Islão ou do Catolicismo, desta ou daquela seita ou credo. É um ponto de vista que não partilhamos pois o que urge mais no presente é o combate frontal contra o "políticamente correcto" de algumas direitas muito apaziguadoras e principalmente das "esquerdas" (comunistas, estalinistas, social democrtas, etc), que geralmente também atiram para a questão religiosa o "fenómeno" da ascenção do fascismo islâmico.
Quem tem de analisar se o Islão já contém em si o sémen de violência contra os seus opostos não somos nós, pois isso desviar-nos-ia do fundamental situando-nos práticamente no acessório. Para nós, e já o referimos várias vezes aqui, todas as religiões são más, são manipuladoras e opressoras e fazem com que os seus fiéis se tornem sectários, como se possuissem a verdade absoluta. Mas também todas contêm elementos positivos, elementos de paz e concórdia, não negamos, Francisco de Assis nada tem a ver com o bispado milionário que vive sempre junto ao Poder, assim como D. Januário nada tem a ver com o Padre Marcelino (era ssim que se chamava aquele que fugiu da Madeira apra o Brasil?). Nem todos são fanáticos. E fora da religião, no ateísmo por exemplo, também se dá o mesmo - há ateístas fanáticos e "fundamentalistas". Os anarquistas do início eram fundamentalistas e de certa forma terroristas. Alguns vieram a passar-se para o lado do sistema que antes condenavam.
O que nos interessa pois é o elemento político do fenómeno da ascenção do islamismo de natureza e inspiração fascistas. Achamos interessante que se fale e estude o Islão para se compreender melhor os fundamentos desta religião mas não é tema que nos interesse ou sequer venha à colação quando se trata de combater o fascismo islâmico que é tão religioso como era o Hitler, o Djerzinsky ou o Beria em relação ao catolicismo. Quanto ao mundo árabe (de que ninguém práticamente quer falar), importaria falar nos prejuízos provávelmente irreparáveis que esta gente da Al Qaeda e similares, lhes está a causar. O capitalismo e alguma arrogância "imperial" norte-americana, francesa e inglesa (para só citar estes três casos, mas há mais), fizeram e fazem alguns estragos mas os piores e mais irreparáveis são os estragos causados pelas organizações fascistas islâmicas, tal como Hitler e o partido nazi causaram ao próprio povo alemão. Sobre isso não restam dúvidas. Tal como sucedeu com o Hesbolah que foi obrigado a considerar que tinha cometido um enorme erro ao raptar os soldados israelitas do lado de lá da fronteira do Líbano com Israel, também as outras organizações fascistas islâmicas (as quais actuam no Afeganistão, no Iraque, no Irão, nas Filipinas, na região do Sael africano, etc), deviam ter a coragem de assumir os erros que estão a todo o momento a causar ao próprio mundo árabe e aos povos islâmicos. Não tenhamos sobre esta questão a mais pequena dúvida: no dia em que os povos árabes perceberem que são os seus interesses enquanto povo e cultura que estão a ser prejudicados pelo "aventureirismo" das acções islamofascistas, serão os fascistas islâmicos os primeiros a cair.
O capitalismo sempre existiu enquanto economia de mercado, liberdade de circulação de capitais, etc. Nalguns casos houve e há arrogância norte-americana, como há arrogância francesa, portuguesa, etc. Mas tal sempre existiu enquanto o comércio livre e o turismo traziam aos vários países árabes milhares de norte-americanos, ingleses, franceses, portugueses e por aí adiante. Quem não se lembra de "Casablanca", o filme de Michael Curtis, com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman? Então quem eram aqueles senhores de fez que se davam extraordináriamente bem com os americanos ali "refugiados" ou "em passagem"? Eram ocidentais? Então não eram árabes como os que agora são manipulados pelos islamistas reaccionários e incendeiam igrejas católicas, matam turistas ocidentais e até compatriotas seus?
A questão da "opressão" capitalista e imperialista norte-americana, tal como antes com o colonialismo (os países que hoje se tornaram "independentes" são governados por corruptos africanos, trocando-se assim os tais colonialistas por gente que rouba descaradamente o seu próprio povo e mete as suas fortunas em bancos suíços), é uma falsa questão pois no tempo do "Casablanca" já havia capitalismo e era possível uma convivência pacífica e em muitos casos cooperação económica, cultural, etc. Resumindo: não se ia a um mercado de Tânger para se sair sem cabeça ou com as pernas e braços amputados por explosões. Não foi portanto o capitalismo nem os americanos que geraram o fascismo islâmico, ele já existia há muitas décadas, é a documentação bibliográfica existente que o comprova e sobra em quantidade.
O que os islamistas fascistas fazem com o povo árabe é o mesmo que certas oposições nos países democráticos fazem com o Estado e na maioria dos casos com o Governo - a culpa de todos os males é do Estado e do Governo, os sindicatos e as organizações políticas da oposição nunca têm culpa de nada. Estamos à vontade para o dizer porquanto quase sempre estivemos em desacordo com os governos que se foram sucedendo em Portugal. Mas há uma coisa que não podemos esquecer - são as pessoas que votam para esse Estado e para esses governos, não são impostos por qualquer forma de totalitarismo político. São os cidadãos que metem lá as repartições que não os atendem bem, metem os serviços de saúde que os mandam para casa para morrer por negligência médica, são os cidadãos que metem lá os políticos nas autarquias para depois eles não lhes resolverem problema algum, etc. etc. Mas para os cidadãos a culpa não é deles nem das oposições, é sempre do Estado ou do Governo, ou dos dois.
O mesmo faz a Al Qaeda e as outras organizações fascistas similares - tudo o que de mal acontece mo mundo árabe e islâmico é da responsabilidade dos "imperialistas" norte-americanos. O bode expiatório para a fraca gestão dos dirigentes árabes (tal como os africanos), em relação aos problemas das suas sociedades são sempre os americanos. Antes eram os colonialistas franceses, portugueses, belgas, etc. Agora que já tomaram de assalto esses países, enriquecendo com os seus próprios recursos, viram-se para os EUA, culpando-os e acusando-os de tudo.
É verdade que há a CIA, que existe o Pentágono, que há falcões e fascistas americanos desejosos de controlar o mundo, isso é uma realidade. Mas isso sucede com outros estados e outras sociedades e ninguém fala neles. Sempre houve organizações secretas, pides e cias, com gente interessada em projectar os seus tentáculos por toda a parte. Mas isso não é a América. Não é a América dos cowboys, não é América do Ohio, nem a América dos nova-iorquinos. É uma América que também gera os seus próprios contrários. Tal como sucede na França, na Sérvia, no Kosovo, em Portugal, etc.
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