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Soares apresenta alguns sinais de uma certa senilidade política.
Este juízo nada tem que ver e nem sequer é redutor quanto ao papel que desempenhou em defesa dos valores democráticos, facto que é e será sempre indesmentível. Mas esse facto, essa qualidade de lutador pelas causas democráticas e em defesa da liberdade, não lhe concede só por si a razão, sempre que se decide a empreender alguns discursos sobre a actualidade, quer interna, quer externa. Por outro lado, a andropausa, "fenómeno" muitas vezes associado a um certo "desvario" da razão, apesar de não ser assumida pela sociedade patriarcal e masculinizante (para não dizer mesmo machista), é efectivamente um problema com alguns graves "efeitos secudnários" para os homens, tal como a menopausa e as suas consequências o são para as mulheres. E dizemos isto para afirmar que muitos dos "sábios" do passado, grande parte dos seus anciãos, outrora lúcidos e argutos nas suas análises, começam a perder essas qualidades, resvalando muitas vezes (como no caso de Freitas do Amaral) para o oposto daquilo que defendiam antes. E o mais grave é que não querem dar-se conta do "fenómeno". Ninguém está a imaginar o Mário Soares do tempo das Brigadas do 25 de Abril a vir à comunicação social defender o princípio da negociação com os terroristas (e estes apesar das suas causas, também o eram). Pelo contrário Otelo (sem que tenha sido sequer provada a sua ligação a esses actos criminosos), esteve preso durante anos e tratado na Comunicação Social como se fosse, não um dos capitães de Abril mas um terrorista. Mário Soares, ao que conste, nunca veio defender que Otelo deveria estar cá fora (para se poder negociar não se pode estar preso, ou pode?). Por tudo isto parece-nos sinceramente que Mário Soares apresenta já sinais muito avançados de andropausa, com perda das suas capacidades de análise e reflexão. Se este femómeno (também em Mário Soares), é reversível ou não, com o recurso a alguma medicamentação suplementar, é algo que ainda está a ser discutido ao nível da ciência médica. Porém é um facto que tais manifestações ameaçam transformar-se (dado que há ainda milhares de portugueses que o ouvem como se fosse uma figura mitológica como Akenaten , Churchill, Kennedy, e alguns outros), em factos políticos novíssimos (aliás Zapatero deu o mote), isto é, conseguindo esta cambalhota fenomenal que é passar a considerar os terroristas islâmicos, como pessoas de bem, os quais "terão as suas razões" (tal como se fez antes da 2ª Guerra Mundial com os nazis), que "devemos tratá-los como pessoas que têm as suas dificuldades e que há que compreendê-los", ver de que é que padecem e tentar dar uma ajudinha. Para que depois não nos venham pôr bombas!. Ora isto é de uma total ignorância, de um total desconhecimento do que está na raiz do problema. Se recuássemos ao tempo da Reconquista e aplicássemos a "receita" de Soares, ainda hoje estaríamos a viver sob o mando mourisco, em Lisboa e Al Kasser do Sal. Claro que bastaria a Soares e a outros "pacifistas", ler alguns dos manuais que circulam pela Net (ele que leia os famosos "Princípios" do Hamas e veja o que é que este grupo preconiza para Israel), para perceber que o problema central não é porque os islâmicos passam fome, têm problemas, etc. Mas Soares só tem tempo para as suas "Memórias" (nós continuamos a preferir ler as ditas mas do Churchill). Não tem tempo para ler mais nada. E é pena. Aliás Soares sabe que a América Latina e a maior parte das regiões de África passam fome e não adoptam o terrorismo como arma política. Luta armada é uma coisa, terrorismo é outra. Ao contrário até, esses senhores do Terrorismo Islâmico são os primeiros a dar o exemplo de indiferença em relação aos verdadeiros problemas da Nação Árabe, com as suas fortunas colossais feitas à custa da exploração petrolífera na Arábia Saudita e noutros países do Golfo. Não consta que aqueles que trabalham nesses poços sejam ocidentais, portanto a sua exploração é feita por esses senhores que contudo falam em seu nome, como se fossem resolver com o terrorismo, qualquer problema dessas populações e nomeadamente a pobreza. Sim, a tal Europa que Soares também ajudou a converter numa coisa mole e sem princípios, a mesma Europa que passou de um dia para o outro, a hostilizar os seus velhos aliados (aliados que deixaram dezenas de milhares de mortos nas praias da Normandia), precisa de facto de ajudar esses povos, precisa de ir lá mais vezes (não de férias como o faz), precisa sobretudo de ajudar a criar as infra-estruturas que em vez disso troca por ajudas financeiras que vão parar às maõs do Arafat e outros mentores do Terror. Essa Europa de Soares, a mesma Europa onde Soares avec son ami Mitterand, (o mesmo que mandou construir a pirâmide para que se lembrassem sempre dele no futuro), se "entreteve" a destruir as identidades dos diferentes povos europeus, sempre esteve e estará de costas voltadas para os assuntos árabes, lembrando-se deles apenas quando vê que isso serve os seus objectivos anti-americanos. Aliás a melhor resposta a Soares veio dos próprios terroristas numa nota enviada à redacção de um jornal espanhol - "vamos agora parar os atentados até que cumpram a promessa (Zapatero) de retirar do Iraque". E Zapatero vai retirar. Ou seja, o que Mário Soares quer negociar é simplesmente isto: não nos façam mal, deixem-nos governar à vontade e nós prometemos abandonar a nossa aliança com os americanos. Fica prometido! É claro que os espanhós votaram ao lado de Bin Laden, (e se calhar lá no fundo a pensar mais nele do que em Zapatero). Os portugueses seguirão o mesmo caminho (com Soares à cabeça), e todos teremos, com as consequências que não será difícil antecipar, oportunidade para ver os resultados da nossa moleza, da nossa, porque não dizê-lo, cobardia. Aqueles que o puderem ver, claro. Não nos apetece mesmo nada dizer às populações o que devem fazer - que leiam, que estudem os fenómenos, em vez de passarem o tempo a ver as telenovelas e os futebóis, a tout l´heure. Soares estará com a sua andropausa e ao lado de todos os anti-americanos, a botar discurso contra a América e o seu "imperialismo" e depois no fim de tudo, logo se verá o que é que dá. Se fôr como no período antes da entrada dos americanos na guerra contra os nazis, (então quem mandava na política externa, eram de facto os "não intervencionistas"), então não nos custará a perceber o que se vai passar. Aliás não será por acaso que são precisamente os "amigos" do Islão que nos estão sempre a dizer "os ataques terroristas são inevitáveis, nada podemos fazer para assegurar a completa segurança das populações". Mas são precisamente esses que ainda não tiveram a coragem para nos dizer - "tomem de volta os vossos impostos e taxas porque nós não temos capacidade para assegurar a vossa segurança. Temos as nossas polícias, os nossos arsenais de guerra, os nossos submarinos, mas isso é só para dissuadir". Indiscutívelmente, a Velha Europa, a Europa Mole de Chiracs, Shroeders, Soares e Zapateros, (que ameaça pôr-nos a todos a recitar o Corão), já devia há muito ter arrumado as botas ou passar a tomar a hormona de crescimento como "suplemento alimentar". A não ser assim... Luís de Freitas, Kafir, Sintra 2032004 |