No Cu de Judas
Vá lá, desta vez não foi um ano!
Desde Junho de 2007 que não escrevinhava nada aqui no Cu de Judas. Talves fosse por ser cu ou pelo dito ser hoje mais vocacionado para a delação e a traição, tão costumazes aliás neste reino de Josés (o Sócrates mas também o Magalhães e o Fonseca e Costa), e de Jorges (há falta de um Borges temos um Coelho e um Gabriel).
E hoje escrevi porque não sendo dado a festejos e a mitos urbanos, apeteceu-me recordar o José Afonso - não o Zeca porque esse era da UDP ou das B25PumPum e cantava coisas assim "o que faz falta é animar a malta, o que faz falta...", mas o poeta e trovador José Afonso que entoava os "Cantares do Andarilho" e que um dia, lado a lado com um poeta entretanto já ido (felizmente que não em Março), deu-me o braço e lá fomos caminhando até o tal cafézinho que fica mesmo em frente à "Assírio e Alvim" do Hermínio Monteiro (anda não consegues olhar-me de frente companheiro?), também ele já partido em dois e o que ficou para sempre na minha (aliás suspeitíssima) memória foi o facto de eleger os surrealistas (Cesariny, António Maria Lisboa, etc. todos menos o Oom e o Forte da "Carta ao Papa"), para aumentar as audiências editoriais da citada Assírio.
E assim recordando estes amigos (que procuraram sempre trocar-me as voltas para armarem ao pingarelho, isto é, para armarem ao importante, todos menos o José Afonso), resolvi hoje plantar na minha horta de cordel, uma dúzia de pepinilhos e mais igual quantidade de pepinos e de milho. Os pepinilhos foram dedicados ao Duran Clemente e os outros vegetables, sobretudo o milho, ao José Afonso, por causa dos "Cantares..." e do "Milho Verde".
Ao lado do Jose Afonso, também coloquei no jazigo em cimento e terracota (onde deposito geralmente os remains dos meus gatos e cães quase sempre envenenados pelo bom povo da vizinhança), alguns pés de pepinos dedicados ao Movimento das Forças que se desarmaram, sobretudo para me lembrar de todos os que valem a pena, o Victor Alves, o Vasco Lourenço, o Otelo, o Sousa Castro, e todos aqueles que mais do que nós, a trupe do Marcelo, do Mário Soares, do filhote João e do Carlucci (trupe que está agora em força na actividade bancária, lucros de 40 e mais por cento ao ano, ao mês e até ao dia!), conhece mais do que nós, de gingeira.

Mário Lino tem razão
O ministro das obras púbicas tem razão nesse ponto. Mais do que um deserto isto é uma miragem. Quem quer que tenha caído por estas bandas e não consiga sair (um porque investiu aqui todos os haveres ou porque sim), sabe que a desertificação é algo que em primeiro lugar pouco preocupa os indígenas locais. São aliás eles os primeiros a correr com os que vêm de fora ou por aqui ficam, tal como sucedeu comigo, só porque tiveram um dia de azar e fizeram uma má opção ficando.
O que Mário Lino não disse é que são eles os ministros e os seus camarades no Partido Socialista e no Partido Estaliniste (e também alguns da direita), que preferem que as coisas fiquem assim ou piorem ainda. Os mega projectos para endividar o país ainda mais, os projectos de cabeça de vaca dos ministros satisfeitíssimos do PS e PSD que servem para despovoar ainda mais as zonas rurais (com o empurrãozinho das próprias populações locais, isso está sempre seguro), fazem com que o país não tenha recursos para investir no interior. A desculpa para o não investimento público nessas zonas é a falta de recursos financeiros do país mas o dinheiro não falta para os mega proectos cabeça de vaca dos governos "socialistas".
Para mim que aqui irei acabar os meus dias, tanto me faz o TGV como a OTA. O comboio nunca o verei passar por aqui e com alguma sorte lá verei um dos aviões a preparar-se para bater em cheio na serra de Montejunto, ao lado de uma das pistas da OTA. Esperemos que ao menos dessa vez siga vazio ou apenas com os ministros todos lá dentro. Com um pouco mais de sorte ainda será mesmo o voo inagural. Digo isto sem qualquer rancôr, claro.

De um ano para o Outro...
Aparecem por cá, comem, bebem, cantam a "Vila Morena", dão-me mais uns tirinhos na casinha azul e depois saem a peidar-se ruidosamente. É o 25 de Abril numa aldeia do Baixo Alentejo.
Até para o ano!.

A desertificação é uma das amigas do ambiente
A desertificação é amiga do ambiente.
Quando os amigos do ambiente se sentaram abaixo de um pinheiro de frondosas ramagenss e cantaram "traz um amigo também" truncando o José Afonso pela Ágata ou mesmo pela Fafá de Belém (a puta que gere as mamas como se estivesse a fazer um apelo à poupança-reforma dos pobres, o Mozart não nasceu com elas e foi um dos maiores, foi um dos maiores Fáfá!.(1)
Ninguém pode construir nada ao pé ou dentro da desertificação, porque assim que começa a construir vem logo o "amigo do ambiente" e pronto, pára a obra. Pode ser até uma latrina colectiva, tipo um colectivo PC/WC, ou apenas um cyber-cimbalino em pleno Alentejo, no meio de um monte onde estão umas oliveirinhas da serra, o vento...o azeite de apenas 1 grau de acidez (até porque a maior acidez já vem das gentes), mas se os do ambiente reparam na coisa, embargam logo.
É por isso que dizemos, não sei razão, olhe que não sr. Professor, olhe que não...o ambiente é amigo da desertificação. Soibretudo quando se aramam as reservas. Aí sim.
Com a desertificação vão-se as pessoas e ficam os insectos, as moscas. Estas últimas (nós vimos isso muitas vezes quando vamos a Mértola), adoram a desertificação. Quando vai lá o Cláudio Torres, o das arqueologias árabes (só vê os restos da "civilização mourisca" e quando anda à procura desta descobre sempre a romana, o resto são cacos, pecinhas para guardar as azeitonas, vasinhos, jarrinhas!), as moscas isolam-se e ficam junto aos cafés à espreita que ele e a "malta" dos calhaus, desapareçam da circulação (não posso falar muito alto porque eles me ouvem, tamanho o silêncio que há por aqui). Finalmente quando eles partem para Lisboa, para as universidades que os sustentam e subsidiam, lá voltam elas a jorrar-se ao sol, lavando as asinhas e gozando a desertificção alentejana, o paraíso!.
Para os lados de Mértola goza-se de facto a verdadeira desertificação. Acarinhada e estimada pelos próprios, diga-se. No Parque das Conchas ou no Parque Europa em Lisboa, nunca compreenderão o que isso representa.

Se as reformas chegassem...

Hoje viu-os passarem e foram reunir para a venda. Era práticamente a aldeia em peso, inteira. Fui até lá. Não me ligaram importância nenhuma como de costume, mas ouviu-os com atenção.
E um deles pegou nos dedos da mão e contou "Quantos somos? Digam lá! Quantos somos?" E sem esperar a resposta, disse-lhes "Somos mais de duzentos".
"Agora façam as contas - peçam ao Ministro das Finanças que vos dê os números do que vamos perder pelos anos que nos tiraram e comparem com a reforma dele, a dos 6 anos no Banco de Portugal!
E todos se puseram a fazer contas. Também pelos dedos.
Não chegava. Ou seja a pensão do Ministro era superior às reformas de todos eles juntos!
Mas a coisa não ficou por ali. De repente vi-os sair e avançar para a aldeia mais próxima. Soube depois que tinham andado naquilo, de quilómetro em quilómetro, a comparar o incomparável, de aldeia em aldeia até chegarem à cidade mais próxima. Pelo caminho foram cantarolando e comendo couratos.
Ao fim do dia voltaram para casa. Soube por um deles que a pensão do Ministro ainda ia na dianteira. Todos juntos não ganhavam isso...
Não sendo populistas nem demagogos, achamos de facto que a pensão de um Ministro é sempre legal e mesmo que não seja faz-se uma lei para a legalizar. E a moral pouco tem a fazer nestes casos em que não é sequer chamada a depor.
Quando me falam de futebol...

Não há blog que não fale. E nomeiam os clubes de eleição como faz o Pedro Vasconcelos que deixou de fazer filmes (fingia que os fazia), para entrar na televisão como comentador!
Eu quando oiço falar de futebol, puxo pela pistola. Mas é uma pistolinha de água, do Mardi Gras.
Eles porém, a maioria, calmamente, chamam a polícia, tiram-me os direitos fundamentais e abatem-me num segundo.
É a vida.
Deixei-me dormir e quando acordei tinha pesadelo!

Hoje deitei-me como de costume com os meus lagartos verdes e quando acordei era já fim de tarde. E quando olhei no pequeno lago junto aos meus pés, lá estava, o turco. Não um turco qualquer, um cidadão turco, universal como qualquer um de nós que o seja, mas um exportado do Islamismo fundamental, amigo de Chiracs, Freitas e Soares. Tinha duas ou três granadas econdidas por debaixo das saias. Tinha entrado pela Alemanha, abertas as pontes e raias para o receber trunfalmente, passados que foram os anos em que deixaram entrar toda a Islâmica Reaccionária, após o referendo da Constituição Europeia (de fraca constituição física), o tal que não foi apoiado pelos povos mas que mesmo assim passou porque repetiram todos os referendos até dar SIM (as pessoas foram envelhecendo e os mais novos tinham perdido o juízo completo com tanta droga que lhes haviam metido para dentro, coitados!).
O turco olhou-me de soslaio, meteu o Corão pelo cu adentro e conseguiu enganar toda a gente na aldeia. Uns dias depois explodia com o hospital local. Na filosofia dele, se as pessoas já lá estavam é porque a viagem para o Paraíso não lhes custava praticamente nada. Era uma questão de os remeter mais cedo e poupar assim incómodos aos médicos habitualmente tão zelosos na arte de empacotar cadáveres. O Islão também já percebeu as virtudes da eutanásia.
Fingi que estava a dormir e sem querer deixei-me adormecer.
Aqui não houve eleições!

A eleição de alguém pressupõe a consciência de. Não houve, nem há. Consciência. Enganem-se. Aqui votaram no Sócrates como amanhã votarão num idiota qualquer, olhem no Jorge Coelho que lhes promete o estado social, um estado porreiro do estilo "a mãe dá", a miséria bem distribuída. Socialmente bem distribuída, entenda-se.
Mas se falo demais levo deles. Porrada e tiros nas paredes da casinha azul. Quem se mete com o PS, recordam-se? E eu já levei várias vezes.
Porém não tenho emenda, não adiro, não me inscrevo em nenhum partido. Prefiro estar assim nu. Não vestir as calças deles.
Prefiro continuar a dormir ao pé dos lagartos, deitado, barriga para o ar, à espera que me venham buscar para a última morada. Sei que vou partir assim um dia...
Ah finalmente uma morada!
O meu pesadelo post-mortem apenas este: E será que não me vêm de novo despejar ao fim de seis meses? Mudar para outro lado!