O Sheik David Munir, imã da Mesquita de Lisboa, tem-se mostrado reservado e cauteloso na denúncia do terrorismo, desculpalizando nalguns casos o "levantamento" anti-ocidental dado o apoio que o Ocidente tem dado a Israel, etc. Mas contraditóriamente não tem dito uma única palavra sobre a incompatibilidade entre o Islão e os métodos terroristas. É tempo de dizer realmente o que pensa!.



CARTA ABERTA AO SHEIK DAVID MUNIR DA MESQUITA DE LISBOA





O Sheik David Munir, Imã da Mesquita de Lisboa tem-se esforçado por manter "calmos" os portugueses, apelando à paz e à serenidade em relação à comunidade islâmica portuguesa (cerca de 35.000 pessoas).Até aqui tudo bem. Os portugueses realmente devem estar calmos e não se atemorizar perante um bando de fanáticos, como fizeram os espanhóis ao mudar as suas intenções de voto só porque um bando de assassinos resolveu abater mais de 200 civis inocentes no espaço de segundos!.

No entanto e ao mesmo tempo que pede calma aos portugueses (o que é naturalmente razoável a fim de prevenir eventuais excessos anti-árabes ou anti-islâmicos no caso de um eventual ataque terrrorista em Portugal), perguntamos: Além da calma a pedir aos portugueses não seria mais oportuno e urgente dizer claramente à comunidade islâmica aquilo que acabam de fazer os emires das Mesquitas de Londres, isto é, que o terrorismo, os métodos do terror islâmico, são contrários ao Islão?.

Acaba de ser publicado em Portugal, um "Relatório de Segurança Interna", que dá conta da existência de membros da comunidade islâmica portuguesa com ligações a grupos terroristas islâmicos. Isto não significa que estes membros sejam membros proeminentes da comunidade islâmica ou que haja qualquer ligação entre a direcção da Mesquita e tais membros. Mas que os há, há...
E todos os dias chegam a Portugal centenas de emigrantes islâmicos...No problem porque temos o SOSanti-semitismo!.

E nós não queremos nem a conversão ao Islão, nem que nos calcinem pelo facto de sermos "infiéis" ou simplesmente ocidentais. Felizmente nascemos aqui que é curiosamente (apesar de republicano e laico), também o local que V. Exas escolheram para viver. Se este local está infestado de "infiéis" e urge ser convertido, deixem-nos a nós escolher a que "conversão" nos queremos sujeitar. E há por aí tantas "sujeições" a que bem gostaríamos de nos submeter, nomeadamente as de natureza erótica. Que afinal, a antiga Pérsia tanto cultivava...
Muito antes do "entertainer" Herman José mostrar as "pilas" (aliás demasiado estilizadas), já os persas o faziam. E foi essa herança que nos ficou na memória, nunca nos passou pela cabeça que os persas tivessem problemas com a líbido.

A comunidade portuguesa em Portugal (mais de 9 milhões) espera que o Sheik David Munir saia da sua "concha" conciliadora e venha dizer o que todos esperamos ouvir - a sua completa rejeição do terrorismo islâmico.

Compreendemos que V. Exa esteja pressionado entre moderados e radicais, e que uma posição clara de condenação do terrorismo lhe seja pouco confortável. Estar no meio e não tomar posição, é sempre muito mais cómodo.
Mas não se esqueça do seu peso e autoridade no seio da comunidade que dirige.

Não se esqueça também que o silêncio é por vezes cúmplice.
Não se esqueça ainda de outro dado fundamental - a Inquisição Católica não foi contestada apenas por "infiéis" ou descrentes, mas também por muitos monges católicos que a contestaram e por isso foram torturados por ela.

Kafir Carlos Torres, 1042004