Devemos começar por afirmar categóricamente que não somos de direita ou de esquerda e que a humanidade, nomeadamente a que vive nos países ocidentais muito teria ganhar se abandonasse definitivamente esses conceitos discriminatórios e profundamente reaccionários, os quais tendem a manipular e a subverter a discussão séria dos problemas que afectam o Homem e o Mundo actuais.
Se falamos na responsabilidade das corporações americanas, francesas ou alemãs e na sua cumplicidade com o avanço dos islâmicos e particularmente do seu sector mais retrógado e violento, (porque todos temos provas de que assim é), não será por isso que somos de esquerda. Por outro lado se aqui falamos contra a "colaboração" dos partidos de esquerda e dos seus sindicatos e organizações "verdes" e "pacifistas", também não será por isso que somos de direita ou muito menos da extrema direita.
O que nos importa aqui é a Palavra e a verdade que se camufla muitas vezes por detrás da retórica e da propaganda (de um lado e do outro entenda-se).
Se nos quiserem criticar ou mesmo censurar (como fizeram recentemente com mais de uma dezena de sites anti-Jihad), não será certamente porque tenham razões para nos enfileirar ao lado de um qualquer fanatismo (quer do lado sionista, quer do lado imperialista ou neo-colonizador). Obviamente e porque para nós o perigo real, aquele em que assentam as nossas maiores preocupações (e não somos nós que inventamos essas preocupações, são os islamitas sanguinários), não vem do chamado "imperialismo" americano ou mesmo do neo-colonialismo francês ou inclusive dos neo-nazis alemães (senão se coligados numa frente com os Islamismo como sempre fizeram), não daremos aqui cobertura a um certo e crescente anti-americanismo que paira sobre a Europa, esquecida esta já do contributo decisivo que os democratas americanos e toda a nação americana em geral deram (excluindo os "pacifistas" da época), para a derrota definitiva de Hitler e seus acólitos.
Este site é pois e fundamentalmente, um site anti-Jihad islâmica e não anti-francês ou anti-americano. É sobre o islamismo reaccionário e retrógado que se abatem as nossas baterias, sem contudo apelar ao ódio e muito menos a qualquer sentimento anti-árabe (aliás jamais nos esqueceremos da influência árabe na Europa e muito menos do contributo que os Árabes deram para o desenvolvimento daquilo a que designamos, erradamente ou não, por "civilização ocidental"). Aliás quase não seria necessário dizê-lo porque são os próprios árabes, nomeadamente os sinceros cultores de um islamismo pacífico e conciliador ou os seus "kafirs" (infiéis) que defendem precisamente uma crítica violenta à Jihad e relações mais estreitas e cordiais com os diversos estados ocidentais. Enganar-se-ão pois aqueles que vão à genética buscar argumentos para contrariar os exércitos fundamentalistas islâmicos ou aqueles que julgam combater o islamismo fundamentalista com o recurso a outros fundamentalismos (racistas ou islamófobos), os quais apenas fundamentarão e com maioria de razão, o ódio de largas camadas da população árabe e islâmica. Não queremos o Islão a governar-nos (Islão que é sobretudo uma ideologia, leia-se o seu Corão), como não quisemos a Católica Apostólica Romana a mandar nas nossas vidas e muito menos as suas Inquisições. Combater o Islão como combatemos a Católica é um acto saudável e libertário, e é tão racista como almoçar com um árabe na pastelaria mais próxima. Se isso é ser islamófobo então também somos!.
Virados para o futuro, sem voltar as costas ao passado (somos daqueles que ainda lêem e preferem os clássicos), antes propomos que se reflicta e posicione sobre factos, situações, ideias e fenómenos contemporâneos alguns dos quais preocupantes, com o equilíbrio e distanciamento, mas também com a firmeza e instransigência críticas necessárias. Não temos aquela visão maniqueísta e muito republicana que transforma um cidadão de direita num perigoso reaccionário ou um "revolucionário" necessáriamente numa pessoa de bem, progressista e amante da paz. Também não estamos assim tão convencidos de que a direita conservadora (nomeadamente uma certa direita "mole"), seja tão inocente na defesa de uma estratégia de "segurança" que se consubstancia muitas vezes na ajuda e colaboração com grupos, movimentos ou mesmo estados "rebeldes" (ditos independentistas ou nacionalistas), e que mais tarde (por razões que também não é difícil de antecipar voltam as costas aos seus antigos aliados e atacam os próprios "interesses ocidentais", isto é, matando e assassinando civis inocentes (vide os casos de apoio ao Iraque, ao Paquistão e aos próprios talibãs no Afeganistão). Nós dizemo-lo com toda a clareza - nenhuma colaboração com esses grupos de fanáticos islâmicos é legítima, sejam quais forem as suas "motivações" ideológicas.
Assistimos hoje à marcha imparável de um mundo que corre e se transforma a uma velocidade meteórica e os políticos e ideólogos em voga (muitos deles ainda ligados ao passado, à "Velha República" e também à "Velha Europa", mas igualmente alguns nascidos há cerca de vinte anos!), ainda não o entenderam totalmente. Certos valores da esquerda "clássica" são hoje maioritáriamente erguidos pelo centro-direita (como no caso espanhol, para citar um exemplo), e sem que ninguém pareça ou queira aperceber-se de que essa mudança nos próprios conceitos e forma de estar, se deve principalmente à estratificação e decomposição em que caíram as ideologias de esquerda, quer comunistas, quer reformistas ou social democratas. "Valores" como a defesa da "paz" e contra a guerra "imperialista" dos EUA e da Grã-Bretanha, são hoje brandidos igualmente por uma burguesia mole e reaccionária que zela sobretudo por aquilo que lhe é mais caro (mais do que qualquer estratégia comum de luta contra o terrorismo islamita) - os interesses e os laços comerciais que mantém directamente com os regimes autocratas do Islão, muitos deles nichos e abrigos naturais desse mesmo terrorismo que dizem combater (mas só no campo das palavras). A mesma direita mole que, caminhando ao lado da esquerda ortodoxa e até da esquerda "radical", transforma pela sua complacência, criminosos e incendiários, em "pacíficos" emigrantes e cidadãos de um estado de direito que se deseja multiétnico e multicultural (mesmo que nos países islãmicos não seja isso que se passa e de multi-cultural e pluralista os estados árabes autocratas tenham coisa nenhuma). As cumplicidades da direita mole (quase sempre, como o sr. Chirac, a braços com escândalos de corrupão diversos), de braço dado com a esquerda "clássica", são por demais evidentes para que interesse aqui desmontar detalhadamente. Aliás a reviravolta nas tendências eleitorais, após os recentes atentados contra a população de Madrid, vem provar que para os políticos e os burgueses "moles", o perigo não vem desse lado mas sim dos críticos do fundamentalismo islâmico, dos "falcões" como lhes chamam sempre que lhes faltam argumentos para defender as acções dos islamitas. Logo a seguir aos atentados o candidato do Partido Socialista declarou a sua intenção de retirar o apoio aos EUA. Vitória pois também da Al-Qaeda nas eleições espanholas!).
No caso dos fundamentalismos e em particular do fundamentalismo islâmico, os quais ameaçam (mais do que fez o estalinismo em várias décadas), não só a soberania como a própria sobrevivência dos estados europeus bem como os valores de liberdade e democracia instaurados à custa de
profundas revoluções e reformas sociais
e políticas nos séculos passados, a preocupação fundamental
dessa frente comum entre burgueses e esquerdistas, parece ser a de proteger (dito por eles, em nome dessa mesma liberdade e democracia), os direitos e alforrias desses cavaleiros do terror, contra qualquer objectivo (aliás
legítimo) de lhes fazer frente e derrotá-los, expulsando-os
para o "paraíso" de onde vieram e para o qual nos querem encaminhar.
Tal como no período de ascenção do nazismo,
esta burguesia mole aliada na Europa e nos próprios EUA, aos esquerdistas e aos "pacifistas", não fazem senão ignorar as ameaças expansionistas do fundamentalismo islâmico - do pan-islamismo, como outrora fizeram com o pan-germanismo dos "pacíficos"
nazis (como ilustra bem o filme "Despojos do dia" de James Ivory, que muitos devem recordar). Ignorar estas ameaças, não lhes opôr uma tenaz resistência e combate, fingir que os fundamentalistas islâmicos não são perigosos e que afinal se trata apenas de defender a pluralidade religiosa, é tornar os países europeus presa fácil dessa horda sanguinária em vez de a enfrentar e derrotar antes que seja tarde de mais. Há países europeus que não sentem esta ameaça pela mesma razão que não a sentiram com Hitler. E também porque, hábil e estratégicamente, os fundamentalistas islâmicos teriam desta vez decidido começar por "invadir" a Europa, a partir de dentro (tal como prometia Boumediene), isto é, através das centenas de milhares de emigrantes que "ocuparam" o centro da Europa e que são alvo constante de instrumentalizão por parte dos emires (em França, Itália, Alemanha, Bélgica, Inglaterra), deixando o sul mansamente repousado sobre as suas raízes árabes, até uma próxima oportunidade.
Quanto aos "amantes da paz" não nos iludam com os vossos slogans: há situações de "paz" que não nos agradam mesmo nada, seja a "paz pôdre" de certos fascismos saloios (com missa e fadinho pelo meio como o do Salazar), seja a paz "oferecida" à bomba, pelos fundamentalistas islâmicos (ou seja se votas contra os americanos, nós oferecemos-te a "paz", se não votas nós fazemos atentados), e que parece tanto fascinar certos ideólogos "pacifistas" e defensores da emigração SOS-racismo.
Não queremos viver sob o manto protector de certos totalitarismos de esquerda ou de direita, mas recusamos igualmente viver sob os ditames da lei corânica, a Sharia. Recusamos ver as nossas mulheres e companheiras (tal como as mulheres árabes que o recusam), sujeitas ao jugo do burkah. Apesar dos erros e defeitos das democracias ocidentais, apesar dos seus tumores e gangrenas, preferimos estas a qualquer califado onde tenhamos que regular os nossos sentimentos e acções, de acordo com as vozes que entoam no alto dos minaretes.
Se os garbosos "amantes da paz" tivessem sido maioritários (e antes foram-no), ao tempo da invasão da Normandia pelas tropas norte-americanas, ainda hoje estaríamos a marchar pelas estradas da Europa vestidos a "rigor", com os uniformes de cinza, entoando alegremente os hinos da escatologia nazi-fascista.