Sunday, November 28, 2004

Domingo, dia dos maiores espasmos orgásticos





Hoje é um dia especial para nós. É ao Domingo que decarregamos a líbido ao volante dos nossos carros velozes, comprados com o sucesso da entrada de Portugal na UE.
Ao fim do dia lá vêm os da estatística e os media falar das dezenas de acidentes e alguns mortos. Mas não podem imaginar o gozo que nos dá bater de frente contra um outro carro que vem na faixa contrária. É a suprema cópula. Tanto nos dá que sejam crianças ou adultos. O que nos importa mesmo é provocar o acidente e depois por entre os destroços do carro sentirmos o seio quente da amada, pode ser uma tipa qualquer que levámos a passear. A esporra mistura-se com a gazolina. Foda-se que prazer! Só paramos no hospital ou melhor que isso...


Wednesday, November 24, 2004

A minha mulher quando conduz...



Quando a minha mulher conduz ela também fica fora de si. Mesmo quando o trânsito corre fluidamente, ela deixa de olhar a estrada e agarra-me o caralho, puxa-o para fora e mete-o dentro da boca. É a vertigem total. A esporra vai toda contra o vidro da frente e deixamos de ver. Depois só paramos mesmo num cantinho qualquer da morgue.

Melhor que isso só mesmo o extasy na cama com o procurador.

Quando conduzo sinto uma enorme vontade...



Quando conduzo sinto uma enorme vontade de fazer amor. Bom, talvez não seja bem amor mas é semelhante àquela paixão sentida pelo louva-a-deus fêmea quando devora lentamente o seu parceiro macho.
É como sentir várias mulheres à volta de nós. Mulheres de ministros e secretários de estado. Todas percebes. Velhíssimas por debaixo das suas máscaras Avon. Esposas de bem. Melhor que isso...oh meu Deus...estou quase a vir-me só de pensar nas virtudes de uma condução a 200. Se há um engarrafamento (na 2ª circular por exemplo), o meu caralho parece acompanhar o ritmo da marcha lenta, caindo um pouco. Depois, já na auto-estrada ei-lo que levanta e endurece só parando quando o leite se mistura com o sangue, o BMW esmagado contra uma árvore na curva da estrada...
Adoro os fotógrafos junto ao meu crânio esmagado. Um deles enfia o dedo num dos meus derradeiros pensamentos como se estivesse a provar um pudim molotov.