O "PACIFISMO" - CAVALO DE TRÓIA DO ISLÃO

Neste mesmo site, em artigo que traduzimos recentemente, fazia-se referência a uma obra do historiador alemão Jorg Friedrich , na qual o autor chega ao absurdo de afirmar que os aliados (americanos e ingleses principalmente), deveriam ser julgados por crimes de guerra devido aos bombardeamentos sobre a Alemanha com o fim de obrigar à rendição definitivado regime nazi. Não por acaso, alguns meses após a publicação "espectacular" da referida obra, a Alemanha (talvez não tão surpreendentemente,  em colaboração da França), coloca-se ao lado do Iraque e contra os Estados Unidos e a maioria dos países da NATO e da UE, por forma a impedir uma intervanção militar para desarmar o regime iraquiano das armas de destruição massiva (aliás já utilizadas no passado, quer contra os curdos no norte, quer contra o seu próprio povo, os shiitas no sul).

Aquilo que pode parecer (e parece a alguns menos atentos ou mais diplomáticos), tratar-se de uma simples divergência ou diferença de pontos de vista entre germânicos e franceses de um lado e americanos e ingleses do outro, é infelizmente muito mais grave. O que está em causa, quer hoje, quer no final dos anos 30, após a invasão da Checoslováquia pelo regime nazi, é a possibilidade de uma grande parte do mundo ocidental passar a viver sob a ameaça e a chantagem crecentes de uma ideologia e uma religião totalitárias que sustentam a linguagem  do terror como arma de intervenção política.
Ontem o nazismo, hoje o fundamentalismo islâmico.

E o mais grave é o facto de tudo isto estar a acontecer perante a "indiferença" (ou mesmo a cumplicidade), quer de certos governos ocidentais, quer (porque não assumi-lo?) de uma grande parte da opinião pública desses países, os quais em uníssono com os meios islâmicos em geral, não têm uns e outras escondido as suas simpatias e inclinações quanto à "penetração" de largas massas de "emigrantes" islamitas inflamados e dispostos a combater os "infiéis", dentro dos seus próprios territórios.

As manifestações "pacifistas" de largos milhares de cidadãos dos países ocidentais(1), muitos dos quais exibindo cartazes de Sadham Hussein, não é senão a reprodução quase fiel de uma realidade que se viveu no período de ascensão de Hitler ao poder e nomeadamente após os bombardeamentos nazis sobre a Checoslováquia e a Polónia. Então como agora, muitas das chancelarias ocidentais (e digamos com toda a justiça, grande parte da opinião pública), defendiam que uma acção punitiva contra Hitler não se justificaria porque Hitler não tinha a intenção de invadir toda a Europa. Tal como agora, muitos dos políticos europeus pouco se importavam com o que estava a acontecer com as perseguições aos judeus e tão pouco cuidavam de investigar as informações que já então chegavam sobre o Holocausto. Então como agora, o mesmo ódio e indiferença anti-semitas(antes os judeus, agora a "política" de Israel e a vitimização dos terroristas palestinianos).
Então como agora, o inimigo público nº1, o maior perigo para a humanidade, são os judeus, os "avaros" judeus que controlam a economia mundial, não são os que matam as crianças judaicas nos autocarros escolares mas sim aqueles que lhes dão combate com firmeza e determinação. Então como agora a defesa do não-intervencionismo contra os tiranos. Antes o não-intervencionismo perante a ameça nazi (o qual chegou a contar com a maioria da população norte-americana), hoje o não-intervencionismo contra a ameaça islamo-fascista. Agora é Bush o inimigo, não Sadham. No tempo de Hitler, comunistas e nazis chegaram a aliar-se nos sindicatos para derrubar o governo "burguês". Hoje, fascistas, comunistas e até alguns "socialistas" aliam-se em manifestações contra a guerra anti-Sadham, brandindo cartazes do tirano. Bush que foi eleito pelo povo norte-americano e que é apoiado pela maioria do povo americano é apelidado de "inimigo principal" por cidadãos europeus que devem aos americanos a liberdade para expressarem as suas simpatias ao próprio tirano Sadham. Estranha ironia esta. Cidadãos europeus que teriam nascido em ditadura (a nazi) se o não-intervencionismo e o pacifismo então em maioria na opinião pública norte-americana tivessem permanecido para além de Pearl Harbour, fazem agora côro com os islamitas que ameaçam exterminar à bomba, todos os "infiéus" judeus e cristãos.
Então como agora, França, Inglaterra e outros países europeus hesitaram criminosamente perante uma ditadura sanguinária e recusaram colocar-se ao lado das vítimas do nazismo - os judeus. Sadham pode matar os dissidentes, perseguir e bombardear o seu próprio povo mas a sua tirania para muitos ocidentais, é uma tirania preferível à ameaça "imperialista" dos EUA. Sadham é um ditador mas é tolerável porque se opôe aos americanos. Não importa que possa armar e financiar os terroristas, subsidiando criminosos que vão matar as crianças judaicas dentro das suas próprias casas.
O que será necessário para convencer franceses e alemães - um ataque terroista aos seus monumentos e catedrais cheias de gente ao Domingo? Porque nunca é demais avivar a memória dos que já a perderam - foi necessário que os nazis tivessem invadido a França (como os islamistas já começaram a fazê-lo) para que esta se refugiasse em Inglaterra e daí dirigisse a resistência. Mas não foi a resistência francesa que derrotou o exército nazi. Não foi o "não-intervencionismo" das chancelarias europeias que evitaram o avanço nazi, sobre a própria França e a Inglaterra. Foi o golpe final dos americanos que deixaram dezenas de milhares de soldados mortos caídos nas praias da Normandia. Não foram os franceses que derrotaram os nazis. Pelo contrário, uma parte significatvia da França até tomou o partido de Hitler. Tal como outrora, temos hoje uma situaçao em que o "não-intervencionismo"(vulgo "pacifismo"), ameaça colocar-nos definitivamente sob a dependência de fanáticos de uma religião baseada no ódio, na intolerância e na crueldade contra os que não partilham as suas crenças e o seu modo de vida. A estranha (?) aliança entre a França, a Alemanha e o chamado "mundo islâmico", tal como no passado com Hitler (que curiosamente contou com o apoio dos islamitas)(2), é preocupante e exigiria uma maior atenção e até vigilância crítica daqueles que vão para a rua dizendo que estão a lutar pela paz (a paz com os fundamentalistas é realmente possível?) e ao fim e ao cabo, como todos sabemos, estão a conduzir-nos para uma guerra ainda mais devastadora.Não há tiranias que se combatam com a paz e Hitler se fosse vivo estaria hoje imensamente agradecido a essas largas massas de flagelantes pela "paz", os quais contribuem de uma forma tão visível para um certo ressurgimento da "alma" germânica no seu confronto com um velho inimigo - a América, que os derrotou definitivamente em meados dos anos 40.Tudo isto seria quase patético se não fosse a tragédia que virá e que nos poderá sepultar a todos. Se nada fizermos, se este "pacifismo" e esta "indiferença" perante o avanço do fundamentalismo islâmico, conseguirem passar, então todos sofreremos as consequências dos nossos actos e aqueles que restarem não terão senão que fazer acto de contrição dos seus erros, ao permitirem que esses novos vândalos nos roubassem a liberdade e nos impusessem os seus valores.

Carlos Marques
Lisboa/Portugal

(1) Apesar dos erros "pacifistas" dos anos 60, nomeadamente nas grandes manifestações contra a guerra do Vietname, não consta que alguém tivesse a coragem de erguer um cartaz do ditador Brejnev como agora o fazem com Sadham.(2) Hoje mesmo, dia 17 de Fevereiro de 2003, a televisão portuguesa noticia que Sadham Hussein agradeceu aos países europeus e aos manifestantes pacifistas a sua contribuição na luta contra as intenções americanas de desarmar o regime iraquiano. Os "pacifistas" sabem agora com o que conta Sadham sempre que usarem as ruas onde mora a democracia (mesmo com todas as suas imperfeições), para promoverem uma ditadura que não hesitará em despejar sobre o Ocidente, os mesmos químicos e gazes que despejou sobre o seu próprio povo.