O Não limitou-se a travar a arrogância "europeísta"
O "Não" em França disse sim à travagem da arrogância tecnocrata, neo-liberal e ao anti-democratismo da actual orientação da UE. E disse sim para que todo o processo seja repensado. Aqueles que desejam uma Europa anti-atlantista é que foram derrotados. Mas a União Europeia não foi derrotada e muito menos a Europa. Foi a Europa da Revolução Francesa e das grandes transformações que ganhou. A Europa activa e não a Europa dos gabinetes ministeriais e dos partidos. A Europa das pessoas e não a Europa dos Comissários Políticos, a Europa do Sr. Oscar Friesker, do Sr. Soares, do Sr. Freitas ou do Senhor Chirac.
Porque repensar e reflectir sobre o "stress" da Europa, não é ser anti-europeísta. Aqueles que querem caminhar contra o voto popular e falam nas "elites" europeias é que foram derrotados.
E sendo anti-democratas outra coisa não será de esperar que não venham a impôr outro referendo para tentar mudar a vontade deste. Como já sucedeu na Dinamarca. A ver, vamos.


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