A POLÍTICA DE DESINFORMAÇÃO SEGUIDA PELOS "MEDIA" PORTUGUESES
Com algumas louváveis excepções (Diário de Notícias, Expresso), os "media" portugueses continuam a seguir uma política de completa desinformação em relação às acções dos fanáticos islâmicos. Muitas vezes não de uma forma aberta e clara (o que seria demasiado evidente e poderia voltar-se contra os próprios), mas sobretudo de uma forma insidiosa mas não menos "objectiva". O interesse "mediático" parece ser o de centrar as atenções nas acções militares de Israel e dos EUA (neste último, nomeadamente na questão da intervenção do Iraque), e desculpar os atentados terroristas como se estes fossem um sinal de desespero de uma população que "vê os seus territórios ocupados pelo inimigo contra o qual nada pode fazer militarmente". A pouco e pouco até a própria ETA tem vindo a beneficiar dessa nova linha "pacifista" e políticamente correcta, de compreensão pelos terroristas, sendo agora tratada de uma forma mais benevolente. Alguns "analistas" convidados pelas estações de TV, chegam mesmo a referir-se à ETA usando a expressão "por alguns chamada terrorista".
Todos pudemos constatar como o assassino Yassin foi tratado pelos nossos meios de comunicação social e em particular nas televisões. A verdade dos factos foi completamente invertida - Yassin passou a ser de um dia para o outro, apenas um pacífico "chefe espiritual", enquanto os israelitas que o abateram (tal como alguns da Al-Qaeda foram abatidos no Paquistão e no Yemén, sem que tivesse havido qualquer reacção semelhante), passaram a ser os criminosos. Só faltou reunir o Tribunal de Haia, uma vez mais, para condenar os israelitas, isto é, uma vez mais os judeus. Mas afinal quem era Yassin? Porque é que os jornais e as televisões portugueses não passaram as reportagens que a BBC fez junto dos militantes do Hamas e do próprio, em que , entre outras coisas, Yassin nega a própria existência de Israel. O mesmo Yassin que justificava o assassinato de crianças israelitas como resultado da sua luta pela extinção do estado de Israel e para pôr fim à "ocupação" israelita. Porque é que não passaram as manifestações de simpatia dos militantes do Hamas pela causa nazi ao afirmarem ao repórter "foi pena que os nazis não os tivessem exterminado a todos, pois assim já não teríamos problemas com eles (os judeus)!".
Não seria mais elucidativo ao falarem de "resistência palestiniana", contarem toda a verdade sobre o Hamas e Yassin?.
Por outro lado não seria mais elucidativo falar da actual guerra entre o terrorismo palestiniano e a democracia israelita, uma guerra aberta em que Isreal tal como a Inglaterra na altura das Malvinas, tem todo o direito de liquidar os chefes do terrorismo palestiniano?. Alguém na Comunicação Social portuguesa pôs em causa ou chamou de assassinato, a liquidação dos filhos de Sadham Hussein? Não foram também os mesmos liquidados pela força das armas?. Outro aspecto da desinformação é o recurso sistemático às imagens dos palestinianos mortos nas acções armadas israelitas enquanto ao mesmo tempo se procura "esconder" as imagens dos civis israelitas vítimas inocentes dos atentados terroristas ou dar pouco relevo às notícias sobre os atentados contra civis inocentes israelitas, incluindo crianças em idade escolar.
O campo de Jenin e a liquidação de dezenas de terroristas, foi considerado em muitos órgaos de comunicação social, exactam,ente como a OLP propagandeava, isto é, como um "massacre" das populações. Depois, quando mais tarde algumas organizações independentes foram ao local e verificaram que tinham morrido 64 pessoas, a maioria terroristas palestinianos, a comunicação social calou-se e nada mais disse. A "informação" que ficou, foi que se tratou de um "massacre". E por aí adiante...
É óbvio que num clima de guerra permanente, com um dos lados a usar acções armadas não contra o aparelho político-militar israelita mas contra as populações civis, não é possível a qualquer das partes, evitar todos os excessos cometidos, os quais são obviamente condenáveis. Por exemplo, ainda recentemente (e esta reportagem só passou na CNN), investigadores israelitas estiveram nos postos de controle para averiguar violações e excessos cometidos por soldados israelitas. Não consta porém que haja investigações do lado palestiniano e muito menos aos grupos terroristas que aliás operam a mando da própria autoridade palestiniana (as Brigadas Al Aqsa, são comandadas pelo próprio Arafat). Mas destas investigações às violações cometidas do lado israelita e pelos próprios israelitas, nada diz a comunicação social portuguesa, a qual teima (tal como faziam os nazis), em apresentar os judeus como os que "estão ali a mais". Aliás, a chamada "questão judaica" tem vindo de novo à baila. Parece que teria ficado apenas adiada e alguns tentam "recuperá-la". Por vezes as palavras traem-lhes as intenções. Por este andar ainda vamos ter a CC a interrogar-se se os campos de extermínio teriam mesmo acontecido ou não teria sido afinal propaganda dos hediondos sionistas.
Por este andar...
Kafir Henrique Nogueira, Almada, 31032004
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