Blog dedicado a Theo Van Gogh, cidadão e cineasta holandês, bisneto do famoso pintor, assassinado numa rua de Amsterdam por um fascista islâmico. O avanço do islamo-fascismo na Europa e no Mundo é uma ameaça aos direitos fundamentais dos cidadãos. De todos, seja qual fôr a sua filosofia, religião ou crença. ɉ uma realidade, não uma fobia, como alguns afirmam na esperança de que esqueçamos qual a sua verdadeira essência e os seus objectivos.

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O Islamismo na Europa - Eurabia

O avanço do islamismo na Europa e no Mundo é uma ameaça aos direitos fundamentais dos cidadãos. De todos, seja qual fôr a sua filosofia, religião ou crença. Não se trata de qualquer preocupação islamófoba. O único "medo" que temos (medo-pânico, talvez), é que a decadência dos povos árabes se mantenha e perpetue. E há sempre quem tire o maior proveito do obscurantismo...O deles (árabes) e o nosso...

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

A amálgama está na cabeça de Stefan Durand




Num artigo do "Le Monde Diplomatique" Stefan Durand tece uma construção meramente retórica para pôr em causa o neologismo (a que chamaríamos apenas de termo), de "islamo-fascismo", o qual, segundo ele, teria sido adoptado por George Bush(1) e outros neo-conservadores. para implicar um vasto leque de organizações como sucessoras do Nazismo e do Comunismo(2).
Segundo o mesmo autor, esta associação do fascismo com o islamismo não só é desajustada como tenta deliberadamente promover a ideia das "guerras preventivas" (3).

Diz o autor a certo passo do seu artigo:
A substituição da guerra contra o terrorismo pela guerra contra o fascismo islâmico e a tipificação dos movimentos fundamentalistas muçulmanos na linha do que se chamou no século XX, sem qualquer distinção, os totalitarismos, não é inocente. Ela visa legitimar as políticas belicistas, fundamenta-se em amálgamas e liga-se aos os cordelinhos da política do medo.

O sr. Stefan Durand não lê certamente blogs e muito menos os que não provém da sua lavra, se é que os tem. O termo "islamo-fascista" (ou islamofascista), não foi inventado pelo Sr. Bush, nem pelo Sr. Stephen Schwartz(4), nem pelo historiador Malise Ruthven. Isso são invencionices provenientes do cérebro amalgamado do Sr. Stefan, já que o termo é frequentemente utilizado pelos web sites e blogs anti-islamofascistas, nalguns casos muito antes dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, a partir dos primeiros textos conhecidos da Al Qaeda e de outras organizações congéneres. O Sr. Durand é um pensador desatento e como é típico no "Le Monde Diplomatique", habitualmente de produção terra a terra, a que vê as superficialidades e não consegue vislumbrar as verdadeiras causas dos fenómenos, nem as primeiras nem as últimas. É um pouco como aqueles simplórios que não concebem que haja um islamismo de natureza e intenções fascistas porque não existe um fundador de uma teoria fascista no Islão, como se o dirigente máximo da Al Qaeda e outros dirigentes islamistas reaccionários não tivessem já produzido material, quer por transmissão oral, quer bibliográfico, mais do que suficiente para se avaliar do seu pan-islamismo e dos interesses belicistas e totalitários que os movem. Quanto às teses racistas típicas do nazi-fascismo (o "apuramento" de uma raça superior, a raça ariana, cujo modelo principal era o próprio Furher), os islamistas fascistas também não perdem a oportunidade para "aperfeiçoar" a sua raça (com o Corão a servir de suporte ideológico, tal como o Mein Kampf o era para os fascistas alemães), ao matarem os seus próprios adversários árabes e islâmicos e ameaçando destruir os infiéis que somos todos nós, por termos nascido mais a ocidente.
Não serve de nada falar na dispersão das organizações islâmicas de natureza fascista e pan-islamista, como se se ignorasse que também o fascismo italiano ou o militarismo e nacionalismo japonês tivessem algo a ver directamente com o nazismo de Hitler e Goebbels inspirado em Karl Haushofer e outros. O que nos interessa aqui não é saber se existe um centro fascista islamista universal (que aliás o há embora viva em grutas e caves e se disfarce por entre pacíficos aldeões paquistaneses ou afegãos), mas sim se o projecto islamista ultra-reaccionário tem uma natureza e propósitos de implantação de um poder totalitário sobre todos os seus inimigos e adversários, os tais infiéis.

Stefan Durand sabe bem que os fascismos poupavam os "apaziguadores", isto é, deixavam-nos para a segunda fila no pelotão de fuzilamento. Tal como no passado com os nazis, aos islamofascistas não interessa atacar por ora os apaziguadores, os que fazem o seu jogo de invasão progressiva da Europa e dos vários continentes (facilitando nas leis de emigração, etc.). Pelo contrário consideram-nos como os "fracos", servindo-se dos mesmos, tal como Hitler se serviu dos apaziguadores franceses e ingleses (Daladier, Chamberlain, etc.), antes de decidir invadir a Europa.
O facto dos islamofascistas se escudarem atrás do elemento religioso não significa que o seu projecto de implantação da lei islâmica em todos os continentes não seja um projecto ideológico de expansão do islamismo totalitário. Stefan Durand afirma que
"unindo-os sob a bandeira de fascistas islâmicos, dezenas de movimentos dispersos, muitas vezes em conflito uns com os outros e com objectivos muito diversos, permite a implantação de uma mítica conspiração islamista a nível mundial.

Ao dizer isto, Stefan Durand parece desconhecer ou finge ignorar que também os movimentos fascistas mundiais no tempo do III Reich eram movimentos dispersos e por vezes contraditórios entre si (o fascismo de Salazar tinha uma inspiração diferente e com raízes nacionais e os seus objectivos não coincidiam na totalidade com os objectivos dos nazis alemães, tal como sucedia com os militaristas e nacionalistas japoneses ou os movimentos fascistas italianos seduzidos pelas teses de alguns dos seus mentores principais e sem qualquer ligação com o que se passasva na Alemanha nazi. Não consta que a raça ariana procurada por Hitler tivesse qualquer correspondência com o que se passava na Itália, em Portugal ou na Espanha. Esses movimentos não podem ser confundidos com movimentos de inspiração nazi-fascita directamente ligados ao partido nazi ou inspirados por ele, como aliás sucedia com os grupos e partidos estalinistas e comunistas, nuns casos conflituando entre si, por vezes até de uma forma violenta. Como é do conhecimento geral os movimentos islamistas (tal como os partidos e organizações estalinistas), não têm o mesmo padrão de comportamento político e nem sempre os mesmos objectivos. O Partido Comunista Espanhol de Santiago Carrillo ou o PCI de Enrico Berlinguer nada têm (ou, mais exactamente, nada tinham) a ver com os partidos estalinistas da URSS, com o Partido Comunista Cubano ou com os partidos comunistas do leste europeu controlados pelo partido-pai da URSS.

Cai pois pela base o argumento de que para justificar o neologismo de islamo-fascismo (ou islamofascimo), seja necessário que haja movimentos unificados e exactamente com os memos métodos e propósitos. O que importa sim são os objectivos finais e o objectivo final dos islamofascistas é exactamente o mesmo, a conquista da Europa e de outros coninentes e a destruição dos EUA e a implantação da Sharia(5) em todos esses países e lugares.

O texto de Stefan Durand é pois uma caricatura de crítica, não uma crítica fundamentada e objectiva, servindo-se por vezes de elementos de grande ligeireza de reflexão (como aquele que pretende associar o termo de islamofascista com Bush para o desvalorizar e retirar-lhe consistência), para justificar aquilo que de facto caracteriza muitos dos pensadores e analistas do género - o seu anti-americanismo primário e o propósito de retirar crédito a um crescente movimento de combate ideológico e político contra as correntes fascistas do islamismo.




Notas:
1 - O "diabo texano" (ao contrário do pequeno ditador fascista iraniano Ahmadinejad, a quem nunca vimos sorrir), é apesar de todos os seus defeitos um homem de coragem e um dos raros governantes que tem tido a coragem de ironizar consigo próprio, qualidade que falta a todos ou quase todos os governantes europeus, já para nao falar nos dirigentes muçulmanos cujo reconhecimento do papel da auto-crítica é algo que não existe.
2 - Porque é que o Sr. Durand associa o Nazismo com o Comunismo? Serão os dois a mesma coisa ou é o articulista do "Le Monde" a delirar? Após as experiências falhadas de implantação do comunismo na Rússia, sabíamos que o Comunismo só é possível a partir de uma sociedade económicamente desenvolvida, pós-socialista. E foi isso que falhou. O que não sabíamos é que para analistas reaccionários e burgueses como Stefan Durand, o que existia na Rússia de Brejnev era comunismo e não estalinismo, isto é, o tal the totalitarism red. Tem saudades dele Monsieur Durand?
3 - Ver parte do seu artigo aqui. Quanto ao conceito de guerras "preventivas" o que parece extraordinário para Stefan Durand, é absolutamente "normal" para quem, como nós, é forçado a residir num bairro paredes-meias com criminosos e marginais de toda a espécie, isto é, se tens um vizinho que te ameaça diáriamente de morte, a melhor solução é comprares uma arma e aniquilá-lo logo que um tal acto se venha a justificar, isto é, antes que ele te mate ou mate a tua esposa e filhos. Se deixas que isso fique ao cuidado do 112, o mais certo é estares tramado e um juiz local, quase sempre incompetente ou "distraído", secundado pelo SOS Racismo, ainda te venha encerrar numa prisão qualquer, deixando os verdadeiros criminosos cá fora, dançando na boite com a pulseirinha colocada no pulso.
4 - Jornalista do "The Weekly Standard" inglês.
5- A "Sharia" é a lei islâmica, uma espécie de "constituição" islâmica que não respeita os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. Em linguagem mais "expresssiva" é uma Merda, um verdadeiro Inferno, como retrata o nosso companheiro brasileiro da Dystopia. Seria o mesmo que a nossa constituição republicana e laica, aprovada por partidos que, mal ou bem, foram eleitos democráticamente e não impostos por uma qualquer seita ou religião, católica, protestante, islâmica ou judaica, deixasse de existir para dar lugar a uma coisa absurda que deteminasse que as nossas esposas e filhas pudessem ser partilhadas por um filho da puta qualquer armado em mullah ou califa.



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Azazel, Trinca-Fortes - Quinta-feira, Novembro 16, 2006

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