O ANTI-SEMITISMO DE HOJE
(Semelhanças e diferenças com o passado)
A esquerda e em geral todos os anti-americanos primários, sempre insinuaram que os EUA teriam abrigado depois da II Guerra Mundial, alguns antigos cientistas alemães que haviam servido os nazis momeadamente na produção das bombas V1 e V2. A insinuação, fazendo côro com uma certa teoria da conspiração ainda muito em voga, pretendia dizer que os EUA teriam dado refúgio a esses "nazis", supostamente para defender o núcleo essencial do nacional-socialismo. A insinuação esquece no entanto um dado fundamental - a derrota dos nazis no terreno, deve-se não às palavras dos "negociadores" europeus, mas sim à força armada dos exércitos americanos e soviéticos, atacando em aliança para derrotar o inimigo central.
No entanto os que insinuam que os americanos ajudaram alguns cientistas "nazis", são os mesmos que criticam os EUA pela sua ajuda aos judeus e aplaudem ao mesmo tempo os ataques terroristas do Hamas contra civis do lado israelita. São precisamente os mesmos que aplaudem sem pestanejar os militantes do Hamas (chamam-lhes até resistentes), mesmo quando ouvem estes afirmar em relação aos judeus "foi pena que os nazis não os tivessem exterminado a todos, assim já não teríamos problemas com eles". Não somos nós que o dizemos, isto está dito por militantes do Hamas a uma das televisões inglesas. Não somos nós que dizemos que o Hamas é fundamentalmente um grupo anti-semita. SÃO ELES QUE O AFIRMAM!!!.
Não somos nós que dizemos que eles se aliaram com Hitler. Está escrito e documentado na História da II Guerra Mundial e está nas afirmações deles volvidos tantos anos!. Não somos nós que dizemos que eles mandaram uma tropa fandanga para combater ao lado de Hitler, isso está documentado!. Não somos nós que pomos na boca de Himler os elogios aos islâmicos e ao seu papel e "heroísmo". Foi Himler que o disse! Não fomos nós que dissemos que os islâmicos recebiam com alegria as vitórias dos exércitos nazis. Foi Hitler que o disse!!!.
Quanto à Europa dos Zapateros, Villepins, Soares, Solanas e outros, a Europa mole e acobardada, já sabe de há muito que o Hamas nada tem que ver com a luta pela libertação da Palestina. Quem é afinal que não está com a criação de um estado palestiniano? Quem é que defende a extinção do Outro? É Israel, são os EUA? Então não será demais pedir a um estado vizinho que suporte todas as agressões, todos os atentados a civis inocentes e depois ainda peça o diálogo e a paz? Suportaríamos nós que grupos de "libertação" (quaisquer que fossem), viessem da Espanha (e com a cumplicidade do seu governo), pôr bombas contra civis inocentes? Qual a resposta que daríamos a esses grupos? Íamos negociar com eles?.
Ora a diferença é tão simples de perceber: os grupos de libertação não pôem bombas contra civis inocentes, os grupos de libertação lutam contra os exércitos ocupantes se os entendem como tal. A luta armada é legítima mas não contra civis inocentes. Pôr bombas contra civis inocentes não é contribuir para qualquer negociação de paz digna desse nome. Não é de modo algum desejar a libertação de um povo mas pelo contrário contribuir para que qualquer "ocupação" seja ela de quem fôr dure uma eternidade. Enquanto os palestinianos que vivem lado a lado com os israelitas têm os mesmos direitos fundamentais que gozam os israelitas, os palestinianos nos territorios da autoridade palestiniana vivem em ditadura e não têm quasiquer direitos democráticos. Toda a contestação a Arafat, ao Hamas ou à Jihad é tratada com violência ou mesmo com a eliminação física do oponente. A autoridade palestiniana não tem pois qualquer autoridade moral ou política para falar na violação de direitos por parte dos israelitas, quando ela própria não os concede ao seu povo. Sharon pode ser corrupto mas os tribunais se encarregarão de o julgar. Não está cimentado à cadeira do Poder. Há democracia. Arafat ao contrário, desvia os fundos para a sua conta bancária, enche os bolsos dos seus colaboradores e não é julgado. Possui uma das maiores fortunas do Mundo. Tal como Bin Laden. O Hamas, segundo dados concretos que se encontram revelados na Internet, controla empresas de Real Estate no estado de Maryland em pleno território americano, com o fim de angariar fundos para a luta contra Israel.
E porque é que os políticos ocidentais aceitam a Arafat e ao Hamas o que não aceitariam com Pinochet ou outros ditadores de direita? Porque são totalitários e matam os seus opositores? E o que faz o Hamas? O que fazia o "espiritualíssimo" Yassin que justificava a morte de crianças desde que fossem israelitas? Ou simplesmente porque esses políticos ocidentais já não conseguem dissimular o seu anti-semitismo e querem igualmente fazer vergar Israel e impedi-lo que se defenda? Não será do mesmo anti-semitismo que se alimentam os pró-islâmicos do Ocidente, saudosos dos tempos em que negociavam com Hitler enquanto os judeus eram exterminados nos campos de concentração?. Ou já se esqueceram disso?.
Nós não nos esquecemos.
Desde a derrota militar dos nazis que o anti-semitismo espera o momento propício para se erguer de novo contra a chamada "influência judaica" no Mundo (aliás foi este mesmo argumento que seviu de pano de fundo para o maior empreendimento de extermínio em massa de que há memória). E parece que os Zapateros e os Soares se esqueceram disso!. Todos sabemos que este anti-semitismo de botas cardadas já não é hoje possível (não porque alguma Europa não o desejasse), devido à presença e poderio militar norte-americano (não é por acaso que essa presença tem vindo a ser progressivamente constestada na Alemanha e que este país foi e é um dos países europeus que está na vanguarda do actual anti-americanismo pró-islamita). Os anti-semitas, à falta das condições objectivas internas, voltam-se então para outros argumentos e estratégias, seguindo a rota e as intenções criminosas dos islamitas e procurando cimentar a sua presença na Europa e noutras regiões do Mundo. Em suma, islamizando.
O pano de fundo ideal para o desenvolvimento do anti-semitismo actual é o conflito israelo-palestiniano. Não é apenas Bin Laden que fala contra Israel. Também os políticos burgueses do Ocidente e os seus media estão contra Israel e colocam as organizações terroristas no papel de vítimas e resistentes e os isarelitas no papel de carrascos. Também os políticos europeus estão preocupados com a "influência judaica". Tal como Hitler e o seu bando de terroristas. A via negocial proposta pelos políticos europeus é uma falácia pois toda a gente sabe (nomeadamente desde os acordos de Oslo), que os palestinianos rasgam todas as vias de negociação sempre que se está à beira de conseguir um acordo, fazendo exigências que são totalmente inaceitáveis por parte de Israel. Além disso porquê a via negocial com grupos como o Hamas (mesmo que isso fosse possível, como aliás já foi, com Arafat), os quais inscrevem nos seus "princípios" a extinção do estado de Israel? Que acordo é possível com um grupo de "resistência" que deseja a nossa extinção? Que resistência é essa que tem como objectivo central a eliminação do próprio adversário?
Quanto aos media europeus (e alguns norte-americanos), não fazem senão alimentar o ódio anti-semita, chamando de "resistentes" e dando voz às aspirações e actos dos terroristas, enquanto simultâneamente tratam os israelitas como se fossem os autores e não as vítimas da perseguição islamita. O ódio anti-semita aquece tanto os corações de alguns ocidentais que até consideram oportuníssima a realização de um filme (embora estejamos ao lado de Mel Gibson em relação ao direito de o fazer como bem entende), que coloca os judeus (uma vez mais) como responsáveis únicos pela morte de Cristo, ignorando ou parecendo ignorar que os seus assassinos foram os romanos e o sanguinário Pilatos em primeiro lugar. Pilatos lavou as mãos mas em sangue como agora o fazem alguns políticos europeus que justificam todo o tipo de atentados contra os judeus em nome da "resistência do povo palestiniano". Solana gostaria de poder inteferir com a política de Israel como o fez com a Jugoslávia. Zapastero bem gostaria de ver Jerusalém entregue aos palestinianos, para que do lado israelita vivessem permanentemente na insegurança de se verem de novo atacados, tendo à sua porta novas vagas de terroristas "naturalmente" insatisfeitos com eventuais negociações de paz que viessem a resultar em acordo com os israelitas. Mas Israel (e bem) não permite que Solanas ou Zapateros mandem na sua política externa como o fizeram com a Jugoslávia (em que bastou oferecerem dinheiro aos novos dirigentes para conseguirem "exportar" Milosevic para o Tribunal de Haia). E daí muito do ódio anti-Israel, muito do anti-semitismo europeu de hoje. Anti-semitismo que ajuda a cimentar a presença do Islamismo na Europa e no Mundo. Para bem da nossa liberdade e pluralismo, dizem-nos!.
A imagem de marca do islamismo é um menino com uma bomba à cintura junto a um posto fronteiriço com Israel. E é esta imagem de marca que é silenciada pelos políticos e os media ocidentais (aliás não foi por acaso que só raras vezes passou nas televisões), os quais, na ânsia de atacar Israel já se mostram totalmente indiferentes aos massacres cometidos pelos islamitas contra as populações civis inocentes. Pior ainda, já vão avisando que não podem defender as populações, que é impossível lutar contra os terroristas, esses "inimigos invisíveis". Isto é, falam com eles, conhecem-nos, dão-lhes dinheiro para armas (não se esqueçam, Arafat recebe dinheiro directamente da UE), e depois vêm dizer-nos que são invisíveis! Arafat é invisível, Yassin era invisível? (agora é-o de facto mas foi preciso que os israelitas operassem essa "invisibilidade"!). Os actuais dirigentes do Hamas que apelam inclusive ao assassinato de Bush, são invisíveis?.
É claro que o inimigo é visível e embora tenha vários rostos (alguns deles no Ocidente mole e acobardado senão mesmo pró-islâmico), é possível combatê-lo e destruí-lo como se fez com os fascistas de Hitler. O que não se pode fazer para o combater é negociar com ele, fingir que é pacífico e tem fome, dar-lhe o flanco como fazem alguns políticos ocidentais e como o querem alguns "socialistas". O que não se pode fazer é votar com Bin Laden, votando contra os que o querem combater!. O que não se pode é permitir que utilizem as suas mesquitas e os seus e os nossos meios de comunicação, para destilar o seu ódio anti-semita, como se tivéssemos o Hitler outra vez a mandar na Europa!.
Sem dúvida, o anti-semitismo ameaça de novo a Europa. Resta-nos a esperança que essa paranóia pró-islamita (embora Kerry já se prepare para a conversão), não contamine os americanos e que de novo seja a América democrática (com todos os seus defeitos é a única democracia em que vemos os seus políticos sob o crivo dos inquéritos), a pôr cobro a essa histeria "conciliadora" que fez um dia entrar os exércitos invasores de Hitler sob o canto de sereia dos "negociadores" ocidentais (Daladier, Chamberlain e outros).
Hoje, tal como no passado...
Kafir Júlio Santos, Charneca da Caparica, 29032004.