No Cu de Judas
Sexta-feira, Abril 21, 2006
  A desertificação é uma das amigas do ambiente A desertificação é amiga do ambiente.

Quando os amigos do ambiente se sentaram abaixo de um pinheiro de frondosas ramagenss e cantaram "traz um amigo também" truncando o José Afonso pela Ágata ou mesmo pela Fafá de Belém (a puta que gere as mamas como se estivesse a fazer um apelo à poupança-reforma dos pobres, o Mozart não nasceu com elas e foi um dos maiores, foi um dos maiores Fáfá!.(1)

Ninguém pode construir nada ao pé ou dentro da desertificação, porque assim que começa a construir vem logo o "amigo do ambiente" e pronto, pára a obra. Pode ser até uma latrina colectiva, tipo um colectivo PC/WC, ou apenas um cyber-cimbalino em pleno Alentejo, no meio de um monte onde estão umas oliveirinhas da serra, o vento...o azeite de apenas 1 grau de acidez (até porque a maior acidez já vem das gentes), mas se os do ambiente reparam na coisa, embargam logo.

É por isso que dizemos, não sei razão, olhe que não sr. Professor, olhe que não...o ambiente é amigo da desertificação. Soibretudo quando se aramam as reservas. Aí sim.

Com a desertificação vão-se as pessoas e ficam os insectos, as moscas. Estas últimas (nós vimos isso muitas vezes quando vamos a Mértola), adoram a desertificação. Quando vai lá o Cláudio Torres, o das arqueologias árabes (só vê os restos da "civilização mourisca" e quando anda à procura desta descobre sempre a romana, o resto são cacos, pecinhas para guardar as azeitonas, vasinhos, jarrinhas!), as moscas isolam-se e ficam junto aos cafés à espreita que ele e a "malta" dos calhaus, desapareçam da circulação (não posso falar muito alto porque eles me ouvem, tamanho o silêncio que há por aqui). Finalmente quando eles partem para Lisboa, para as universidades que os sustentam e subsidiam, lá voltam elas a jorrar-se ao sol, lavando as asinhas e gozando a desertificção alentejana, o paraíso!.
Para os lados de Mértola goza-se de facto a verdadeira desertificação. Acarinhada e estimada pelos próprios, diga-se. No Parque das Conchas ou no Parque Europa em Lisboa, nunca compreenderão o que isso representa.





 
"M´AVERGONHO DE ESPANTO QUE POR AQUI ME TENHO" ("No Cu de Judas", recordando Sá de Miranda).

Existe um lugar onde năo é possível residir senăo por vocaçăo ou distracção. O Cu de Judas é o pior lugar do Mundo. 0 lugar onde năo queremos estar sempre que lá estamos. É em Portugal e fica ao sul. Se pararmos por instantes a contemplar as serras ficamos por lá. Depois é o Diabo. Só se sai de lá directamente para a urna.

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