E se Hitler tivesse sido liquidado pela rsistência alemã, a Europa também teria chorado como agora chora o terrorista Yassin?



A EUROPA CHORA A LIQUIDAÇÃO DO SANGUINÁRIO YASSIN


A Europa piegas, a Europa submissa aos terroristas islâmicos, não chora pelos civis israelitas inocentes assassinados ao longo de décadas, por instigação directa do sanguinário Yassin, um dos principais profetas do Terror islâmico.

O sanguinário Yassin


Esta Europa anti-semita, chora por Yassin, como choraria pela liquidação de Hitler se este tivesse sucumbido num dos diversos atentados perpretados pela resistência alemã. A Europa submissa e amendrontada, a Velha Europa dos Daladiers e Chamberlains (que igualmente defendiam a negociação com os nazis e fizeram-na), agora personificada por Villepins, Solanas, Zapateros, Soares, Shroeders e outros, chora pelo "mártir" do crime organizado cujo objectivo final (está escrito nos seus manuais, não somos nós que o dizemos), é a extinção do estado de Israel. Yassin que não era senão um outro Bin Laden, merecia, para esses chefes da burguesia europeia, viver serenamente enquanto nas ruas de Israel se assassinavam "rotineiramente" centenas de cidadãos israelitas inocentes, sob o silêncio dos ministérios e dos "media" europeus que já nem sequer simulavam a sua indiferença em relação a esses crimes.

Essa Europa burguesa e mole (que finge ser "pacífica" enquanto vende armas e munições a diversos ditadores), pretende ignorar que Israel está em estado de guerra permanente contra os islamitas reaccionários. Não se trata de escaramuças, de uma questão apenas de responder aos atentados. Trata-se que há "senhores" que, do lado palestiniano e não do lado israelita, preconizam a extinção pura e simples do outro lado. E isso é inadmissível!. Se porventura houvesse um movimento para a independência da Madeira e que pusesse não apenas em causa a soberania do estado português, mas a sua própria extinção, sempre gostaríamos de saber que tratamento daria o estado portugês a qualquer desses eventuais líderes independentistas. Enviava-lhes cravos encarnados pelo correio?. Deixava que os supostos "independentistas" nos imolassem a todos?.

Imagine-se o que seria se um representante maior do crime organizado tivesse sido liquidado pelas autoridades de um qualquer país europeu (na Sicília, por exemplo). Alguém se levantaria para chorar o mafioso, senão os seus cúmplices directos? Porque chora então a Europa pela liquidação de Ahmed Yassin? Por ser um resistente anti-israelita? Mas Che Guevara também era um resistente e o que fizeram as burguesias europeias? Choraram a sua morte? Puseram-se a emitir comunicados reprovando os seus assassinos bolivianos? Ora qualquer comparação entre a resistência do Che e estes sanguinários palestinianos seria uma tremenda injustiça e um absurdo. Che, apesar de todos os seus erros, nunca colocou bombas contra as populações civis inocentes.

O que esta burguesia amendrontada chora é um chefe terrorista. Chora como choraria se Bin Laden fosse liquidado por um míssil americano como sucedeu com um grupo de terroristas que foi atacado no Yemén. O argumento de que Israel está a abrir a "caixa de Pandora", é um argumento que se vira contra os próprios europeus que mal conseguem disfarçar o seu anti-semitismo secular. A "caixa de Pandora" já foi aberta há muito tempo quando o Hamas e outros grupos islâmicos (a que a Europa perigosamente chama de "resistentes"), inscreveram nos seus princípios, a extinção de Israel!. Foi nesse momento que a "caixa de Pandora" foi aberta e não agora com a morte de um sanguinário como Yassin. Por muitos menos do que fez este profeta do Terror, estão milhares de pessoas presas nos países ocidentais ou asssinados pelas forças da ordem "democráticas".

Não sejamos pois hipócritas meus senhores. Digam o que sentem - "somos europeus burgueses e amendrontados, bem lá no fundo somos anti-semitas e negamos a Israel o direito de se defender", mas não venham com hipocrisias. Digam "fomos nós que instigámos os terroristas palestinianos, dando-lhes subsídios em vez de mantimentos ou hospitais. Fomos nós que ajudámos a edificar os seus campos de Terror".

Querem mesmo os "resistentes" palestinianos ou islâmicos, derrotar o aparelho político-militar de Israel ou dos EUA? Declarem-lhes guerra, armem os vossos soldados e civis e avancem sobre Telavive ou Washington, não matem civis inocentes com o argumento de que querem lutar contra Israel ou os EUA. Não se escondam atrás das vossas crianças e mulheres, não fujam aos soldados israelitas, para dentro das escolas, venham para a luz do dia, façam bombas artesanais e lancem-nas sobre os soldados, façam a resistência, não o terrorismo.
Mas não é isso que visam, o que visam não é atacar o aparelho político-militar israelita ou americano, o que visam é manter em "permanência" um clima de instabilidade e medo na região e no Mundo, para que possa passar a vossa mensagem sobre a culpabilidade judaica e americana. Aliás ninguém que não seja amnésico, esquece o vosso apoio ao regime nazi e à exterminação do povo judeu. Porque parece estar na vossa essência de terroristas, praticar o crime, não a de lutar pela vossa liberdade ou pelos vossos cidadãos mas apenas a de matar e preferencialmente civis desarmados e inocentes.

Comparar as vossas mortes nas acções armadas dos israelitas com os assassinatos de civis que estão a passear nas ruas de Jerusalém ou sentados numa esplanada de Telavive, é falsear completamente a questão. Comparar as vossas acções contra os civis israelitas com a luta de Nelson Mndela contra o apartheid (não consta que Nelson Mandela tenha mandado assassinar civis sul africanos brancos), é outro absurdo com que pretendem manter viva a ideia de que são "vítimas" e não afinal os próprios carrascos.

A resistência armada de um povo nunca se faz aterrorizando e matando civis inocentes. Se tivesse sido Pinochet, Videla ou qualquer outro ditador de direita, a fazer o que vocês fazem contra os civis inocentes de um outro país? Também lhes chamariam resistentes? E tu Mário Soares, também chamarias resistente a Pinochet se este mandasse matar à bomba civis de um país fronteiriço, só porque estava em guerra com o mesmo?.
E a Esquerda "democrática" europeia, o que faria a Esquerda europeia? Também se prepara para sair à rua chamar à ETA um grupo de resistentes só porque estes não conseguem ganhar pelo voto e recorrem à violência terrorista para impor aos outros a sua "iluminação independentista"?. Também vai pedir o mesmo tipo de diálogo que pede para os terroristas islâmicos?.

Ao fim e ao cabo é o mesmo anti-semitismo que orientou as burguesias europeias durante o período de ocupação da Polónia e Checoslováquia pelos nazis, o mesmo anti-semitismo que deixou imolar os judeus (porque eram judeus, não eram portugueses ou espanhós ou ingleses, (ERAM JUDEUS, PERCEBERAM?), enquanto fazia orelhas moucos aos apelos que chegavam dos campos de extermínio, é esse mesmo anti-semitismo que tenta agora isolar Israel, o mesmo anti-semitismo que tenta encurralar os judeus, isolando-os (como os "campos" já não são possíveis nos nossos tempos...), e incapacitando-os de se defenderem.
Todos sabemos como eram os judeus nos campos de concentração. "O Pianista" de Roman Polansky fala-nos disso. Dominava então neles um sentimento de impotência e de quase submissão, o qual lhes foi também fatal. Muitos dos seus líderes, mantinham-lhes a esperança mesmo quando sabiam que iam partir para os campos de extermínio nazis. Foi o movimento sionista (obviamente não isento de erros e exageros), que acabou com essa resignação, com esse encolher de ombros judaico, incapaz de lutar e resistir de armas na mão. Agora que os judeus se armaram e actuam firmemente para defender a sua propria sobrevivência, (agora que já deixaram de ser o capacho de certas "inquisições" conformes aos "gosto" da época), logo surgem os sentimentos anti-semitas ainda que disfarçados com novas roupagens e palavreado de defesa dos valores democráticos. Mas onde está a democracia nos territórios controlados pelos islamitas? Onde está a democracia num dos territórios mais policiais do Mundo - o palestiniano? Curiosamente é precisamente em Israel que se pode mudar de governo, criticar duramente ou substituir Sharon, não nos territórios ocupados pelos palestinianos, onde vozes como a de Hanan Ashrawi e outras, são práticamente marginalizadas (salvo quando falam pela batuta do Grande Chefe Supremo Arafat, amigo de Villepins, Soares e Chiracs).

A Europa burguesa e pequeno-burguesa cujos lucros se multiplicam com a exploração da enorme massa de emigrantes árabes, chora a morte do "mártir" sanguinário, enquanto se esquece que em Madrid morreram assassinadas mais de duzentas pessoas às mãos dos famosos "resistentes" islâmicos, como Ahmed Yassin o era. A melhor homenagem que se pode prestar a essas pessoas, não é certamente o medo e a resignação face aos fascistas islâmicos, mas pelo contrário o combate e uma oposição ainda mais firmes e violentas. Foi assim que Hitler e a sua enorme vaga de criminosos foram derrotados e não com negociações ou palavreado. O Mundo está confrontado com a Besta e não com um bando de generosos resistentes com quem é possível dialogar. É preciso fazer-lhe frente e não negociar com ela e muito menos ir na sua conversa.
Para nossa própria sobrevivência.

Kafir Fernando Nunes, Vila Franca de Xira, 22032004