O homem que gostava das mulheres

Sábado, Janeiro 10, 2009

Te chupo




Quem hoje andou pelas águas da Internet, notou que as navegações estão lentas os barcos estão quase parados. Tão lentas como a câmara do Oliveira que filma mulheres de ficção, mulheres que não existem a não ser na sua própria cabeça e nas conversas de café com os amigos. As mulheres do Oliveira são praticamente intocáveis, inexistentes, não bebem (talvez bebam mas tão lentamente que não percebemos quando o fazem), não fumam (isso ainda pior além de ser politicamente incorrecto e irritar os eco-fascistas), e sobretudo não fodem, isto é, fodem com o pensamento, com o espírito (o que, como o leitor certamente está de acordo, não é bem a mesma coisa).
Mas adiante, falemos então no tema que me trouxe aqui:

Há meses (e só agora o notei, imagine-se quão distante ando do meu próprio blog), alguém (senhora ou cavalheiro até), respondeu a um dos meus postings com uma simples frase "Te chupo". À partida, com o "Te" em primeiro lugar parece ser de alguma (ou algum) "forasteiro", brasileiro ou talvez até do continente africano. Mas seja qual fôr a sua origem a sua frase deixa antever alguém que tem bom senso e que em vez de dizer disparates vai direita(o) ao tema central - a intenção de chupar. E chupar o quê perguntarão os leirores e pergunto-me eu. Pode à partida pensar-se ser o meu pénis (ou caralho para falar directo e mais direito), mas também pode ser algo de diferente (como o anúncio do Ferrero Rocher). Neste caso pode ser "chupar" mesmo o que não tenho em conta bancária. Pode ser a aspiração de algum(a) vampiro(a) em pleno voo sobre a janela que se ergue sobre a minha cama (como no filme do Polanski). Mas também pode ser o ministro das finanças português qual avarento de Molière, batendo-me à porta e salivando os últimos dados sobre o défice nacional.

Quem será a minha chupadora (ou será um chupador)?



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Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Boas Festas Lindas!



Boas Festas e um Bom Ano!
Mulheres de todas as côres e tons, uni-vos (e já agora amai perdidamente). Pois da vossa união há-de certamente sair coisa de agradecer aos deuses, para nós vossos eternos admiradores e amantes.



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Segunda-feira, Dezembro 17, 2007

E tem toda a razão Inês!

O comentário da Inês Subtil além de subtil é oportuno. Chamar vagina a uma cona é o mesmo que chamar pénis a um caralho. Imagine o leitor, falho de preconceitos e tabus, ausente de formalismos sexológicos tipo academia de bem foder, ao largo do Caldas ou do Rato, é o mesmo, se uma mulher nos pedisse "Querido, oh querido dá-me o teu pénis, é assim que se diz não é amor?". E o marido respondesse "sim, minha amada, dá-me a tua vagina". Se nos distanciássemos da cena, como se faz habitualmente ao vermos um filme do Oliveirá, aquilo parecia uma aula de anatomia dada aos pequenitates do 7º ano, ou ainda menos!

As conas, já vem do tempo dos Surrealistas e até antes deles, diga-se, são conas, gretas, ratas e nunca, never, vaginas. É assim que vale a pena chamar-lhes e além disso dá mais tesão. É verdade que não dão filhos (para desagrado de alguns políticos e teóricos da população), mas o acto faz-se com mais encanto e prazer. Dá para morrer logo a seguir. Quem morre a foder morre sempre nos braços de Deus. Não do Pinheiro mas do Outro, o velhote omnisciente, a consciência Toda que nem mesmo ao foder uma rata nos deixa de abençoar porque estamos em plena conjunção com o divino.
Com Ele.







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Domingo, Julho 08, 2007

As ratas que as mulheres têm entre as pernas



Ao contrário do que pensam os cultores de uma linguagem erótica mais "refinada" ou "culta", as mulheres apreciam a linguagem erótica obscena, directa ao assunto da ordem do dia, digamos assim.

A cona é uma "rata" e quando se fala nela em pleno sexo, a mulher agita-se e tem mais tesão. Não somos nós que o dizemos, são elas. Não temos culpa mas é assim. Imagine o leitor que está em pleno acto e resolve chamar vagina à rata da sua parceira. Ela continua a fornicar claro mas já não é a mesma coisa. Começa a pensar que o leitor é um anatomista ou um enciclopedista, desses que procuram a ordenação das palavras mas não a sua intensidade, a sua força e carga simbólica. Vagina é para os enciclopedistas o que a rata é para os que gostam de foder as mulheres, abrir-lhes as pernas e meter-lhes a lingua e o caralho naquela floresta que abriga não apenas duendes mas histórias de encantar. Cada rata tem os seus contos de fadas para contar. Era uma vez...

Aparar as ratas dá-lhes um certo ar de conas novas-ricas (percebes, não é?), mas também não é coisa que se desperdice. Parecem mais novas quando estão assim aparadas, o que deve dar uma tesão àqueles que apreciam as mais novinhas. Mas nós somos dos que preferem elas cabeludas, de preferência claro. Com uma pintelhaça do tamanho da Amazónia não há mastro que não levante e siga a viagem até aos confins da selva. Por outro lado sentimo-nos próximos da Natureza selvagem e agora que tanto se fala em proteger o ambiente, deviam tomar medidas para que essas florestas não fossem cortadas.

Mas o fundamental que aqui nos trouxe hoje foi falar na semântica erótica. Dizer da diferença entre falar em vaginas (como fez a Guida Maria numa peça de teatro estreada talvez há mais de dois anos), e falar de conas ou ratas. E agora que a sociedade deixou de ir tanto à sacristia, a rata que a mulher tem entre as pernas (não desprezando o "material" periférico), adora que lhe chamem assim quando está a ser penetrada, é muitas vezes assim que alcança os orgasmos maiores e mais sentidos.

É claro que as coisas (mesmo na linguística erótica), têm o seu contexto próprio. Tal como não faz sentido falarmos em termos científicos quando estamos numa galeria de arte, também não faz falar de ratas e conas, quando estamos com uma mulher a tomar um café, com uma quantidade de olhares sobre nós, o ruído das chávenas a tocarem-se, o arrumador a gritar lá fora. É na intimidade que esses termos fortes exibem a sua plumagem mais rica e multicôr. Aí sim é a arena onde o caralho e a cona (rata) se entrecruzam tecendo trocadilhos, poemas e até palavras cruzadas.





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Sexta-feira, Julho 06, 2007

Tinha um pénis enorme...



Aquele homem tinha um pénis tão grande mas era completamente inútil do ponto de vista erótico. A mulher usava-o apenas como cabide.



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As mulheres (im)perfeitas nuas...



Mulheres imperfeitas ou a perfeição é um mito. Uma mulher imperfeita assim é sempre uma beleza.

E dirão alguns: "Nota-se que gostas de mulheres lá isso gostas. Até uma assim tu colocas no teu blog." E é verdade caros concidadãos de lingua portuguesa (e não só). Qundo se gosta mesmo das mulheres não é a curvatura dos quadrados que nos importa mas sim a curvatura dos círculos. E mesmo maduras, os círculos (e os ciclos) lá estão. E depois há a poesia. Também se aprecia uma mulher pelo lado poético. Fundem-se as tetas e as nádegas com o giz das equações ou da literatura para adormecer (Bessa Luís e outras). Mas são sempre as mulheres. Deusas. Sem elas a nossa existência não passaria de um campo de futebol com uma série de tipos a dar pontapés numa bola e a atirar petardos uns aos outros. Um Big Bang só de porrada e idiotia.






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As mulheres e o Verão



Todos aqueles que gostam das mulheres preferem sempre o Verão e aguentam todo o calor possível e imaginário, para poderem vê-las descobertas. A navegação que se faz é diferente daquela que levou aqueles bravos portugueses de 1500 às terras e mares do Adamastor, mas também requer alguma ousadia. Sobretudo com as que tentamos seduzir e passam-nos ao lado como se fossem asteróides. Mas vale sempre a pena tentar.




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Terça-feira, Julho 03, 2007

Pussy what?



Exageramos sempre ao pensar que "pussy" tem apenas a ver com a gruta que a mulher tem entre as suas pernas e que nos encanta e nos faz perder nos abismos a que tenho vindo a fazer referência. São abismos e fatalidades contudo preferíveis a todos os outros e outras. Nós preferimos afundar-nos aí nessa morte quase certa (como faz e bem o macho louva-a-deus que se deixa calmamente devorar pela sua parceira de quarto), do que andar a descontar para o Teixeira dos Santos.

No caso da "cona" na nossa língua (a falada, não a outra), que tem, segundo sei, apenas um significado que é o que indigna os juízes se alguém a profere em pleno tribunal, não há segundas interpretações - cona é cona. Mas a "pussy" já quer dizer muito mais coisas.
A imagem que em cima apresentamos refere-se a uma gatinha simplesmente atravessando uma rua sob o olhar atento de vários pastôres alemães (prefiro sempre com o til, desculpem lá os da nova ortografia). E no Google, em "imagens" não se encontra outra "pussy" senão esta, as outras estão "filtradas" como sucedeu com a minha imagem (woman2.jpg) que fazia levantar o número de visitantes do meu blog e que agora foi "filtrada" também, reduzindo esse número de 448 de média diária, para pouco mais que 40.

A minha homenagem pois às "pussy" de todo o mundo, à Pussy Galore (personagem de um filme de James Bond), à Pussycat (do "What´s new Pussycat" do Tom Jones, e de tantas outras "pussy" que passeiam pelos nossos quintais e telhados. Viva a Pussy.



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Uma bicicleta de substituição



Eu tinha referido e avisado: as novas tecnologias servem perfeitamente para as mulheres que procuram um substituto para o parceiro que têm. Elas vão avisando, reclamando, reclamando. E eles continuam a preferir o futebol, a côrte de dirigentes desportivos a destilarem ódio uns contra os outros, as cervejolas com os "amigos", etc. E elas reclamando, reclamando.

Agora surgiu uma nova bicicleta. Óptima para longas viagens e sempre que se deseja cornear o marido e não se tem à mão um cavalheiro sedutor para o fazer.

As fotos inseridas neste "posting" estão a correr na Internet. Foram contudo extraídas do blog Um Olhar Atento, a quem agradecemos solicitando também que mude na sua lista de favoritos, o nome do nosso blog, isto é, passando de "os homens preferem as virgens" para "o homem que gostava das mulheres". Obrigado Carlos Victorino.



Os homens entretanto vão ao futebol e deixam as mulheres em casa. Alguns porém à falta da mulher...
Não que tenhamos algo contra o género gestual típico dos jogadores de futebol (e não só). Era o que faltava que um jogador já não pudesse tocar as bolas do adversário ou mesmo do parceiro de equipa. Nada de preconceitos pois não estamos nessa. Gostar de mulheres sim mas nada contra outras sexualidades.



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Quarta-feira, Junho 27, 2007

Regressemos às mulheres



(Gustav Klimt "As três idades da Mulher")

Depois da incursão anterior por um tema tão sórdido como é a censura, seja ela por "razões técnicas", por "critérios jornalísticos" ou por qualquer outra justificação, regressemos ao tema do nosso blog - as mulheres, les dames, the ladies.

Oportunidade para anunciar que abrirei em breve (talvez ainda hoje), uma galeria de arte aqui no blog, dedicada a obras de arte (pintura, desenho, escultura, etc.) sobre ou feitas por mulheres. Oportunidade pois para se perceber que o corpo da mulher faz parte integrante do seu espírito, não há compartimentos separados, uma para o corpo e outro para o espírito, tal como não há no homem e todos aqueles que pretendem separar o sexo e as partes mais belas da mulher do seu espírito ou inteligência, são os mesmos que a tentam vulgarizar, masculinizando-as (transformando-as em soldadinhas de chumbo para derreter nas guerras) ou remetendo-as para funções subalternas quando elas, pelo menos nos países que sofreram profundas revoluções, não são apenas dominantes como também são as que podem ajudar a libertar o homem quer da alienação, quer da sua própria degradação ao nível mental e cultural.



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A censura confirmou-se!

Aquilo que nos parecia ter sucedido de facto aconteceu - o nosso blog passou no SiteMeter de um dia para o outro de 448 visitas diárias (ver Blogómetro) para 77. Não há qualquer mistério: simplesmente alguém no Google ou no SiteMeter ou a Excelsis Machina passaram a não contar com as entradas vindas por imagens, como demonstram as estatísticas do SiteMeter abaixo referidas e relativas à data de anteontem, ou seja quando a contagem diária estava nos 448.



Agora no quadro abaixo veja-se o momento de passagem da livre expressão para a censura, isto o momento em que as imagens (e portanto a pesquisa por imagem) deixam de contar regularmente para as entradas diárias (apenas se deixam entrar algumas através do filtro). Hábil não é verdade?




Podem alguns leitores avançar: "Mas isso pode ter sucedido com outros blogs, pode não ser censura." Sim, pode não ser, respondo-vos eu. Mas então se não é porque é que não há mais gente a queixar-se nomeadamente aqueles blogs que vivem de fotos de "gaijas nuas" como lhes chamam? Se o Google.br passou a filtrar todas as imagens de conteúdo erótico ou porno, então porque é que vamos ao Google.br, fazemos uma pesquisa por "woman.jpg" e aparecem lá imagens eróticas também? Estranho. não é?
Quanto a erro técnico também é estranhíssimo pois há pessoas que continuam a entrar nas páginas através das imagens e nomeadamente de uma das imagens que atrai mais visitantes ao meu blog, "woman.jpg". Em conclusão ou o SiteMeter ou o Google (e este já fez censura recentemente a sites feitos por cibernautas da China), estão a "filtrar" essas visitas de modo a que não surjam como visitas diárias embora as pessoas de facto entrem no blog e portanto deviam contar como visitantes.
Aliás como toda a gente que "anda nisto" sabe bem, muitas vezes é através de uma imagem (de arte por exemplo, ou de ciência), que se consegue descobrir um site ou um blog de interesse.

Enfim, coincidência ou não, num posting anterior eu tinha acabado de referir a entrada do blog no Top 100 do Blogómetro com 448 visitas e de repente fizeram-no descer para as 77 (número que o SiteMeter apresenta como tendo entrado ontem, quando o ShinyStat que assinei anteontem, apresenta um total de visitantes à hora a que escrevo o presente "posting" de 487 visitas!). Que grande salto, oh lords of censorship!




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