Blog dedicado a Theo Van Gogh, cidadão e cineasta holandês, bisneto do famoso pintor, assassinado numa rua de Amsterdam por um fascista islâmico. O avanço do islamo-fascismo na Europa e no Mundo é uma ameaça aos direitos fundamentais dos cidadãos. De todos, seja qual fôr a sua filosofia, religião ou crença. ɉ uma realidade, não uma fobia, como alguns afirmam na esperança de que esqueçamos qual a sua verdadeira essência e os seus objectivos.

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O avanço do islamismo na Europa e no Mundo é uma ameaça aos direitos fundamentais dos cidadãos. De todos, seja qual fôr a sua filosofia, religião ou crença. Não se trata de qualquer preocupação islamófoba. O único "medo" que temos (medo-pânico, talvez), é que a decadência dos povos árabes se mantenha e perpetue. E há sempre quem tire o maior proveito do obscurantismo...O deles (árabes) e o nosso...

Sábado, Dezembro 30, 2006

A execução de Sadham serve os interesses dos fascistas islâmicos!



Os fanáticos maniqueístas (de todos os matizes), acham sempre que há só duas faces do mesmo problema ou questão. Para uns e outros, a execução de Sadham vai servir de pretexto para justificarem as suas políticas estratégicas em relação ao conflito que opôe o mundo ocidental e uma parte substancial do mundo árabe e islâmico ao fascismo islâmico centralizado e conduzido pela Al Qaeda, em ligação com os vários grupos "fundamentalistas" espalhados pelos cinco continentes.

De um lado os que argumentam que se tratava de um ditador e um canalha e como tal merecia esta execução. Esqueciam pelo meio Pinochet, Videla, Franco, Salazar, Gualtieri, os ditadores birmaneses. Do outro os que sendo contra a intervenção militar contra Sadham tentam tirar o máximo partido dos erros cometidos pelas forças da coligação no Iraque para favorecerem uma política de negociação e apaziguamento com o terrorismo e fascismo islamita.
Para estas duas visões não há lugar para outras: ou se matava e rapidamente, sem que o julgamento prosseguisse até se apurarem as responsabilidades pelos tão falados massacres de curdos, shiitas, etc. (erro, em nosso entender, agora cometido), ou sequer haveria lugar a qualquer julgamento porque se trataria sempre de um julgamento feito após uma ocupação militar considerada por eles como ilegal. Entre estas duas posições nem sequer há lugar para a única que não pondo em causa a intervenção militar pretende que o julgamento de um regime não pode ser reduzido ao julgamento do seu responsável e ditador principal e que havendo esse julgamento, o mesmo deveria ser levado até às últimas consequências, isto é, dentro do quadro de um sistema de direito democrático e não como "vendetta" de um grupo (os shiitas) contra outro (os sunitas). Um julgamento que permitisse aos defensores de Sadham que apresentassem as suas razões e fundamentos(1), seria um julgamento verdadeiramente democrático, próprio de um estado de direito (ou este serve apenas para os seus funcionários e declarantes?). Poderá argumentar-se que o tribunal tinha legitimidade para julgar Sadham porque o Governo que lhe outorgara esses poderes era um governo legítimo saído de um processo eleitoral. No entanto a circunstância de serem assassinados alguns dos principais advogados de defesa de Sadham deveria merecer uma resposta democrática e firme do tribunal, rejeitando julgar Sadham enquanto as condições de igualdade entre defensores e acusadores não fosse absolutamente assegurada, como sucede nos países democráticos ocidentais. No caso português imagine-se que seria constituído um tribunal para julgar os crimes cometidos pelo fascismo e particularmente por Marcelo Caetano e que esse tribunal permitisse que os advogados deste último fossem assassinados um por um sem que fosse tomada qualquer medida no sentido de evitar o prosseguimento de um julgamento que seria sempre uma farsa. Imagine-se por exemplo que os EUA invadissem Cuba e um tribunal fosse cosntituído para julgar Fidel Castro. Alguém pensa que seria possível condenar à morte Fidel Castro sem uma grande parte dos países europeus pusesse em causa as suas realçãos com os EUA? E a Rússia, o que faria a Rússia? E contudo Fidel é acusado pela oposição de ter morto milhares de cidadãos cubanos!.

Foi pois um excelente serviço prestado aos inimigos da liberdade e da democracia (e uma boa ajuda aos movimentos ditos pacifistas e humanitários na sua cruzada anti-americana), e um entrave sério ao combate contra o fascismo islâsmico por parte dos cidadãos livres. Os estados e os políticos-marionetas das grandes corporações (democratas ou republicanos, esquerdistas ou neo-conservadores), podem sorrir de satisfação mas as consequências maiores deste e doutros erros serão a breve prazo pagos pelos próprios cidadãos, não por eles.


Nota:
(1) E foi precisamente isto que os antigos apoiantes de Sadham (a administração americana nomeadamente na época dos democratas no Poder e os vários estados europeus, socialistas ou democratas-cristãos), não quiseram que acontecesse pois o prosseguimento do julgamento iria revelar (tal como viria a suceder caso Milosevic não fosse assassinado na prisão), a cumplicidade dos serviços secretos norte-americanos e dos serviços secretos dos países europeus, com a política de Sadham já que este reprimia e continha a ofensiva dos grupos islamitas mais radicais (os waabithas, a jihad islâmica, etc.).
O prosseguimento do julgamento iria colocar muitos dos governos e políticos europeus nas primeiras páginas dos jornais quando os defensores de Sadham revelassem provas do apoio destes à sua política de contenção do islamismo mais radical.
Não foi por isso um julgamento para apurar as responsabilidades de Sadham e dos seus capatazes sanguinários nem tão pouco um julgamento para apurar a sua cumplicidade com os grupos terroristas que operavam no Médio Oriente e de cujo financimaneto tanto se falava.
Numa recente entrevista telefónica à AP, o advogado de Tarek Aziz (antigo ministro dos neg´cios estrangeiros de Sadham) afirmou que a execução de Sadham estaria a ser apressada apara evitar o tstemunho do próprio Aziz, no qual este iria revelar (e citamos), "dados importantes sobre o envolvimento de muitas personalidades locais e estrangeiras" em relação a acontecimentos relacionados com a morte de milhares de pessoas durante o conflito Iraque-Irão". (ver artigo completo no "International Herald Tribune").



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Azazel, Trinca-Fortes - Sábado, Dezembro 30, 2006

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